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PRIMEIRA PÁGINA
Apoio aberto a Serra
O Globo está tão descarado no apoio ao Serra que já perdeu a noção de jornalismo. Daqui pra frente, depois de receberem a bolada do BNDES para resolver o rombo da Globocabo, vão jogar pesado como já fizeram anos atrás com Brizola, Lula etc. É esperar para ver.
Henrique Zettel,
Rio de Janeiro
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Os
mortos expurgados do domingo – Nelson Hoineff
JORNAIS ESTUDANTIS
Censura começa na universidade
É absolutamente inaceitável que a censura e a manipulação sejam praticadas pelas faculdades de Jornalismo. Dois exemplos do ideal neoliberal FHC-Rede-Globo que impera em nosso país: 1) Os alunos da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero, que produzem o jornal Esquinas de SP, tiveram sua edição mais recente censurada pelo presidente da gráfica que imprime o jornal, porque a capa mostra dois homens (um branco e um negro), de diferentes religiões, se beijando. Idéia muito boa, sintetiza as principais formas de discriminação pelas quais passa o mundo moderno. A capa cumpre sua proposta: incentiva a reflexão. Segundo o presidente da gráfica, Sérgio Kobayashi, sua firma não pode colocar sua marca num material que lhes trará "mais prejuízos do que dividendos..." (Fonte: Jornal da Tarde de 19/4/02, Caderno A, pág. 14);
2) Como estudante do Curso de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social da Universidade Anhembi Morumbi, tenho a dizer que no mural de notícias da faculdade os alunos podem escrever livremente, desde que não se reivindique ou se façam críticas relacionadas à Universidade Anhembi Morumbi.
Que bela democracia essa em que vivemos: de um lado a Globo e seu "elogio à ignorância"; do outro, a faculdade (local no qual, em tese, as pessoas devem aprender a discernir manipulação mascarada de liberdade democrática) acaba ensinando a como nos comportarmos para que possamos nos enquadrar na politicagem praticada pela maioria dos meios de comunicação de massa.
Agradeço o espaço para tal desabafo.
Renata
Toledo Piza de Mendonça
MÍDIA ESPORTIVA
Com Romário, faltou clareza
Gostei muito da matéria sobre o Romário. Acho que a questão ficou muito no não-convocar, a mídia não tratou do assunto com profundidade, ou melhor, com a transparência necessária. Somente um lado foi super-enfocado, o outro ficou muito a desejar.
Eveline Peters,
Campo Grande
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Romário,
notícia chata e impertinente – Ricardo
Wollmer
OBRIGADO, OBRIGADO
O bom, o mau e o feio
O site do Observatório é excelente, e tenho passado boas horas, até mais do que o trabalho e as obrigações universitárias recomendariam, percorrendo as várias seções e os saborosos artigos que nos chamam a atenção para o lado bom, o mau e o feio da imprensa brasileira. Meus parabéns pelo trabalho e pelo site, que continuarei acompanhando atentamente. Trata-se de um serviço publico da mais alta qualidade.
Marco Bavaglio
Pode mandar, o OI publica
Estou curioso em saber se o Observatório da Imprensa publicaria comentários que não concordam exatamente com sua linha editorial (poderia dizer: ideológica). Sou uma pessoa comum, trabalho em vendas e não tenho pretensão nenhuma na área política. Porém, não sou alienado, fazendo de conta que tudo vai bem no Brasil. Acho que muita coisa precisa ser feito na área social, na educação, na segurança, emprego etc. Precisamos admitir que muito foi feito nesse sentido, inclusive em reforma agrária. Porém, incomoda-me essa coisa de esperar que um Estado paternalista faça tudo por nós. Prefiro ir à luta e conseguir meus objetivos, sem esperar que caia do céu. Ou que brotem espontaneamente os frutos da terra. É admirável a luta de muitos por causas sociais. O que incomoda é a alienação ideológica, radical, à esquerda. Quem disse que nós, pessoas comuns, queremos comunismo, socialismo, caudilhismos e tutti quanti? Queremos condições para trabalhar. Poder ir e vir, sem sermos importunados, tolhidos nos mais básicos direitos de liberdade. Queremos poder, a qualquer hora, reunir amigos e discutir, condenar, elogiar, sem medo de sermos monitorados por "camaradas" que, ao menor deslize, correm ao superior imediato, delatando amigos reunidos para conspirar contra o "regime". Ou é mentira tudo quanto acontece em Cuba e outros países que ainda mantêm aquele regime, nos quais não se pode sequer discordar?
Será que é isso que queremos para o Brasil? Que tipo de democracia querem para nós? Gostaria que o Observatório considerasse outros aspectos, não somente o ideológico, em suas discussões dos acontecimentos. Espero que prevaleça a liberdade e a democracia no Brasil.
Luis C. Correa,
Torres, RS
Nota do OI: Prezado Luis, o Observatório publica tudo que nos chega desde que os textos tratem da mídia e de seu desempenho, não contenham ofensas pessoais e não façam apologia do nazifascismo, da pedofilia ou do racismo. (L.E.)
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