MÍDIA & IMAGEM
O que rende mais?
Abalos na imagem do Brasil, no intangível, no âmago... Angola não é a única a achar que o Brasil é uma praça de guerra, um lugar onde só há miséria total ou desmatamento desenfreado, moradores de árvores e dezenas de outros "chavões". É difícil pontuar um problema, quanto mais sua origem. Porém, no caso, os angolanos têm acesso a material produzido cá no Brasil, para... nós mesmos. Se não se passa uma imagem boa internamente, é realmente complicado ter um bom conceito externo. Na atual conjuntura, somos quem mostramos ser. Mostramos o que produzimos. Se produzimos baixa qualidade, publicamos baixa qualidade e (às vezes) exportamos baixa qualidade.
A abordagem "limpa" dos fatos esbarra no desinteresse. A boa qualidade de produção esbarra na "necessidade" de entretenimento, seja explorando a ficção ou a realidade. No segundo, o choque é maior, a repercussão é maior, conseqüentemente o "estrago" é maior.
Quanto mais emocionante a explanação e quanto mais ênfase e dramaticidade é dada aos tristes fatos de nossa realidade pelos âncoras, mais ele atrairá atenção, logo, audiência. Por isso, audiência é o que prolonga ou encurta novelas. Esse é o motivo pelo qual se fala de tragédias mais do que de educação, na televisão. Assim, a batalha por audiência influi nos conceitos alheios, em relação a nós. Enfim... audiência, realidade; o que rende mais?
Fábio Graziano
Ações destrutivas
Fatos como o narrado por Luiz Egypto a respeito da surpresa dos angolanos, acostumados aos horrores da guerra civil, ainda hoje sofrendo acidentes com minas explosivas (nisto, muito semelhante a situação com a de Honduras), com o estado da violência nas ruas brasileiras, exacerbado para, a partir da satisfação do sádico que existe latente em cada um dos seres humanos, promover o aumento da audiência das emissoras brasileiras, levam a refletir sobre a eficácia do disposto no artigo 221 da Constituição da República. Todas as vezes em que se pretende acionar o que ali está disposto as emissoras reclamam de censura, quando o que se busca é apenas ressaltar que mesmo no que tange às ações destrutivas os meios de comunicação de massa são instrutivos.
Ricardo Antônio Lucas Camargo
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Circo de horrores em ultramar – Luiz Egypto
Propaganda anticubana
São esses "jornalistas" cubanos realmente jornalistas ou agentes pagos com dinheiro norte-americano, como os "jornalistas" condenados por trabalhar para os Estados Unidos contra Cuba? A matéria é simplesmente propaganda anticubana.
Hélio Doyle
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Notícias a qualquer custo – Monitor da Imprensa [rolar a página]
Confusão sofismática
É precisamente porque sempre penso na imprensa como responsável pelo fornecimento das fontes para os historiadores, como posto na resenha de Marco Morel e Mariana Monteiro de Barros [ver remissão abaixo], que venho sempre me insurgindo contra a sofismática confusão que muitas vezes se faz entre liberdade de imprensa e liberdade para inventar fatos. A ausência de um controle sobre a mídia – controle que não se pode confundir, em absoluto, com a censura, porquanto esta implica impedir, inclusive, a investigação, base de toda informação responsável de fatos, ao passo que aquele implica evitar a manipulação dos fatos – leva a que o conceito de "verdade histórica" se reduza à versão mais conveniente para a clientela do veículo de comunicação.
Além da questão da distorção dos fatos, a própria manipulação do inconsciente coletivo, como no inteligente comentário do leitor Alexandre Gennari, em "Exportadores de lixo", e o excelente texto de Luiz Egypto "Circo de horrores em ultramar" [ver remissões abaixo], apontando para a ficção de gosto discutível, voltada a ampliar a audiência a partir da exploração dos mesmos instintos que levavam os romanos a assistirem às matanças festivas no Coliseu, e que leva alguns a assistirem aos campeonatos de boxe.
É o superdimensionamento de fatos chocantes que, muitas vezes, não vão além do espetáculo cinematográfico, para o fim de se criar um estado de espírito que tome o exercício seletivo da violência – sem as garantias da lei, baseado apenas na simpatia ou antipatia de quem tenha a possibilidade de exercer a violência – como algo absolutamente... "normal".
