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FOLHA SEM JABOR
Envergonhados e roubados
É lamentável que leitores não saibam o verdadeiro motivo da saída de Jabor da Folha – o autoplágio, descoberto por um leitor do jornal. Devemos nos sentir envergonhados e também roubados daquilo que procuramos diariamente – a informação.
Sílvia Sibalde
URNAS ELETRÔNICAS
Crônica da fraude anunciada
O jornalista Osvaldo Maneschy, em seu artigo "2002 e a fraude anunciada", fala da possibilidade de fraude nas urnas eletrônicas e, entre outras coisas, escreve: "(...) Há uma máxima em informática que diz que quando um sistema depende exclusivamente da palavra de quem o controla ele é intrinsecamente inseguro. Só o TSE garante que as urnas brasileiras são 100% seguras, mais ninguém.(...)."
Ora, não é preciso ser especialista em informática - basta usar computadores e conhecer o princípio em que se baseiam - para entender e concordar com o que ele escreve. Pode-se, conhecendo o software, fazer qualquer coisa com os computadores até mesmo mudar o voto de um para outro candidato em tempo real e depois programar o intruso para apagar seu rastro.
O que me chama a atenção, no alerta que o autor do artigo faz, é a omissão dos partidos em exigir o conhecimento do programa para poder verificar a fidelidade do mesmo ao voto do eleitor. Digo que tal fato chama a atenção porque não é possível pensar que os partidos concordem com o TSE quanto à impossibilidade de fraude do sistema. Também não é possível admitir que os partidos não tenham entre seus filiados pessoas que conheçam informática. Assim, pergunto-me, entre perplexa e aflita, por que os partidos políticos aceitaram os argumentos do TSE?
Que os ministros do TSE, seja por desconhecerem o funcionamento básico de computadores seja por desejarem abreviar a angústia da apuração, acreditem em contos da carochinha, pode-se entender. Às vezes, num país de tantas fraudes, deseja-se tanto a pureza que se esquece a prudência. Mas que os partidos e seus candidatos o façam?!
Será possível que importem menos os programas partidários e o planejamento da ação governamental do que a campanha política? É possível que consideremos a campanha eleitoral o momento político máximo da nação, configurando-se o governar o Estado uma ação entre amigos de tal modo que tanto faça estar no governo como fora dele? Seriam as campanhas eleitorais o apanágio da democracia ao invés das eleições livres por voto secreto depositado em urnas invioláveis?
Eu gostaria de saber a resposta. Nunca apreciei aquela urna eleitoral. Como fiscal, em duas eleições, sempre detestei assinar a "limpeza" da urna somente porque ela expulsou um papel que mostra contagem zero de votos no início. Isto quer dizer o quê: que o sistema é bom ou que o "intruso" é esperto?
Vera Silva
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2002 e a fraude anunciada – Osvaldo Maneschy
BANDA LARGA
Eu quero Speedy
Meu nome é Julio Auler, sou engenheiro e tenho uma reclamação a respeito da Telefônica. Tenho 2 filhos, 11 e 9 anos de idade. Induzidos pela propagando do Speedy na televisão, pediram para trocar a viagem de férias escolares (Campos de Jordão, acampamento) por um computador conectado à internet, com o Speedy.
Entrei em contato com a Telefônica e verifiquei que a linha que disponho tem condições de ligação do Speedy.
2/7/2001 – Efetuei o pedido de ligação do Speedy via e-mail, com confirmação. Comprei o computador, instalei a placa de rede, refiz as instalações internas da linha telefônica comercial que utilizo para fax para o quarto deles, nos fundos de casa, em tempo recorde.
14/8/2001 – Compareceu um técnico da Telefônica na data prevista e verificou que seus operadores internos haviam configurado por engano o Speedy na linha de meu escritório (voz), e não na linha do quarto deles (fax). Tenho a cópia do relatório de visita. Solicitei a correção e me deram uma nova data de instalação, 18/2/2001.
18/7/2001 – Trabalhando em casa, meus filhos em casa, sem internet, sem TV a cabo e sem viagem de férias passaram o dia na porta aguardando o técnico para a instalação do tão desejado Speedy. Montaram até uma banca para vender limonada a R$ 0,10 o copo.
19/7/2001 – Entrei em contato com a Telefônica através do 104 reclamando do atraso e com o já famoso tratamento impessoal da Telefônica me deram uma nova data: 28/7/2001.
E agora? Meus filhos retornam às aulas em 1/8/2001, trocaram as férias pelo Speedy e não recebem nada em contrapartida?
Julio Auler
ROSSI PREMIADO
Dor de cotovelo
Parabéns ao formidável Clóvis Rossi. Concordo inteiramente com a premiação, haja vista que todos os seus comentários me parecem sinceros, desapaixonados, íntegros, claros e embasados de vivências e caráter. Nossa imprensa necessita desse tipo de profissional. Parabéns, também, ao Observatório pelo comentário sobre a "dor de cotovelo" da imprensa. Uma pena.
Anna Maria Ribeiro
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Clóvis Rossi premiado
Lista roxa – de despeito – Alberto Dines

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