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ESTADÃO
Adivinhação e confusão
Na edição do Estadão de sábado, 9/3, na matéria "Atentados a bomba paralisam fóruns de SP", não encontrei a fonte explicando como foi detectado que o veículo Escort estava com uma bomba. De onde veio a informação? Na foto da aterrissagem do ex-ministro dos Esportes, o título foi "Derrapagem na saída", mas pelo que li o avião derrapou na chegada. E também não diz aonde ele chegou...
Walter Topfstedt
DIPLOMA EM XEQUE
Cadê o rábula?
Este cartório que engessa as profissões no Brasil pode ser estendido a outras categorias, como a de advogado (cadê o rábula?), engenheiros, arquitetos, biólogos, geólogos etc. Sem o diploma você não faz o concurso (não importa o currículo), não garante um ganho digno etc. Algum jornalista poderia iniciar uma campanha para o profissional do século 21: uma questão de mérito. Numa época de abertura de mercado deveria valer mais a competência e a experiência.
Jose Roberto Botelho de Souza,UFPE, Depto. de Zoologia
HOMEOPATIA NA MÍDIA
Matemática x farmacologia
Interessante o debate acerca da homeopatia. Por algum motivo, sob pesado ataque de engenheiros. O problema é que uma questão farmacológica está se reduzindo a uma questão matemática. E, a isso, até um biólogo se rendeu. O debate matemático, correto, tem relativo valor. No fundo permeia certa idéia de que a ação é proporcional à concentração, o que não é correto em bioquímica e farmacologia. Falta de vitamina "A" causa cegueira, excesso de vitamina "A" pode causar intoxicação e até hepatite. Há muitíssimos exemplos. Somos vacinados e o efeito, por vezes, dura anos ou pelo resto da vida. Se calcularmos o volume de uma dose de vacina pela imunidade gerada ao longo dos anos, certamente não haverá relação matemática justificada. Também uma dose x de vacina funciona, mas 10x não é melhor, podendo provocar a doença.
Em bioquímica, a qualidade de uma substância é mais importante que a quantidade. Pena de galinha, por exemplo, é riquíssima em proteínas (quantidade). Como não é digerível, é inútil comê-las. A isso chama-se valor biológico (qualidade), que é nulo nesse caso. Pela matemática, viveríamos depenando a galinha em vez de comê-la. O que se aguarda é que os homeopatas tragam a discussão para o campo clínico e farmacológico. Nesse ponto as críticas feitas são justas. Até agora nada foi apresentado.
Ernani Porto,professor da Esalq/USP, doutor em Ciências de Alimentos
EDITOR AGREDIDO
Primeira-dama violenta
Episódio grotesco ocorrido em São Lourenço do Sul (RS) mostra que o grupo (PPB-PFL) que detém o poder leva às últimas conseqüências seu esforço para "tapar a boca" da imprensa. Foi só a Tribuna Popular noticiar que havia fraude na liberação de placas de táxi em São Lourenço do Sul que os "marimbondos" se agitaram... Abaixo, a matéria que publicamos, sobre a agressão que sofri da mulher do prefeito.
Pedro Henrique Caldas
Primeira-dama agride editor de jornal
SÃO LOURENÇO DO SUL/RS – Registros na Delegacia de Polícia (nº 377 e 385/2002) e laudo médico comprovando a agressão. Estes os primeiros encaminhamentos feitos pelo editor do jornal Tribuna Popular, Pedro Henrique Caldas, agredido a pontapés pela primeira-dama do município, Fátima Pagel, durante um festival de música regional realizado no Camping Municipal de São Lourenço do Sul (195 km ao Sul de Porto Alegre). O fato ocorreu por volta de 1h de domingo (3), quando ele se encontrava no setor de imprensa do festival, conversando com colegas.
A agressora, que se fazia acompanhar de um assessor da Prefeitura, aproximou-se e, repentinamente, passou a desferir-lhe pontapés, ao mesmo tempo em que dizia, exaltada: "Fala mal do meu marido agora, faz crítica agora que eu quero ver." Apesar de tentar esquivar-se, Caldas acabou com escoriações e hematomas na perna direita, retirando-se do local acompanhado por testemunhas do episódio. Ele acredita que o objetivo era provocá-lo a ponto de um revide, de forma que a agressora passasse à condição de vítima.
Mais tarde, Caldas teve barrado seu acesso ao setor de imprensa – segundo o segurança, por determinação da primeira-dama. Ele ressalta que nunca sequer dirigiu a palavra à agressora e que o motivo da agressão deve-se ao fato de que o jornal Tribuna Popular tem publicado matérias sobre irregularidades no governo do prefeito Dari Pagel (PPB). No ano passado, após ter mancheteado que o prefeito havia sido indiciado pelo Ministério Público do RS, em processo por improbidade administrativa, o jornal foi apreendido nas bancas da cidade – a pedido do prefeito –, fato que teve ampla repercussão nacional.
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