Ricardo Camargo
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A imprensa como fonte documental – Marco Morel e Mariana Monteiro de Barros
Isso é aventura?
"Mustang é um território localizado ao norte do Nepal, na Ásia. Neste reino proibido, câmeras de vídeo não entram. Só é permitido tirar fotos. Mas nossos aventureiros desafiaram as leis do local: fizeram imagens às escondidas."
Essa foi a reportagem desse último domingo do Fantástico, da Globo. Onde os repórteres que quebraram as regras criadas pela população local são chamados de "aventureiros". Gostaria de mostrar minha indignação com o desrespeito com as culturas locais pelos repórteres da Globo.
Michel Landgraf Mansur
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A imprensa como fonte documental – Marco Morel e Mariana Monteiro de Barros
Exportadores de lixo – Caderno do Leitor [rolar a página]
O mar tem outro nome
Tengo el agrado de dirigirme a Ud. de Reporteros sin Fronteras con relación al nombre correcto y adecuado del área marítima entre Corea y Japón, a la que Ud. hace referencia como "Mar de Japón" en algunas noticias de su sitio de internet.
Históricamente, esta zona marítima fue denominada "Mar del Este" en Corea, y "Mar del Este" ha sido ampliamente usado en escritos y mapas chinos y coreanos durante los últimos dos milenios. Hasta el siglo 19, este nombre era utilizado también en mapas publicados en Europa, aunque a veces aparecía como "Mar de Corea", "Mar Oriental" y "Mar del Este".
Este hecho histórico fue confirmado por un estudio de 90 mapas antiguos que datan de hace varios siglos, que se hallan conservados en la Biblioteca Nacional Británica en Londres. La investigación, llevada a cabo durante cuatro meses, de abril a julio de 2001, encontró que de 90 mapas examinados, 72 se referían al mar como "Mar de Corea" o "Mar del Este"; 10 como "Mar de Japón"; 4 como "Mar de China", y los restantes 4 no ponían ningún nombre al mar. Una decisión de designar al área como "Mar de Japón" fue adoptada en la reunión de la Organización Hidrográfica Internacional (OHI) de 1929, en la cual sólo estuvieron presentes representantes de Japón, dado que Corea se hallaba por entonces bajo la dominación colonial japonesa. Posteriormente, al "Mar del Este" de Corea se le puso el nuevo nombre de "Mar de Japón" en "Los Nombres y Límites de Océanos y Mares", publicado en 1929 por la OHI.
El Gobierno de Corea considera inapropiado denominar a este área marítima en particular con el nombre de algún país debido a que es históricamente incorrecto, injusto y una fuente de discordia entre naciones vecinas. Por estas razones, el Gobierno Coreano ha propuesto el uso del nombre "Mar del Este", que es el equivalente a "Donghae", el antiguo e histórico nombre del mar.
El Gobierno Coreano ha intentado emprender un diálogo constructivo con Japón, a fin de hallar una solución mutuamente aceptable a la cuestión. La negativa de Japón, sin embargo, a siquiera iniciar cualquier discusión seria sobre el asunto ha llevado al proceso bilateral a un estancamiento. En el espíritu de las recomendaciones adoptadas por la OHI y la Conferencia sobre la Estandarización de Nombres Geográficos de la ONU, sugerimos como una medida provisional el uso de ambos nombres, "Mar del Este" y "Mar de Japón", simultáneamente en los mapas que muestren a Corea y Japón (o al Este de Asia, en general), tal como sucede actualmente en el caso del Canal Inglés de la Mancha.
Cabe destacar que más y más cartógrafos, periódicos, editoriales y medios masivos de comunicación líderes en el mundo han considerado válidos nuestra preocupación y argumentos sobre esta cuestión y están accediendo a nuestro pedido. Ejemplos notables los constituyen las recientes decisiones adoptadas por Rand McNally, la Enciclopedia Británica, Financial Times, The Economist, The Washington Times, Le Figaro, National Geographic y Graphic Maps de utilizar ambos nombres, "Mar del Este" y "Mar de Japón" en sus mapas y publicaciones.
Respetuosamente, le pido que considere el utilizar "Mar del Este" o "Mar del Este/Mar de Japón" para designar el área marítima entre Corea y Japón en el futuro. Le agradezco su tiempo y atención, y le saludo muy atte.
Park Wan-soo, agregado de Cultura y Prensa, Embajada de la República de Corea