UOL
Guerra particular

Há quase uma semana o portal UOL apresenta em sua página de entrada, com grande destaque, a seguinte manchete:

MUNDO DIGITAL

Chairman do Terra Lycos é acusado de racismo

A importância dessa manchete para o leitor me parece incompatível com o destaque dado à notícia. Na minha opinião essa notícia não tem relevância suficiente para ser apresentada na página principal sequer por um dia. O que dirá dias seguidos!? O que está por trás disso? Por que eu, leitor, tenho que ser manipulado dessa forma? O fato de o UOL expor o leitor às suas guerras de mercado é muito deselegante e baixo. Nós leitores não temos nada a ver com isso.

Após vários casos como esse, eu tenho visitado com pouca freqüência o UOL, e procuro notícias em outras fontes. É a melhor coisa que posso fazer.

Gilson Gitirana Junior



LEGENDAS
Dois pontos não resolvem

Não sei se esse assunto é off-topic, mas gostaria de colocar em discussão. Deve existir nos manuais de redação de alguns veículos uma norma que obrigue o uso de dois pontos nas legendas de fotos, como acontece no Estadão e na Veja, por exemplo. Não sei se é só comigo que acontece, mas me incomoda muito. Os dois pontos não resolvem e até atrapalham o entendimento. Será que alguém mais percebeu isso? A Folha, por exemplo, não adota essa norma, e no entanto consegue transmitir com muito mais eficácia ao leitor a idéia da imagem a que se refere o texto.

Fábio Yllen



MAIS VENDIDOS
Lista da Veja sumiu

Constatei um fato muito interessante nas últimas quatro semanas: a revista Veja não está publicando a relação dos livros mais vendidos. Por que será? Suponho que o motivo seja a ótima aceitação de Memórias das Trevas – uma devassa na vida de Antonio Carlos Magalhães, que com certeza continua entre os mais vendidos no grupo não-ficção (o que pode ser comprovado nos sites das principais livrarias virtuais, Saraiva e Siciliano).

Sou profundo admirador da obra, e me sinto orgulhoso de ter lido este documento de tão relevante importância para a história da Bahia e do Brasil.

Emílio Gusmão, estudante de Comunicação social de Ilhéus, BA

Nota do OI: O leitor enganou-se. Veja publica a lista dos mais vendidos na seção "Veja recomenda".



RJTV
Jornalismo criminoso

Na noite de domingo (18/3), aqui no Rio, um criminoso rouba o carro de uma oficina mecânica para ir a um baile funk (1º crime). Na saída do baile, enche uma picape com menores (2º crime) e os coloca na caçamba (3ª infração). Não pára numa blitz policial (4º crime) e foge em alta velocidade (5º crime). Durante a perseguição, tiros são dados por ocupantes da picape (6º crime). A policia revida. O criminoso entra na contramão (7ª infração) no acesso de uma ponte e capota com o veículo. Duas pessoas morrem.

No RJTV, apresentadores da Central Globo de Jornalismo convidam para depoimento e entrevista um parente de um dos jovens. Assunto único: a perseguição policial e possibilidade de a família processar o estado.

Onde estamos? A TV Globo estimulou prática de crime. Em qualquer país sério alguma coisa seria feita. Até quando o corporativismo vai continuar degradando os valores éticos e morais da nossa sociedade? A Rede Globo prestou desserviço grave, o que, aliás, é costumeiro.

Informo que sou apenas um médico aposentado. Não sou policial, não pertenço ou tenho interesses em qualquer meio jornalístico ou de comunicação. Sou apenas um cidadão indignado com a impunidade em todos os níveis.

Sergio S. Lopes



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