23/12/2003 6/8

Envie para um amigo  Procure no arquivo

SOMBRA NA IMPRENSA
Por que o espanto?

Leio com atenção "Sombra na imprensa", assinado pelo Sr. Luiz Weis. O Sr. Weis critica a maneira como alguns jornais se referiram ao suposto mandante da morte de Celso Daniel, o Sr. Sergio Gomes da Silva. Não entendo o porquê do espanto, os apelidos ou apodos são usados e prestigiados indevidamente tanto no coloquial como no "erudito", tanto no marginal como no moral. Temos um presidente Lula, nunca "Sr. Luiz Inácio da Silva", algo que a mídia estrangeira no geral não tolera. Temos ministra Bené, político Babá, "reis" de todo tipo, como Pelé ou Mané, "rainhas"como Xuxa. Os nomes e sobrenomes não fazem a menor diferença no país.

É o país dos apelidos registrados, assim não é de espantar a maneira com que é tratado o Sr. Sergio Gomes da Silva, é o comum. Numa sociedade em que "ter nome não tem importância", mais de 5 milhões de brasileiros não existem. Não tiveram sequer direito a nome, porém todos têm um "apelido", com certeza. Assim, enquanto os senhores donos das canetas não corrigirem o básico fundamental, os apelidos continuarão a reinar absolutos.

Cristina Arce

Leia também

Sombra na imprensa – Luiz Weis

 

MÍDIA E PSICÓLOGOS
Senti na pele

Quero parabenizá-los pela publicação da excelente matéria "Mídia e psicólogos", de Eliane Scherb. Senti na pele a total indiferença dos grandes veículos, como Folha de S. Paulo, IstoÉ e Veja (o Estado de S. Paulo teve pelo menos a delicadeza de responder que estudaria a possibilidade de uma matéria) em mostrar a visão dos psicólogos que de fato trabalham com avaliação psicológica. É reconfortante saber que ainda existe espaço para a divulgação de reflexões que vão além das conclusões precipitadas, fundadas em análises absolutamente rasas e de frases vazias repetidas à exaustão.

Cecilia Vilhena

Leia também

O (relevante) papel de um ombudsman – Eliane Scherb

 

IMPRENSA & MEMÓRIA
Os políticos também

Esplêndido o comentário de Celio Levyman, Mas não foi só a imprensa que se omitiu sobre o famigerado PAS. A maioria dos políticos de oposição a Maluf/Pita, talvez por acordos políticos que se sucedem a cada eleição, também silenciou. Muitas pessoas morreram ou ficaram sem tratamento devido ao objeto principal das "cooperativas", que era o lucro, à custa do sofrimento da população e, até agora, que eu saiba, o Ministério Publico não puniu ninguém, e muitos que comeram o pão que o diabo amassou continuam trabalhando nos piores lugares sem a perspectiva de melhora.

Paulo Vicente Arnaez, médico pediatra

Leia também

Para revolver as gavetas da história – Celio Levyman

Mande-nos seu comentário


Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe