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FUNK
Salvem as crianças
Temos observado que a mídia está divulgando maciçamente o tal do funk. Não sei em que parâmetros estão sendo baseadas as opiniões dos divulgadores, principalmente quando afirmam que não há nada de mais em tal tipo de demonstração, pois as crianças estão apenas querendo se divertir. Mas, partindo-se do princípio de que as crianças são como espelhos, refletindo o que vêem...
Acho de extremo mau gosto as letras "brilhantes" com que nos brindam os compositores funk (se é que podemos chamá-los de compositores). Ontem mesmo, na escola onde minha filha dá aula (Emei, com crianças de 4 a 6 anos) houve uma pequena demonstração de que as crianças registram tudo o que presenciam e ouvem. Um dos aluninhos (5 anos) cantou um trecho da música Um tapinha não dói e, imediatamente, deu um bofetão na cara de um coleguinha, sob a alegação de que um tapinha não dói...
E as letras são de uma falta de moral absurda, e olhe que não sou do tipo moralista, sou uma pessoa muito aberta e que entende que a vida está aí para ser vivida e enfrentada cara a cara. Mas daí a usar palavrões como forma de expressão normal acho que é uma tremenda falta de educação. Numa língua como a nossa, em que o vocabulário é de uma riqueza incalculável, é, no mínimo, uma falta de cultura absurda, isto sem falar na letra da música cantada por uma criança de 7 anos, achando muito bonito demonstrar ao pai que desde cedo é um garanhão...
Acho que está na hora de ser feita alguma coisa para salvar nossas crianças da depravação total, uma vez que, mesmo se tomando todo o cuidado somos forçados a enfrentar esse tipo de linguajar no dia a dia. Será que é preciso baixar tanto o nível para se comunicar? E onde estão os apresentadores com a cabeça que colocam o modismo acima de todos os conceitos de moral?
Heloísa A. de Almeida Prado
Salve-se quem puder
Tá bom que eu vou acreditar que o senhor Heródoto Barbeiro seja isento sendo funcionário do sistema Globo, uma das mais nefastas instituições deste país.
Wagner Coelho
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