RIO & BANDIDAGEM
A pergunta é outra
Enquanto muito tempo é perdido na discussão sobre qual cidade é mais violenta, que tal voltarmos nossos olhos – incluindo o Vítor de Brites – e perguntar como é que os criminosos conseguiram ter o poder que ostentam hoje?
Rubens Pellini Filho
É só impressão
Certo dia me dirigia a um shopping da cidade e, optei utilizar a Avenida Brasil. De repente, vi-me em meio a um engarrafamento, vários carros de polícia circulando na mesma direção. Ali, parado, eu e outros motoristas aguardávamos amedrontados o desfecho. Carro trancado, carteiras escondidas, enquanto o rádio anunciava uma troca de tiros entre policiais e a bandidagem poucos quilômetros a nossa frente. O pior é que outro dia, ao retornar do mesmo shopping, escolhi outra via de acesso. De repente, coincidência ou não, deparo-me com motoristas trafegando na contramão e sinalizando para que todos fizéssemos o mesmo. Sem saber por que, cometi aquela infração de trânsito e só depois fiquei sabendo que se tratava de troca de tiros entre polícia e bandidagem.
Realmente, não é essa bandidagem toda, deve ser impressão.
Ronaldo Gomes
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ATRASO BRASILEIRO
Modernismo nenhum
Excelente. Desmascara o pseudo-modernismo do Brasil atual.
Andre Luiz Martins Machado
Sociedade nada livre
Interessante observar na íntegra esse confronto entre ciência e história. Não há como se negar que a herança escravista em que a sociedade brasileira se apóia nos remete a pensar se realmente somos uma sociedade livre, com o escravismo presente não só no trabalho do motorista de táxi, como também no trabalho doméstico: as sinhazinhas ainda existem até hoje. Que dirá a ciência, em que meia dúzia de iluminados dominam esse campo por força da herança socialmente e historicamente construída.
Helder Alves de Sousa
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