ASSESSORIAS DE IMPRENSA
Ácidos e (nada) engraçadinhos
Que esta seja uma questão preocupante, concordo, mas fica difícil revertê-la em função da crise econômica dos veículos. Mais grave ainda é o caso de colunistas, com gordos salários e (teoricamente) tempo apenas para suas colunas, publicarem notas sem nenhuma checagem. Ou seja, qualquer fonte ou assessoria "amiga" passa uma informação, que vai para o jornal em tom ácido ou engraçadinho, sem que o outro lado seja consultado. Como? Por que isso acontece? Prepotência? Preguiça? Ou dinheiro?
Nanci Pittelkow, RAF Comunicação
TÉDIO NA PROPAGANDA
Influência ianque
Novamente fomos brindados com um excelente artigo do colega Aragão. Para ilustrarmos um pouco mais, podemos citar as propagandas das montadoras de automóveis. Lembro de um comercial em que a logo da Fiat teve de entrar para apartar uma briga entre a GM e a Volks, se não me falha a memória. Era muito divertido e sem conteúdo.
Este tipo comunicação é mais uma "americanização" de nossa cultura. Lá, no país onde o povo fala estranho, este tipo de "ação publicitária" é algo comum, sempre tem comercial falando mal de outro. Assim, o tema abordado por nosso colega se torna mais crítico e abre espaço para uma grande reflexão, a proteção de nossa cultura.
Os estrangeiros não podem ser donos de veículos de comunicação em nosso país, mas estão nos influenciando de outra forma.
Marco Lacerda
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A mesmice estratégica das campanhas – José Carlos Aragão
EDUCAÇÃO & SOCIEDADE
Tem que universalizar
Como técnico de nível superior de uma universidade pública concordo com as palavras de Ulisses Capozzoli: ou a universidade universaliza seus conceitos e preceitos ou estará fadada a servir cada vez mais a menos pessoas.
Ademir de Lucas
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A universidade e as provocações necessárias – Ulisses Capozzoli
TRADUZAM, POR FAVOR
Regridamos ao grunhido
Li estarrecido, o comentário "Traduzam, por favor", do Sr. Marco Aurélio, pedindo, em suma, para que os textos do OI fossem escritos de um modo mais "simples", pois que "o mundo de vocês é muito diferente (sic) da maioria".
Talvez o simples, a que ele se refira, seja o modo como escrevem aqueles que nossas escolas vêm fazendo passar de ano, excretando-os ao final, sem qualquer merecimento, só para não afetar a auto-estima dos coitadinhos. Pode ser o caso dessa pessoa, que agora é incapaz de entender um artigo de jornal, e, o que é pior, insurge-se contra o autor, como se neste houvesse culpa por não ser igualmente ignorante...
Para seu defectivo entendimento, então, resta concluir, milhares de palavras do vernáculo deveriam deixar de ser utilizadas? O conhecimento de séculos jogado fora? Regredir? Voltar a falar por sinais e grunhidos? Que grande piada...
É óbvio, mormente neste país, que o mundo dos iletrados é infinitamente maior do que o dos cultos. Diploma-se, aqui, um tolo a cada segundo... Ora, ainda pretender que os que sabem deixem de usar seu conhecimento, para nivelar-se aos que não sabem, é o sumo da estultice.
Não é porque, há décadas, vem se nivelando por baixo o ensino fundamental e médio, de modo criminoso, que tal estupidez deva ocorrer também aqui, fora da escola, no mundo real: nos jornais, nos livros, nas revistas, nos teatros e nos (raros) bons programas de TV.
Afinal, e infelizmente, para o egresso padrão de nossas high schools, já abundam as Caras, os Gugus, as Hebes, os Big Brothers, as Xuxas, as novelas da Globo, os Ratinhos, as Vejas, as Folhas Teen, os Contigos, Caprichos, Novas etc. etc. etc.
Ramón A. Portal
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Traduzam, por favor – Caderno do Leitor [rolar a página]