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DIPLOMA EM XEQUE
Nos coquetéis das mansões
A guerra que enfrentamos aqui no Brasil pelo emprego e pelo acesso à verdade na mídia exige o diploma. Como alguém nascido na periferia seria admitido por um grande jornal? Num país em que a política detém o poder da mídia, quanto mais desinformado melhor. E é justamente esse povo desinformado que produz filhos pouco instruídos que quer uma chance no mercado, e não consegue sem o tal diploma. Acredito que ninguém vira jornalista, nasce jornalista. Mas trabalhar como jornalista muitas vezes se deve mais ao círculo de amizades do que ao talento. A estrada é quase impossível para quem não tem diploma, apesar de ser possível chegar-se lá. Para isso basta estar no lugar certo e na hora certa. Talvez num coquetel nas mansões das zonas nobres de capitais desse país.
Mário César Santos
Espero que a justiça seja feita
Até agora não estou convencido: por que, sendo repórter fotográfico, tenho que ser formado em Jornalismo? Tenho experiência em jornais de bairros, tenho um sítio na internet, no qual a maioria das fotos são de minha autoria (ou internet não é um meio de comunicação?).
Montei uma revista de bairro com dois jornalistas diplomados e com registro no MTb, sendo eu o repórter fotográfico. Só porque eu não tenho o registro no MTb o patrocinador abandonou o projeto, trazendo prejuízos a mim e aos demais profissionais envolvidos no projeto. Por isso, acho justa a liminar da juíza Carla Rister: no meu, não há necessidade de ter o diploma de jornalista. Entrei com pedido na DRT de São Paulo e espero que a justiça seja feita!
Luiz Antônio da Cruz, autor do sítio <www.alcoolismo.com.br>
PREFÁCIO RACISTA
Cultura germânica
Muito interessante a colocação da leitora Laura Ramos a respeito de uma obra, não citada, de Sílvio Romero. Mormente devido ao fato de haver devolvido o livro, revoltada com o prefácio racista (sic) e, concomitantemente, ter lavrado uma reclamação por escrito no site da Livraria Cultura: os dois sem serventia! Até porque, desde que o autor – um dos fundadores da Academia Brasileira de letras –, nascido em Lagarto (SE) nos idos de 1851, e falecido no Rio, em 1914, não poderá ficar melindrado com a atitude da quase leitora e muito menos estabelecer acirrada polêmica a respeito, no que era, relembre-se, exímio à época.
Finalmente, a título de esclarecimento, Sílvio Romero, para quem o desconhece, foi (ao lado de Tobias Barreto), o mais extremado divulgador e defensor da supremacia da cultura germânica.
José Maria Leitão, médico em Brasília
DE VOLTA À REPORTAGEM
O que o Brasil tem de bom
Eu era adolescente em Maceió quando Márcio Moreira Alves foi ferido por uma bala, no tiroteio que os cangaceiros, digo, deputados alagoanos promoveram na Assembléia Legislativa. Ele estava lá para cobrir a votação do impeachment do governador alagoano de então, Sebastião Marinho Muniz Falcão. Na ocasião, morreu um deputado (sogro do governador) e várias outras pessoas, incluindo o Márcio, saíram feridas. É com grande satisfação que fico sabendo que ele vai sair Brasil afora, procurando, e posteriormente publicando, o que de bom se faz, muitas vezes, silenciosa e anonimamente neste país-continente. Estamos acostumados nas mídias a tudo o que é desgraça, trambique, tragédias e anomalias. Até parece que vivemos no inferno. Só temos notícias de roubos, tráfico (de drogas e de influência), assassinatos, grampos telefônicos, desvios, violações, desfalques, pedofilia, prostituição infantil, seqüestros.
Agora, um jornalista do calibre do Márcio vai mostrar aos brasileiros o que de bom e edificante eles são capazes de fazer e fazem. Só mesmo um bom profissional sai da mesmice. Vá em frente, Márcio, com as bênçãos de Deus.
Hélio de Araújo Fontes
Leia também
As botas de repórter – Márcio Moreira Alves
FORA DA REDE
Turismo nem e-mail tem
Enquanto Antonio Ermírio esgrima dados estatísticos mostrando o imperativo de desenvolvermos o turismo no Brasil, em artigo na Folha de 23/2, o Ministério do Turismo brasileiro consta na pagina do Ministério das Relações Exteriores <http://www.mre.gov.br/caie/ministerios.htm>, e simplesmente não tem uma mísera página na internet, não tem assessor de imprensa e é o único ministério que não tem nem mesmo e-mail para contato!
Cyro Masci
OBRIGADO, OBRIGADO
Imprensa reacionária
Maravilha, não sei há quanto tempo existe o OI, só encontrei hoje. Estou contentíssima por saber que alguém está fazendo algo para mostrar o que é esta imprensa reacionária, como a Folha. Sinto medo quando leio este jornal, e penso no que se passou na Venezuela; não podemos permitir isso no Brasil. Enviarei esta direção eletrônica a todas as pessoas que conheço. Parabéns.
Jane Argollo
Nota do OI: Conheça o que já foi publicado desde abril de 1996 clicando em Edições Anteriores, na barra de menu da página principal do OI.
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