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GRAMPOS NA BAHIA
A Tarde deu o furo
Caro Dines, você deveria ter citado o jornal A Tarde no seu comentário sobre a mídia e os oligarcas. Primeiro, porque A Tarde foi quem deu o furo dos telefones grampeados do casal Plácido/Andréia Barreto. Segundo, por ter o jornal até agora feito uma cobertura reconhecida pelos colegas de outros veículos como exemplar. Digo isso sem nenhum cabotinismo. A Veja citou A Tarde em sua matéria de capa da semana passada. O Estadão citou duas vezes em um único editorial. Chico Bruno, seu colaborador permanente, pode lhe dar testemunho a respeito. Um forte abraço.
Ricardo Noblat
O Nordeste não conta?
Apreciei a matéria sobre ACM e o megagrampo; contudo, nenhuma linha sobre a cobertura do A Tarde feita por Marconi de Souza? A imprensa do Nordeste não vale?
Regina Gomes
Memórias de cacique
Quando Alberto Dines alude ao impedimento sumário dos opinadores da Folha de contrariarem Sarney, recordo-me da melhor Pagina 2 do jornal com a qual já me defrontei. Era então época do "Escândalo Roseana". Sexta-feira, dia da coluna do senador. O cadáver ainda não se decompusera de todo, mas já começava a feder, e Sarney, pasmo e desesperado com a rasteira, saiu em eloqüente defesa da filhota. Por conta do mesmo mau cheiro, Clóvis Rossi, do Conselho Editorial, já de posse do teor do artigo do vizinho de página, o enfrentou, sim, é certo que sem veemente contundência, mas com a clara mensagem de que mesmo um circo (no caso, o da política) é composto por certas fronteiras, e de que cinismo tem seus limites.
Como detalhe e complemento da mesma página, a sagaz charge de Angeli trazia Sarney em incontornável contradição histórica, com as mãos sobre os ombros de Roseana, rodeado em seu gabinete por uma galeria de fotos em que se fazia acompanhar de generais em verde- oliva, e no balão dizeres em defesa de liberdades e democracias.
Composição de página, digamos, um tanto plural, no sentido em que havia explícito antagonismo entre Rossi e Angeli no desmascarar do cacique e este, que ainda buscava jogar uns pauzinhos para que a filha se agarrasse antes do naufrágio eleitoral.
Simples lembrança que não contradiz o exposto, mas lhe acrescenta matiz.
Erlon Campos
Hipocrisia ou subserviência?
Com raríssimas exceções, a quase totalidade dos jornalistas brasileiros, ao tratarem do grampo da Bahia, informa que Adriana Barreto era namorada ou foi amiga íntima do cacique baiano. Mudou a semântica? Por que não se usa a palavra correta que, sem nenhum juízo de ordem moral, caracterizaria a real (ex) condição de Adriana Barreto: amante? Hipocrisia ou subserviência ao (ainda) cacique de todos-os-santos?
Carla Toledo
Faltou um oligarca
Lendo "O fim das oligarquias nas mãos da mídia" senti falta de um dos protagonistas da cena política velhaca. Jorge Konder Bornhausen preside o diretório nacional do PFL – aquele partido que não sai do poder – há 10 anos. Ou seja, por mais da metade da curta existência da sigla, que existe há 15 anos.
Mauricio Setúbal
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Nem tudo é folclore – Chico Bruno
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