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LIMITES DA BAIXARIA
Não sei o que é mais ridículo
Concordo com a opinião do Juliano. Só não sei se podemos chamar de música o que somos obrigados a ouvir diariamente. É chocante ver nossas crianças e adolescentes (que não deixam de ser crianças) se esbaldando ao som da égua pocotó, da dança da mãozinha, do boneco doido e tantas outras... Será que alguém leu a "letra" dessas sei lá o quê? Não fala nada! Como pode alguém gostar daquilo? É ridículo... não sei o que é mais ridículo, quem fez a letra, quem fez a música, quem canta, quem veicula, quem gosta, quem dança...
Que cultura se tira disso?
Regina Simões, estudante de Administração Pública, Curitiba
Não desista de acreditar
Prezado Juliano, acabei de ler seu artigo "Música, sociedade e sanidade mental". Gostei muito. Sou compositora/intérprete de MPB, tendo lançado em 2001 meu CD País da Esperança. Sou compositora faz tempo e só agora consegui gravar meu primeiro trabalho artístico. Este CD é totalmente autoral. Letras e músicas de uma carioca que toca piano e teclado e interpreta suas melodias quando consegue a oportunidade de mostrar seu trabalho. Faço samba, bossa nova, instrumental, música romântica. Tenho feito rádios AM, algumas FM, TV a cabo e shows intimistas. Para conhecer um pouco mais sobre meu trabalho visite <www.novamusica.com.br>.
Não desista de acreditar no poder da criação do brasileiro, do artista, do compositor da nossa MPB. Eles existem, embora estejam sem mídia. Continue a prezar o amor, o sentimento, o encontro. O jornalismo brasileiro brevemente será acrescido de mais um talento com essência, ética e sensibilidade.
Claudia Nunes
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FENAJ
Aumento abusivo
Gostaria de registrar uma reclamação contra a Fenaj, e acho que o Observatório da Imprensa deveria cobrar da instituição explicações sobre o preço da retirada da identidade de jornalista. Na última semana de janeiro fui ao sindicato dos jornalistas em Brasília para fazer meu registro profissional. No mesmo dia meu marido pagou R$ 40 pela identidade de jornalista, a carteirinha, cujo preço é estipulado pela Fenaj para todo território nacional. Ontem, quando fui pegar meu registro, e aproveitar para tirar minha identidade, fui surpreendida pelo aumento R$ 40 para R$ 120. Ou seja, mais de 200% de aumento. Nem o sindicato consegue explicar tamanho disparate, e se sente envergonhado na hora de divulgar o valor. Vale salientar que esse valor é cobrado apenas para a retirada da carteira, ou identidade, sem implicar a sindicalização.
Assim, surpreendida pelo aumento abusivo do preço, não pude fazer minha identidade. Antes, preciso de uma poupança, como se 40 reais já não fosse uma quantia bastante alta.
Sofia Zanforlin
Fenaj responde
A carteira de identidade do jornalista, criada pela Lei Nº 7.084, de 21 de dezembro de 1982, é emitida pela Federação Nacional dos Jornalistas e tem validade de dois anos. A cédula de identidade é impressa na Casa da Moeda, portanto tem um custo, acrescentando-se os custos de postagem. A Fenaj sempre repassou a carteira para os sindicatos, ficando à decisão de cada um arbitrar o valor. O último reajuste praticado pela Fenaj foi em 1999.
Através da circular nº 001/2003, a Diretoria da Fenaj procurou normatizar, a nível nacional, os valores cobrados pelos Sindicatos na emissão da carteira de identidade de jornalista, uma vez que cada estado definia um valor, sendo os mesmos bastante diferenciados.
Procurando, ainda, incentivar a sindicalização, os preços da carteira, ficaram assim definidos:
** R$ 30 para jornalistas sindicalizados adimplentes;
** R$ 60 para jornalistas sindicalizados inadimplentes; e
** R$ 120 para jornalistas não-sindicalizados.
Fábia Gomes, primeira-secretária
FRASES DA SEMANA
Mais idiota impossível
Eu andava calado, um pouco triste e sorumbático. Encabulado com o desrespeito que o Sr. ACM representa para nossa nação. Chateado com a imprensa americana, que prestigia o belicismo de sua caricatura de presidente. Preocupado com o português da Globo, onde os atores e atrizes dizem "Não se preocupa, não!".
Graças a Deus, a Alá e outras divindades que tais, vem novo alento pela boca do Deonísio, em seu feliz artigo sobre frases idiotas e quejandos. E eis que – ironicamente – ele próprio, o Deonísio, justifica a publicação de frases avulsas com o belíssimo, felicíssimo e oportuníssimo trecho que se segue: "Ninguém, porém, superou Arnaldo Jabor. "Há três tipos de ‘radicais de esquerda’: os radicais de cervejaria, os de enfermaria e os de estrebaria. Os frívolos, os loucos e os burros". Se não houvesse mortos, feridos, censurados e perseguidos no contexto da declaração do cineasta e comentarista político, tudo poderia sair na urina – se não na grossa, na fina; mas, dado o pano de fundo, é preciso perguntar: em qual das três categorias entra Arnaldo Jabor?
Minha opinião: não acho que o espiroqueta do Jabor deve se preocupar em saber em qual das três categorias ele entra: ele deve mesmo é pedir seu boné e sair de fininho, pela porta dos fundos. Com sua "magnífica" frase de efeito ele nos deixa em dúvida: será que ao proferi-la ele estava apenas bêbado, é louco varrido ou é definitiva e incuravelmente burro?
Mais jóias:
** "Se a América não existisse e a Europa dependesse da França, a maioria dos europeus hoje estaria falando alemão e russo" – foi proferida por Thomas L. Friedman...". "Seu" Friedman, com certeza, e porque a América existe, quer todo mundo falando inglês!
** "Um fisioterapeuta disse que quanto maior o seio, maior o instinto maternal". E disse a modelo: "Meu filho, todo este silicone é só para mostrar a você o quanto eu o amo!"
** De ACM transcreveram o seguinte: "Na Bahia, sou o mesmo que o Senhor do Bonfim: tudo o que acontece, sou o responsável". A diferença é que sendo o Senhor do Bonfim onisciente Ele não precisa grampear ninguém!
** Para colocar uma foto de Daniela Cicarelli era necessário uma frase. Veja só a escolhida: "Já agradei aos gregos, agora estou atrás dos troianos". Talvez a Daniela não saiba, mas os troianos cometeram a burrice de gostar de cavalo. Quem sabe ela também, disfarçando...
Humberto Crivellari
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