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EXPLOSÃO NA P-36
Estranho, no mínimo...
Outro acidente envolvendo a Petrobras aconteceu. Quantos num pequeno período de pouco mais de um ano? Muitos. Principalmente quando o nome em jogo pertence a uma das mais respeitadas empresas do mundo. E desta vez, as perdas foram vidas humanas, acima de qualquer outro tipo de prejuízo. Lamentavelmente. Mas culpar a Petrobras, como boa parte da imprensa está fazendo (claramente ou na obscuridade da sugestão), é fácil demais... A discussão que a sociedade brasileira precisa é outra. São no mínimo estranhos tantos acidentes em tão pouco tempo. Neste momento, meus pulmões necessitam urgentemente do ar produzido por uma excelente imprensa investigativa. Daquelas que, infelizmente, são raras nos dias de hoje. Indaguem-se, jornalistas de verdade. Os essenciais e imprescindíveis. Tal discussão deve partir das mentes e linhas dos senhores. Quem sabe este episódio não acarretará num primeiro passo rumo a uma imprensa melhor? Uma de verdade. O desafio está lançado.
José Renato Ribeiro, General Câmara, RS
A Band não viu
Dia 15 de março. O Brasil acordou assustado com as explosões ocorridas durante a madrugada na plataforma P-36, da Petrobras, na Bacia de Campos. Um morto, um ferido, 10 desaparecidos no acidente com a maior plataforma em águas profundas do mundo. Destaque absoluto em todos os noticiários de rádio, TV, sítios de notícias na internet. Cobertura frenética da mídia. O Jornal da Band, que foi ao ar às 19h30, abre com uma notícia de um seqüestro de avião na Turquia. A segunda matéria foi a vitória do Palmeiras na noite anterior, pela Copa Libertadores. O acidente só foi noticiado no segundo bloco do jornal, depois da previsão do tempo. O Jornal Nacional, da Globo, abriu a edição do dia com o maior destaque possível ao assunto da P-36.
Carlos Tautz
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