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Julgamento a priori
Esta é a primeira vez que acesso o site do OI. Meu nome é Edilson e tenho 31 anos, estou cursando Administração na faculdade Spei, aqui em Curitiba. Está excelente o ponto de vista do OI, é uma forma de fazer com que as pessoas pensem nos envolvidos não somente como culpados, mas sim analisar de forma que nos coloquemos no lugar dos julgados, pois é o que a imprensa está fazendo, julgando as pessoas antes mesmo de elas terem direito a qualquer defesa. É preciso ensinar o povo brasileiro a criticar o que ele está vendo, ouvindo e falando. Com este mundo de informações, com este mundo globalizado, as informações chegam deturpadas.
Edilson Tavares
Perguntas para reflexão
Sou leitor e partícipe dos propósitos do OI porque sempre acreditei que o objetivo era o apoio incondicional à lisura, à ética, à justiça e à imprensa séria e comprometida com o verdadeiro estado de direito.
Verdadeiro estado de direito é cumprimento e obediência à Constituição. Criticá-la, sim. Propor mudanças, louvável. Desrespeitá-la é, no mínimo, desserviço. E aí se inclui o preceito de que todos são inocentes até prova em contrário. Este conceito há muito que vem sendo gravemente afrontado por uma imprensa que busca a venda, a grande circulação e a grande audiência a qualquer custo. Essa imprensa coloca-se acima do bem e do mal. Essa imprensa contesta decisão judicial que contraria seus rasteiros interesses, mas faz prevalecer preceito sagrado constitucional. Só porque alguém recorre ao Judiciário para, rápida e legalmente, salvaguardar o exercício dos seus direitos é submetido a linchamento moral.
Por que nenhuma empresa jornalística se empenha em apurar se os jornalistas que viajam a qualquer propósito recolhem, absolutamente, todos os impostos aduaneiros devidos? Por que não se aborda a possibilidade de que as redações tenham programas de computador que não recolheram o competente licenciamento de uso? Será que algum jornalista teria sucesso em promover a publicação bombástica de uma denuncia de falta de recolhimento de impostos e encargos trabalhistas por parte de uma empresa jornalística?
Antes de aplaudir o "estrebuchamento amoral" das Organizações Globo em relação ao legítimo recurso de defesa do cidadão Anthony Garotinho, o Observatório está preparado para responder a essas reflexões? Não há censura interna nos jornais?
Sergio S. Lopes
Jogadas baixas
Excelente este artigo, principalmente vindo de um não jornalista. Realmente estamos vendo a imprensa se tornar o braço armado de golpes políticos e jogadas baixas entre empresas, sempre se escudando no princípio da liberdade de informação.
Jorge Veríssimo
Censura justificada?
Entenda-se que a fita foi obtida de forma ilícita sendo, portanto, produto de ato ilícito. Ainda que seja demais comparar sua aquisição com receptação de produto de crime, não deixa de ser a utilização de algo ilegal. Tal fita não constitui fato jurídico, não podendo ser usada como prova processual. Acho válida, sim, sua utilização como ponto de partida para uma investigação jornalística mais profunda. De resto, é puro sensacionalismo, ainda que por uma causa justa. Ou será que devemos assumir que os fins justificam os meios?
Se sim, e espero que não, neste caso a censura prévia também estaria justificada. E Deus nos livre dela.
Izo Silvio Stroh, jornalista e bacharel em Direito
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Defesa de Garotinho – Sergio Mazillo, advogado

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