
CRISE ENERGÉTICA
A hora é boa
Achei o artigo "Em vez do caos dos apagões, que tal um mutirão puxado pela mídia?" interessante e a idéia excelente. Não ao apagão! As pessoas precisam se conscientizar de que, com ou sem crise, a energia deve ser usada sem desperdício. Toda essa discussão sobre o apagão é uma boa ocasião para se começar tal conscientização.
Maria Cláudia Evangelista
Bateu na mosca
Bateu na mosca. Esta absolutamente correto o comentário, inclusive sobre a hipocrisia da Marta Suplicy. Esta fazendo tudo que combatia antes de ser prefeita.
Julio Dickstein
Descalabro
Escrevo para me sentir menos impotente com mais esse descalabro que está sendo preparado por este incompetente governo. Acabei de ver pela televisão a entrevista do ministro Parente e fiquei com a nítida impressão de que estão preparando mais uma empulhação para o cidadão brasileiro; vão deixar os cortes compulsórios de eletricidade para quando a situação for "realmente uma emergência", isto é, para quando não houver mais jeito mesmo e terão de cortar a luz de todo mundo durante muitas horas por dia. E aí dirão que a população não colaborou, as empresas não colaboraram, a natureza não ajudou, o governo fez o que pôde mas não deu. Os especialistas dizem, assim tenho lido, que, a cada mês a defasagem do sistema energético nacional aumenta em 4%. Daqui a um ou dois meses, a necessidade de redução será de 25% a 30%, e aí como é que fica? Durante a entrevista citada, notei a negligência em expor medidas de aumento das linhas de transmissão – "estamos estudando!?" – ou de aumento da capacidade de geração de energia.
Como é que pode isso? Por que este governo que imita tanto os Estados Unidos não olha para o que o Bush fez? Ele apresentou centenas de medidas de investimento de curto, médio e longo prazo. Aqui ficam "estudando as possibilidades"; vão empurrar com a barriga e soltar a batata quente para o próximo governo, em 2002. Outra coisa: como é que podem deixar todo o grosso da gestão dessas medidas de racionamento nas mãos das distribuidoras – decisão de "casos especiais", bônus, multas, medições, cortes punitivos -, se como todo mundo sabe, leva meses para discutir uma simples cobrança errada de conta? Quanto empulhação! Até quando?
Vera Pereira
Só mesmo um mutirão
No segundo semestre do ano passado, a mídia publicou várias reportagens sobre a perspectiva de falta de energia. Em sua maioria, as matérias abordavam alertas de empresários sobre o problema e/ou desmentidos do governo. Tipo "Fiesp prevê blecaute em 2001" ou "Ministro Tourinho diz que não há risco de blecaute". Nessa época, mais exatamente no começo de novembro, escrevi uma reportagem sobre o assunto para América Economia, publicação do Dow Jones sobre economia latino-americana que circula em 15 países da região. O título era "Brasil à beira do blecaute", onde assumíamos a posição de que o risco era de fato muito alto – chegava a 15%. Pode até parecer pouco, mas não é. Quer ver? Você entraria num avião com 15% de chances de cair? Pois é, nem eu. Cabe ressaltar que a posição da revista não foi tomada com base no tradicional choro dos empresários, mas na simples interpretação dos fatos e números. Por exemplo: normalmente a capacidade dos reservatórios em tempo de chuva era ocupada em 90% em tempo de seca e em 65% no período de seca. Ano passado, essa relação havia caído para 60% e 15%!
Quanto ao mutirão da mídia para o racionamento de energia, creio que esse engajamento deve ser total. É uma questão de responsabilidade. Já na enquete "Uma campanha de mídia para economia de energia seria suficiente para evitar apagão e outros sacrifícios?", minha resposta é não. É ingenuidade achar que uma campanha, por mais massificada que seja, possa evitar o problema a essa altura dos acontecimentos. A conscientização pela mídia teria um efeito no longo prazo e a crise que vivemos é absolutamente urgente.
Carlos Vasconcellos
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Para despertar a consciência da mídia – Ulisses Capozoli
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