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MÍDIA & GUERRA
Escudo vivo
Prezado Argemiro Ferreira, muito boa sua matéria! Costumo folhear o NYT na internet, os editoriais são ótimos. Pergunto se a noticia a seguir apareceu na mídia americana, não vi na brasileira: sábado retrasado uma moça americana pacifista, Rachel Corrie, 23 anos, foi tentar evitar que um trator israelense demolisse casa palestina, e o trator passou por cima dela.
Sucesso!
Ernesto Marra
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Serviço à nação
O artigo "Por que a imprensa quer a guerra" é a reprodução de uma realidade que muitos não querem ver e que a maioria ignora. A imprensa e alguns jornalistas, quando se mancomunam com o poder, o resultado é o mais desastroso. O brasileiro é apaixonado por televisão, e iludido por uma ciência que obedece às leis dos donos do dinheiro e, portanto, do mundo. Os sindicatos de professores de todo o país, que representam dois milhões e meio de trabalhadores em educação, têm o dever de divulgar essas páginas aos seus filiados, solicitando-lhes que leiam e, se puderem, distribuam cópias aos alunos.
O Sr. Dioclécio Luz presta inestimável serviço à nação brasileira, mas infelizmente esse texto do pensamento independente se propagará apenas no âmbito deste Observatório da Imprensa, que é muito restrito no que concerne à nossa população. Somente quando o governo, por meio do Ministério da Educação, tomar coragem de distribuir essas idéias louváveis para conhecimento geral, é que se dará o início da consciência e da mudança da mentalidade atrasada.
Francisco Assis de Freitas
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Por que a imprensa quer a guerra – Dioclécio Luz
Lula acerta, mídia falta
Ao ser solicitado pela Embaixada Americana a expulsar do país os embaixadores do Iraque, o ministro Celso Amorim negou-se a fazê-lo. Agiu como os diplomatas franceses e holandeses. Mas eu creio que deve ser apoiado pela mídia, acentuando o quanto nós brasileiros achamos absurda tal imposição. E somos contra a guerra. Eis uma "parcialidade" que a imprensa deve ter em nome do respeito à dignidade do país, que não deve se tornar subserviente diante do poder desproporcional da nação americana.
Fernando Dias Campos Neto
O e-mail de Bush
O que acham da idéia de divulgar o e-mail do Bush para que as pessoas possam escrever-lhe dizendo "stop the war" ou "the war is not the answer" etc.? O e-mail dele é: <president@whitehouse.gov>.
Marcos de Araújo Cesaretti, São Paulo
A maquiagem de Bush
Bush se maquiando, sorrindo e treinando caretas em frente à câmera foi simplesmente maravilhoso. Uma espécie de resumo da hipocrisia humana. Entre em <http://oglobo.globo.com/plantao/106598848.htm> para rever.
Artur de Carvalho
As bestas do Apocalipse
Por que China, Rússia, França ou Brasil não pede a condenação dos EUA pelo ataque ao Iraque? Ninguém, nenhum dos países, apresenta uma resolução ao CS da ONU, condenando o ataque dos EUA ao Iraque sem a aprovação da cúpula das nações. Pelo menos para marcar posição contra a prepotência dos senhores da guerra, em favor da paz, do diálogo e da diplomacia.
O mundo assiste impotente ao início da guerra dos EUA e Inglaterra ao Iraque. O Conselho de Segurança da ONU aceitou as ameaças e o ultimato desses seus dois integrantes e retirou "prudentemente" os inspetores de Bagdá, deixando incompleta a missão para a qual foi designada, através da Resolução n°1441. A farsa diplomática não atendia mais aos donos do poder. A ONU não estava mais "fazendo o seu trabalho" – conforme declaração de Bush. Traduzindo: não estava mais fazendo o que os EUA desejam. Os representantes na ONU lavam as mãos e quedam-se em um confortável imobilismo pontuado por declarações contra o ataque.
Enquanto isso, a mídia global, excitada, transmite os 'melhores lances' da guerra anunciada. Essa ocasião permite observarmos nitidamente nas principais manchetes de cada empresa de notícias, os que pautam por um jornalismo independente e os submisso ao poder político-econômico dos construtores da guerra, que continuam alimentando as bestas visualizadas no livro do Apocalipse.
Uma das questões que mais intrigaram e intrigam até hoje os analistas psicossociais que se debruçaram sobre a escalada de Hitler na Alemanha foi a aceitação pelo povo alemão das barbaridades promovidas pelo Terceiro Reich. Incluindo aí, particularmente, a sistemática perseguição ao povo judeu, que resultou numa das maiores manchas na história da humanidade e do civilizado povo alemão: o Holocausto. Assistimos hoje à maior potência mundial desafiar a ONU, seus principais participantes – França, Rússia e China, possuidores de milhares de bombas nucleares em seus arsenais –, a opinião pública mundial e seus principais representantes. O desarmamento do Iraque ainda estava em andamento e, de algum modo, consolidando a difícil forma de como realizá-la eficazmente.
Entretanto, de acordo com pesquisa divulgada hoje (21/3/2003) pela rede americana ABC e o jornal Washington Post, 70% da população dos EUA estão a favor da invasão mesmo sem aval do Conselho de Segurança da ONU.
O povo estadunidense recebe – através do mais complexo meio de comunicação do planeta – informações manipuladas e impregnadas do pior patriotismo, o fanático fundamentalista, contra o "eixo do mal", personalizado pelo rosto da vez: Saddam Hussein contra o Iraque, Bin Laden contra o Afeganistão... A História não acabou! Como a linha de um círculo parece não ter início nem fim, apenas se repete. Até quando? Quem tiver olhos, veja.
José Renato M. de Almeida, Salvador
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