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Edição de Marinilda Carvalho
** "Deveríamos pelo menos (...) aprender que o modelo de imprensa que seguimos, o deles [dos EUA], não é o mais adequado a adotar. Onde estão os supostos princípios de independência e imparcialidade?"
** "Em tempos de guerra, é bom contar com um trio desses [colaboradores do OI] como defesa contra os bombardeios de tolices que certamente continuarão vindo da imprensa."
** "São artigos que devem ser lidos e guardados por todos os que se interessam por uma visão lúcida do que ocorre no momento."
** "Ora, se a mídia americana é uma droga, se o povo americano é alienado, talvez seja a hora de o resto do mundo se unir e promover a democracia de verdade nos Estados Unidos."
** "As manifestações pela paz na Itália e na Espanha (totalmente na contramão de seus atuais dirigentes neofascistas) não foram mostradas, a pauta deve estar sendo preparada em algum lugar dos EUA."
As palavras dos leitores do Observatório comprovam: só se ilude com a motivação para a guerra quem quer. Apesar da posição comprometida e subserviente da imprensa.
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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MÍDIA & GUERRA
Fiéis escudeiros
Leneide Duarte com maestria mata a cobra e mostra o pau quando diz que "todo o império desse ‘cidadão Kane’ moderno está a serviço da lógica da guerra contra o Iraque". Gilson Caroni Filho, em artigo instigante e inteligente, nos mostra como a fascistização do mundo moderno só poderá ser combatida a partir de uma luta por nova ordem informativa. E Muniz Sodré, meu mestre, destrincha a barbárie que está por trás de uma foto aparentemente banal, em artigo também obrigatório. Em tempos de guerra, é bom contar com um trio desses como defesa contra os bombardeios de tolices que certamente continuarão vindo da imprensa.
Beatriz Avner Pimenta
Dois belos artigos
É admirável que, tendo retornado há pouco dos EUA, tenha encontrado análises tão excelentes como a dos professores Muniz Sodré e Gilson Caroni Filho publicadas no último número do Observatório. São artigos que devem ser lidos e guardados por todos os que se interessam por uma visão lúcida do que ocorre no momento. Depois disso, vocês ganharam um leitor assíduo. O que os dois artigos contêm é a mais pura verdade sobre a mídia e a atmosfera da sociedade americana.
Carlos Motta de Sá
Sem moral para criticar
A opinião de Murdoch foi também publicada na Newsweek de 27 de janeiro, onde ele afirma que "o resto do mundo não consegue aceitar que os EUA são um superpoder". Longe de nós brasileiros termos o poder de incutir novos pensamentos na ideologia americana; deveríamos pelo menos, com esta lição, aprender que o modelo de imprensa que seguimos, o deles, não é o mais adequado a adotar. Onde estão os supostos princípios de independência e imparcialidade?
Aqui temos, atualmente, um fenômeno semelhante que, embora não possa desencadear uma guerra, é no mínimo questionável. O governo Lula causa uma certa catarse no meio jornalístico que é difícil de explicar. O que antes era condenável, digno de questionamento e investigação jornalística, agora é comum, simplesmente não rende notícia. Onde estão os artigos criticando o apoio de Lula a Sarney, o "pré-engavetamento de uma CPI sobre ACM, a já existência de um projeto para modificar o sistema previdenciário, sobre os projetos que o PT não votou e agora hasteia?
Copiar os americanos, dados os atuais fatos, é um erro. Mas criticá-los, com o que temos mostrado, é um desastre.
Carlos Artur Matos, estudante de Jornalismo
A hora do resto do mundo
Não sei se deveria escrever exatamente ao Observatório, mas parece um lugar em que nos podem escutar. Nada tenho de especial a favor do Iraque e, muito menos, dos EUA. No entanto, apesar do livro de Michael Moore, não vejo ninguém começar uma campanha de democratização dos EUA, onde esta figura do Bush venceu as eleições com cerca de 25% dos votos. Não tenho nada com a questão interna das eleições nos EUA, talvez seja bom para os americanos – sabe-se lá? –, se este Hitler sem bigode não ameaçasse o mundo todo, com ações diversas: recusa em assinar o protocolo de Kyoto (talvez não acredite em efeito-estufa), ameaças ao Iraque e à Coréia do Norte, intimidação de países diversos, ao redor do mundo, por sanções econômicas, protecionismo e assim por diante.
Ora, se a mídia americana é uma droga, se o povo americano é alienado, talvez seja a hora de o resto do mundo se unir e promover a democracia de verdade nos Estados Unidos. Se não, a qualquer momento em que a indústria bélica quiser experimentar armas novas, ou apenas vender armas, nos encontraremos diante de outra crise imbecil. Ou simplesmente ameaçados em nossa sobrevivência pelas questões ambientais.
Eliane Serrão Alves Mey, São Carlos, SP
Leia também
Para ele a guerra começou faz tempo – Leneide Duarte-Plon
Notícia e dependência informativa – Gilson Caroni Filho
Mídia e os sintomas da neobarbárie – Muniz Sodré
A ciência e a guerra – Ulisses Capozzoli
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