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OBSERVATÓRIO ELEITORAL
Falta consciência crítica
As pessoas cometem pecados. O difícil é distinguir se, ao cometer certos pecados, o pecador agiu dolosamente ou culposamente. Assim é a análise que se pode fazer desse artigo. A cobrança que o articulista faz acerca da cobertura das eleições presidenciais fala por si mesma, pois traz consigo a resposta para questões que vão além do que pressupõe a visão limitada do autor do artigo.
Sabemos todos que aprofundar a cobertura das eleições presidenciais contemplando o aspecto economicista de forma mais detalhada seria revelar à opinião pública a falência de um modelo socioeconômico que privilegia exatamente as elites nacionais, os grandes conglomerados e seus parceiros. Seria afirmar categoricamente que a saída para o país é, mais do que nunca, a ruptura com o atual sistema de dominação política, econômica e militar a que estão submetidos os países subdesenvolvidos, frente ao projeto expansionista americano.
Percebe-se que a intenção do articulista é, exatamente, exigir que se revele ao país que não há outra alternativa e que, portanto, mudar é um erro se considerarmos a história recente da Argentina. Entretanto, o que a visão sectária do autor não lhe permite enxergar é que foi exatamente a continuidade que gerou os graves problemas da Argentina. Acredito que o problema da equivocada cobertura das eleições presidenciais não reside na má cobertura jornalística, está na falta de consciência crítica dos leitores e telespectadores da grande mídia.
José Moraes Junior, administrador
Correio do Povo pró-Serra
Envio cópia de carta que mandei ao Correio do Povo de Porto Alegre.
Ronaldo Dalmolin
"Há alguns anos sou assinante do Correio do Povo, desde que cancelei a assinatura de Zero Hora, por ocasião da campanha eleitoral de 1994. Hoje em dia os jornais são quase dispensáveis, pois conseguimos todas as informações na internet. Se o jornal é parcial, então é indesejável como a erva daninha. De graça sairia caro. Estou escrevendo ao Correio do Povo para permitir que exponha suas contra-razões, antes de cancelar minha assinatura, visto que até então o considerava um veículo imparcial. Comecei a suspeitar quando um amigo observou que a foto do Serra e da Rita, na capa do Correio de 6/9/02, estava com ‘cheiro’ de matéria encomendada. E as fotos repetiram-se dia após dia. Fiz, então, um levantamento a partir de 31/8/02 (os jornais de que disponho) e os dados obtidos são reveladores: de 31/8/02 a 16/9/02 (em 17 edições) a foto do candidato Serra aparece na capa do Correio oito vezes; a foto de Rita aparece seis vezes, a foto de Lula aparece quatro, Garotinho duas, Ciro e Patrícia uma vez. Das oito vezes em que Serra aparece na capa, somente em duas ocasiões estava em visita ao estado, assim como Rita, das seis vezes, somente em duas estava no estado.
Vejam bem: até a vice de Serra aparece mais do que os outros candidatos. Qual o motivo pelo qual o candidato do governo e sua vice aparecerem na capa do Correio bem mais vezes do que os outros? Isso é imparcialidade? Se é matéria paga, o leitor não teria o direito de saber?
Se isso estiver acontecendo nos outros estados, o caso é mais sério do que imaginava. Só não envio cópia ao TSE por não acreditar na imparcialidade daquele órgão (vide Carta Capital de 18/9/2002)."
Simplesmente antiético
Estamos cientes do papel da imprensa como formadora de opinião. Mas esse papel deve ser simplesmente o de mostrar à população o seu poder (ou seja, o do voto). Impor candidatos para os levar ao segundo turno é simplesmente antiético.
Hebber Kennady, 16 anos, Parauapebas, PA
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Imprensa impõe concorrentes do 2º turno – Alexandre Martins
Ciro morreu pela boca
Independentemente do espaço "privilegiado" a Lula e Serra (sic), a verdade é que Ciro Gomes morreu pela boca e atitudes: mostrando-se intratável, pernóstico e grosseiro com eleitores, jornalistas, possíveis financiadores de sua campanha, inseguro e mentindo desnecessariamente, ora dizendo-se cearense ora paulista, abandonando passeatas, entrevistas coletivas e, mais grave, mostrando-se ao eleitorado feminino como machista e desprovido do mínimo de educação ao referir-se à atriz Patrícia Pilar. Sem esquecer que por tais aptidões ganhou nada menos que o apelido de Clone de Collor; bem merecido, aliás. Enfim, mereceu a monumental queda.
José Maria Leitão
Um ranking da ética
Lendo, vendo e ouvindo determinados meios de comunicação, fico chocado com a falta de ética, de instrumento que deveria estar comprometido com a informação. Alguns agindo subliminarmente, outros explicitamente, como é o caso do panfleto disfarçado de jornal Correio da Bahia.
O jornalismo brasileiro chegou a uma situação tão aterrorizante que merecia ter uma espécie de selo de pureza (lembram daquele do café?), que pudesse garantir um pouquinho de qualidade ao leitor.
Pergunto: seria possível reunir alguns bons nomes da nossa imprensa que pudessem avaliar o conteúdo das informação dos principais veículos e ranqueá-los sob o critério da ética e da realidade dos fatos? Seria possível também levantar os dados da nossa imprensa, revelando vínculos políticos, empresariais e sindicais?
Fabio Fernandes Padilha
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