24/06/2003 9/12

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PROPOSTA POLÊMICA
Cobrança na Udesc

Sou professor da Universidade do Estado de Santa Catarina. Acompanhamos, recentemente, um período em que o professor Raimundo Zumblick, então reitor de 1994 a 1998 e 1998 a 2002, tentou, e conseguiu parcialmente, privatizar boa parcela da Udesc. Os cursos de Educação a distância e todos os lato sensu foram os caminhos para a privatização. Enquanto reitor nos dizia, se quiserem melhorar os salários é só oferecer cursos pagos e cobrar por hora-aula.

Felizmente, após longa batalha judicial, conseguimos frear sua investidura para um terceiro mandato consecutivo e esperamos dessa forma inverter a privatização "por dentro" da única universidade pública de Santa Catarina. Não sou partidário do PMDB, mas, nesse caso, o atual governador de SC foi imprescindível para resgatarmos o caminho da normalidade na Udesc.

O que nos chamou muito a atenção foi a maneira como os detentores do poder usaram a imprensa em nosso estado para que a Udesc continuasse na mão de uma pessoa, o ex-reitor Raimundo Zumblick. Chamá-lo de professor pode não ser correto, pois em seus 15 anos de carreira esteve em sala de aula apenas dois semestres: desde 1990 sempre ocupou cargos administrativos.

Jackson Albuquerque, professor de Física do Solo

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A quem interessa a cobrança nas universidades públicas? – Marcos Marques de Oliveira

 

O GRITO DOS INOCENTES
A escolha de Lolita

Enquanto isso, empresas jornalísticas (Globo, Folha) patrocinam a escolha de Lolita (com direito a significativa imagem na capa) para, mediante distribuição gratuita de milhares de exemplares no Brasil, iniciar uma coleção de livros que começam a vender. Não haveria outro livro de escolha mais adequada? Ou a escolha desse livro para – distribuído gratuitamente – iniciar a série atendeu a conveniências mercadológicas? Pedofilia pode despertar interesse, mas é o tipo de coisa que não precisava ser estimulada no Brasil.

José Luiz Fern

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Imprensa e a violência sexual contra crianças – Armazém Literário

 

Armandinho e a maconha

Mais uma vez recorro a este sítio de caráter sério para levar à atenção do grande público as trapalhadas do grupo RBS no que diz respeito às mensagens equivocadas que vem frontalmente levando à população gaúcha e catarinense. Chega a parecer piada o que vou relatar, mas é a mais pura realidade, flagrada por milhares de pessoas, que testemunharam uma batida de cabeça entre a RBS e a Rede Globo.

A cadeia de rádio Atlântida, pertencente ao grupo RBS, fez subir planejadamente ao estrelato um cantor chamado Armandinho, cujo trabalho se baseia no reggae de cunho exclusivamente psicotrópico. É como se fosse um reggae descaradamente pró-maconha. Os artifícios para incentivar o consumo desta droga são tão abertos nas músicas deste indivíduo que me recuso a reproduzir suas letras aqui. Este cidadão é contratado e financiado pela RBS. Estes dias eu estava assistindo à novela das 18h aqui em Porto Alegre quando entra no ar um institucional da Rede Globo em que aparece a simulação de um jovem fumando maconha e o slogan "Saúde. A gente vê por aqui", brilhante e esclarecedora iniciativa da Globo no combate às drogas. Logo após, uma cena digna de comédia.

Assim que terminou este institucional, entrou no ar adivinhem o quê? Uma propaganda enorme do disco de Armandinho. Que pagação de mico para a Globo. Eles desenvolvem uma campanha antidrogas, aí chega a dona da Atlântida e cola a um filme da campanha uma propaganda "pró-drogas". É brincadeira. É um insulto primeiro à Globo, que fez papel de trouxa. E segundo à inteligência do público pensante, que flagrou naquele exato instante a continuidade da irresponsabilidade social emergente na divisão musical da RBS.

E como rodam no ar insistentemente propagandas deste puxador de fumo! Até quando esse tal Armandinho vai ter cartaz na RBS? Até quando esse tal Armandinho vai ter cartaz numa terra em que o problema com as drogas cresce cada vez mais? Isso é um brinde à ilegalidade, à imbecilidade, ao paralelo. Viva a maconha! Vivam os traficantes! Viva o tal Armandinho! Viva a irresponsabilidade da RBS!

Em tempo: o senhor Mauro Henrique Renner, subprocurador-geral de justiça para assuntos institucionais do Ministério Público do Rio Grande do Sul <subinst@mp.rs.gov.br>, informou-me que a Rádio Atlântida está sob inquérito policial para avaliar o incentivo ao consumo de drogas na programação musical da rádio. É esperar pra ver...

Eduardo Santarém, jornalista e gerente de comunicação, Porto Alegre

 

TRANSGÊNICOS
A ética no caminho

Ética e direitos humanos são essenciais. Porém, isso não poderia estar (um pouco de longe) bloqueando e desacelerando o processo de evolução tecnológica?

Fábio Graziano, estudante

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Muita informação e pouco conhecimento – Cláudio Cordovil

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