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ELEIÇÕES 2002
Lula, o lobo mau

Acho uma bobagem comparar a competência de um literato como Machado de Assis, por ter se destacado na literatura, com a possibilidade de sucesso de Lula para administrar um país como o Brasil. Não se trata aqui de intolerância, como foi dito. Está escrito por aí que "quem vê do alto vê melhor, tem mais perspectiva antes, do lado e depois". Concordo. Penso, porém que o estudo não seria condicionante sine qua non para o sucesso de Lula. Vocês estão forçando a barra. Pelo jeito, em vez de novo tempo, ameaça vir por aí é um novo temporal.

Mesmo assim, para dar com o bico na pedra, será bom que o PT e seu lobo fantasiado de cordeiro assumam. Quem viver verá.

Maria Cândida Guimarães Aguiar, jornalista, Divinópolis, MG

 

Mudem (pelo menos) os atores

As eleições são como novelas, mas nem os atores mudam. Somente quando nos conscientizarmos da importância do nosso voto, separando a política da politicagem, construiremos um país melhor para todos, e não para os mesmos grupos que se alternam no poder. Talvez nos tornemos algum dia diretores de uma nova novela chamada Justiça Social: Brasil. Se é que temos coragem de "perder" nosso voto, sem nos importarmos com as pesquisas eleitorais.

Clárison da Silva Avelar

 

Protesto que vem da Bahia

Quanta bobagem! Um comentário deste tipo mostra a orquestração que sempre domina o jornalismo brasileiro.

Peter Wenck

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Cenas de um filme antigo – Leandro Fortes

 

Faltou a foto

Li, estupefato (como se dizia antigamente) o artigo "Cenas de um filme antigo". Fiquei pensando: com tantos jornalistas, não havia fotógrafos? Por que não há uma só foto do que foi relatado? Desculpem, mas o relato é tão espantoso que, por mais respeitáveis que seja o autor, creio que a opinião pública, de modo geral, não conseguirá acreditar no que lê. A ser exato e verdadeiro o relato, estamos em vias de eleger mais um insano para a presidência, e já tivemos muitos.

Creio que a imprensa prestaria um serviço inestimável ao pais se registrasse estes fatos em fotos. Digo isso porque, por mais respeitável que alguém seja, o relato é necessariamente colorido (desculpe o trocadilho) pela emoção de quem escreve; a foto não pode ser desmentida, a menos que se prove que foi uma montagem.

Nós, latinos, adoramos texto, somos uma civilização oral. Imagem não é nosso forte, mas diz a sabedoria popular: uma imagem vale mais do que mil palavras.

A. Pinto

 

Silêncio, calouro!

Caro Leandro Andrade Faria: antes de tudo, parabéns por ter sido chamado na primeira lista do curso de Jornalismo noturno este ano, na Fuvest. Mas, por isso mesmo, e por estar cursando a disciplina de Introdução à Economia, salvo engano, há cerca de 15 dias, não considero que tenha grande propriedade para criticar de maneira tão contumaz um ministro da Economia. Outrossim, considero que sua crítica a Serra é, de certa maneira, pertinente, e ao benefício que a Rede Globo incute a ele durante suas sabatinas.

Tome o cuidado de formar-se em Jornalismo, e não em mero oposicionismo. A propósito, por que você não redige um artigo opinativo sobre a situação na Faculdade de Filosofia, parada há 104 dias? E sobre a invasão que os alunos promoveram à reitoria?

Carlos Artur Matos, aluno de Jornalismo da Anhembi Morumbi.

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Serra no Jornal da Globo – Leandro Andrade Faria, no Caderno do Leitor (rolar a página)

 

Leandro Faria responde

Primeiramente gostaria de agradecer a crítica, pois assim, além de saber que estão lendo o que escrevo, também sei que não estão "engolindo" o que lêem sem antes "mastigar", o que é positivo. Bem, somente para não deixar margem a dúvidas, não estou cursando a matéria ministrada por Bernardo Kucinski – Introdução à Economia –, e só a terei no próximo ano. No entanto, me interesso e analiso muito o aspecto prático da economia, e creio que qualquer pessoa com coerência e o mínimo de coragem para dar seu parecer pode se manifestar. Além disso, no texto há uma crítica direta à pessoa de Pedro Malan (pois este não fez o seu dever de, ao menos, acompanhar e ter responsabilidade sobre o balanço das contas públicas brasileiras), e não à economia, pois, sobre esta última há uma análise, um raio-x, e não uma profecia. Creio ser razoável que uma pessoa possa ser julgada por suas ações ou, nesse caso, suas omissões. Você concorda?

Quanto às minhas concepções de jornalismo, estas simplesmente não se encaixam nas suas, em que a atividade jornalística está cerceada pelas simplórias denominações oposicionismo ou situacionismo. Espero que perceba a real importância do jornalismo para o processo democrático e, em razão disso, para a pluralidade de idéias. Feito isso, convido-o a se expressar (não tenha medo) também, mas sempre de forma a construir uma argumentação própria plausível, e não simplesmente desqualificando quem é contrário às suas convicções. (L.A.F.)

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