24/06/2003 11/12

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CASO JAYSON BLAIR
Verissimo plagiado

Abaixo, mensagem enviada ao portal Folha Online sobre coluna de Antonio Carlos de Faria, que se presta a tão degradante crime, ainda mais tendo em vista o recente escândalo que derrubou a alta cúpula do New York Times por empregar outro ladrão de idéias.

Flávio Rios Abreu

Gostaria de expressar o meu profundo desprezo por jornalistas que se utilizam dos trabalhos de outros escritores para escrever crônicas sobre a vida carioca. Sua última coluna "O motel de Botafogo", não passa de um plágio deslavado e muitíssimo mal-escrito de uma das crônicas mais conhecidas da coletânea As comédias da vida privada, de Luis Fernando Verissimo. O mínimo que um funcionário de tão influente empresa da mídia poderia fazer era reconhecer que um outro autor de muito mais renome que o seu já escreveu um texto nestes mesmos moldes (com a mesma temática, conflitos, diálogos) mais de dez anos antes do seu.

 

NOVELA DAS OITO
Coisa de retardado

Sair por ai copiando roteiros de filmes de violência, estupro... é coisa de retardado, esteja o infeliz onde estiver.

Benjamin Ribeiro

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MÍDIA ESPORTIVA|
Ainda o Estatuto do Torcedor

Diferentemente do célebre Juca Kfouri, não sou um bom contendor. Não tenho qualidades para isso. Mas, diante da afirmação dele de que sou mal-informado, tenho o dever de tentar mostrar o outro lado da polêmica, sob pena de a verdade ficar encoberta. A verdade que o Brasil todo conhece, isto é, de que Juca foi um dos que ajudaram a elaborar o Estatuto do Torcedor.

Formalmente, Juca não fez parte do Grupo de Trabalho Especial (GTE), criado para formular as regras do código. Há, contudo, fortes evidências de que o jornalista foi um ativo consultor do governo nessa discussão. Ele é tido como "assessor informal" do Ministério dos Esportes, tamanha sua disposição de colaborar com a moralização do futebol brasileiro. Por que esconder fato tão sublime?

O nobre observador vai perguntar: mas onde estão as provas de sua participação no código? Aquele que se dispuser a fazer uma pesquisa na internet verá inúmeras matérias sobre o Estatuto, nas quais Juca aparece como fonte principal. Separei trechos de duas delas, suficientes para fechar essa longa tréplica. A primeira está no sítio "Esportes PR" <http://tudoparana.globo.com>, da TV Paranaense.

Foi divulgada em dia 8 de abril, perto da data de aprovação do Estatuto pelo Senado. Veja a declaração de Juca, e como o repórter o tratou na matéria: (...)

"Esse estatuto, mais a MP 79, são os grandes passos para a transparência na gestão do futebol no país", aposta o jornalista Juca Kfouri, que participou do grupo de trabalho que elaborou o código (...)."

Procurei nesse mesmo sítio alguma errata sobre a menção de que Juca não houvera participado da elaboração do Estatuto, mas nada encontrei. Juca não contestou. O sítio da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, repercutiu a malograda tentativa dos clubes de paralisar o Campeonato Brasileiro em razão da suposta "dureza" do código. A página da Máfia Azul na internet <http://www.mafiaazul.com.br >publicou matéria feita por um sítio local com o superintendente de futebol do Cruzeiro, Zezé Perrela.

Eis um trecho da matéria:

"(...) O Governo fez uma lei, mas ouviu o Juca Kfouri (jornalista esportivo) e uma meia dúzia de leigos da coisa. Os clubes, maiores interessados, não foram chamados para discutir nada", reclamou Perrela (...)."

Note-se, ilustre observador, que o Brasil todo tem conhecimento desse fato. Não sou o único mal-informado. O país segue confundindo alhos com bugalhos.

Por fim, ao fazer sua defesa, Juca cometeu grave erro ao brincar com meu sobrenome, "Teixeira", herdado de meu pai, um honrado ex-lavrador de Tijucas, Santa Catarina. Mal sabe o jornalista que, ao cometer esse despropósito, ofendeu milhões de brasileiros que levam essa digna assinatura em seu nome.

Pergunto: como não devem estar se sentindo os Costa, os Miranda, os Santos Neto, todos com prenomes idênticos aos do traficante Fernandinho Beira-Mar, do cartola Eurico Miranda e do juiz Nicolau dos Santos Neto? Na visão de Juca, o sobrenome, por si só, define o caráter de um ser humano.

Polêmica à parte (e sem querer contemporizar), Juca Kfouri é, de longe, o jornalista que mais bem faz ao futebol brasileiro.

Antonio Carlos Teixeira

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