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DIPLOMA EM XEQUE
Fim de papo
A discussão sobre a obrigatoriedade do diploma é desnecessária.
Ficam apenas algumas perguntas: existiam jornalistas até 1969? Eram ruins? Não conheciam a arte? O diploma lhes fez falta? Alguém deixou de ser informado? Os jornais não rodavam? As emissoras de rádio e TV não tinham noticiários?
Depois dessa data qual foi a mudança, além da exigência do diploma? Quantos conhecemos sem diploma fazendo melhor trabalho que um diplomado?
Não adiantam termos empolados e tentativas de erudição para que o jornalismo seja identificado. É preciso mais! Muito mais. Não se deve confundir habilitação com experiência. Há uma grande distância entre uma e outra.
Sair de casa para ir à faculdade de jornalismo é uma coisa; sair da redação para ir à faculdade é outra bem diferente.
Antonio José Netto, quase jornalista
Elitista é o Direito
Ao rotular de "elitista" a exigência de formação em Jornalismo para o exercício da profissão, a juíza Carla Abrantkoski Rister não fez justiça. Se estivesse se referindo ao Direito, aí sim, poderia falar de elitismo.
O parágrafo inicial da decisão da juíza substituta, transcrito por este Observatório, mostra, e bem, o caráter excludente de uma redação complexa, de difícil entendimento, muito comum dos magistrados. São 17 vírgulas e igual número de segmentos, intercalando idéias, conceitos e avaliações subjetivas, gerando confusão na cabeça do leitor mais humilde.
O jornalista, ao contrário, aprende na escola e na prática que a comunicação se faz em duas vias: de ida e de volta. Que a linguagem utilizada em suas matérias deverá ser sempre modesta, coloquial, mas sem deixar de ser exata.
O que importa a quem recebe uma notícia ou lê uma decisão judicial é entender sem enganos o que lhe está sendo passado. Uma postura elitista jamais servirá ao jornalista, como também não poderá convir a um magistrado que tenciona se fazer entender em suas decisões, sem equívocos.
Há muito mais grandes jornalistas provenientes de classes sociais humildes do que profissionais do Direito de mesma origem. A própria linguagem do meio jurídico exclui intencionalmente o pobre que não teve acesso a boas escolas particulares. Por outro lado, jornalistas ricos são raros. Raríssimos.
Em tempo: Não entendi a expressão "donde se insere a liberdade de manifestação do pensamento..." [artigo de Victor Gentilli, veja link abaixo]. Não se insere donde. Insere-se onde. Donde, se extrai.
Marcos Corrêa Pinto, aluno de Jornalismo, Vila Velha – ES
Até para a internet?
Qualquer pessoa pode escrever e editar um livro. Sendo assim, por que haveria de ter diploma para manifestar suas idéias periodicamente? E a internet?
Eduardo Quintanilha Faustino, formado em Comunicação Editorial com Habilitação em Editoração
Não é causa própria
Todos acabam pensando que sabem falar, escrever ou fazer um texto jornalístico por saberem ler e escrever. Mas o profissionalismo em Comunicação Social deve ser cada vez mais exigido. Não falo isso por estar cursando o terceiro ano da Faculdade de Jornalismo, mas por defender a ética e a qualidade da função, tão importantes e úteis para a sociedade.
Rogério Marcos
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