22/07/2003 2/13

Envie para um amigo  Procure no arquivo

A PEGADINHA DO ANO
Efeito econômico

Qual o efeito econômico da boataria? Quanto será que o homem botou pra dentro do Baú com essa especulação?

Omar T. Pinho

 

Fartos de fofoca

Parabéns pelo texto. Qualquer pessoa minimamente culta já está farta desse tipo de "jornalismo" de fofocas e citações. O senhor poderia também acrescentar nesse "fofocalismo" (jornalismo de fofocas produzidos por focas) muito do noticiário econômico. É um tal de "o mercado isso", "o mercado aquilo". Ora, o "mercado" é uma abstração, como qualquer manual de economia ensina. O que há são pessoas com interesses privados fazendo declarações e sendo publicadas como se isso fosse o "mercado" (um conjunto de pessoas e empresas que estão comprando ou vendendo um dado bem ou serviço). É erro primário em ciência social dotar de vontade humana uma categoria abstrata. Enfim, este não é o espaço para este tipo de discussão. Uma vez mais, parabéns pelo artigo.

Carlos de Brito Pereira, doutorando pela USP

 

É tanto idiota...

Na realidade, partindo do Sílvio Santos, como pegadinha, valeu ... Tudo caracterizado como brincadeira, deboche e gozação. Agora, é vergonhoso e deprimente ver tanto idiota na televisão, uma verdadeira patacoada. Na TV Bandeirantes, Gilberto Barros ainda mandou outro idiota para a porta do Silvio em Miami... e tinha platéia no auditório batendo palmas. É preciso urgentemente levar a sério o conteúdo do que vai ao ar. Vamos torcer para que os profissionais de talento tenham oportunidade. Uma vergonha.

Gildasio Neri

 

É bom duvidar

Fica difícil levar a sério uma imprensa que há uma semana tinha como capa "Silvio Santos tem seis anos de vida". A entrevista foi dada por ele mesmo, por telefone, e a imprensa publicou, diga-se de passagem, na capa. Por que não conferiram? Eu duvido de tudo que vem da imprensa, tudo. Principalmente de uma noticia tão parcial. Vocês não aprendem na faculdade a ser imparciais, ou aprendem e desaprendem quando começam a trabalhar em jornalecos ou portalecos como este? Seria tão bom se as pessoas duvidassem do que vêem, do que ouvem e do que lêem.

Erika Fernandes Prates

 

Barato magnífico

Magnífico o Sílvio Santos ter tirado esse barato com a mídia. O jornalismo de hoje em dia está uma m. mesmo. É terrível ligar a televisão e só ver tragédia, ler uma revista ou jornal e a maioria é idiotice, tragédia, futebol... A mídia, tanto escrita como falada, faz um sensacionalismo fora do normal. No caso da matéria com o Silvio Santos, ele tirou um barato com a repórter e ela, que não é nada burra, publicou a matéria para alavancar as vendas da revista. Palhaçada são as notícias dadas sem ao menos procurarem saber da verdade.

Vânia Silva

Leia também

Silvio Santos é a cara da mídia – Alberto Dines

 

Conjetura paranóica

O artigo do sr. Lucchesi aparece um tanto quanto evidente nas suas conclusões. Naturalmente como estudioso da "teoria literária" trouxe-nos interessante alerta sobre a "pobreza intelectual" do brasileiro médio. Entretanto, parece que suas observações, bastante "eruditas", deixaram de analisar questões que julgo importantes para direcionar uma análise crítica mais esclarecedora do fato principal, ou seja, da notícia protagonizada pelo Sr. Abravanel. Até certo ponto agarrou-se na objetividade do "cientista" e produziu um artigo "pobre e ingênuo" sem a profundidade esperada.

As pessoas querem diversão, e como passatempo, a "fofoca" cumpre uma missão que, apesar de "pobre intelectualmente", não deve ser desprezada pelos estudiosos da mídia e da nossa sociedade. A possibilidade de a fofoca alterar o modo de pensar das pessoas, mesmo que para pior, deveria ser considerada. Afinal, as elites e os poderosos sempre se utilizaram dela (fofoca) para manipular a "massa" e induzi-la a comprar produtos e idéias.

Aqui surge uma indagação, até certo ponto "paranóica" e pura "conjectura": Teria o Sr. Abravanel se utilizado da mídia para mais uma vez vender as suas idéias e produtos? Teria ele (Abravanel) algum objetivo pessoal ou comercial ao plantar (?) essa notícia na mídia?

Douglas Santos

 

Ivo Lucchesi responde

De pronto, para efeito prático, vou desconsiderar alusões (ou "ilusões perdidas") insinuadas pelo queixoso leitor a respeito do articulista, levando em conta o fato de desconhecer quem seja. Todavia, o teor da resposta (sem mencionar a torturada redação) bem traduz quanto de desconhecimento tem o leitor, em relação ao que imagina ser "teoria literária" (e, por extensão, "teoria da comunicação"). Não satisfeito, seu equívoco ainda se estende ao que nomeia de "observações bastante eruditas". Sequer como tom irônico, o julgamento do leitor se sustenta, visto que, em nenhuma passagem do artigo, há a menor contaminação do que o leitor quis compreender como demonstração de "erudição".

De resto, para encurtar a historieta, é direito do leitor considerar "pobre e ingênuo" o que bem quiser. Cobra-se, entretanto, de quem questiona o que o outro fez o cumprimento da exigência reclamada. Assim, imaginei que o leitor alinhavasse algo consistente, à altura da cobrança. Qual não é minha surpresa ao constatar o oposto. O incomodado leitor apenas devolveu, em trôpega redação, a junção de obviedades que a própria mídia já se fartou em explorar. O que mais se alegou foi o fato de o "empresário-comunicador" haver tirado proveito promocional. Que dúvida! Por fim, cada qual é livre para eleger como "diversão" e/ou "passatempo" o que bem lhe seja do agrado. Há os que se "divertem" e gastam suas economias consumindo (ou consumando-se) com tais besteiras ou frivolidades. Outros há para os quais a "diversão" implica diferente ordem de padrão.

E para mais não alongar, alerto o leitor quanto ao fato de, em semanas anteriores, haver escrito três longos artigos sobre a temática da "miséria cultural" proliferante no país. Conseqüentemente, evitei transportar, para o artigo último, observações críticas mais agudas, a fim de não incorrer em repetições. Para concluir, triste o destino de uma nação que, diante de tantas carências, abriga larga margem da população às voltas com querelas oriundas de "fofoca". Ao leitor reclamante, portanto, envio a seguinte e derradeira mensagem: como todos somos portadores de doses de "imperfeição", vou trocar "suas observações profundas" pelas minha "pobre e ingênua" reflexão... sem fofoca! (I.L.)

Leia também

O país das pegadinhas – Ivo Lucchesi

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe