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VEJA & LFV
Intolerantes ao espelho

Deonísio da Silva, em "Bola dentro, bola fora", teve o mérito de mover a aparência e buscar refletir sobre o processo seletivo da revista. Cultura não é para empoar na estante. Existem intelectuais que não toleram dissidências. Acredito que até não se toleram diante do espelho.

Fabrício Carpinejar, poeta

 

Difícil de bajular

Senhores, o abaixo assinado vem solenemente afirmar que é muito difícil bajular o LFV: é que o homem é bom demais! Qualquer elogio ele merece.

Humberto Crivellari

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Bola dentro, bola fora – Deonísio da Silva

Desejo de bajular, de Juremir Machado da Silva, e Deonísio da Silva responde (no Caderno do Leitor)

 

TUDO NA MESMA
Bons em porcaria

Achei muito interessante ter lido este artigo hoje (16/3/03). É que à tarde, vendo TV, assisti mais uma vez à Lacraia e MC Serginho, e me perguntava: será que não existe ambição em uma pessoa como Gugu Liberato, a não ser os números da audiência? Uma ambição como melhorar a cultura popular? Ele já tentou usar o jornalismo e até deu certo. Não sei como anda essa parte porque não acompanho o programa sempre. Nada contra o pocotó. Só não entendo o porquê de tanta exposição na TV. Eu sei que os americanos são bons em porcarias de mau gosto, mas acho que pior do que isso, impossível.

Valdecir Xavier

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A mídia e o triunfo da cultura idiota – Carl Bernstein

 

EGÜINHA POCOTÓ
Conselho à la Médici

O argumento repetido no artigo, mudar de canal, é similar ao dos tempos de Médici: "Ame-o ou deixe-o", critique e se mude. Mudar de canal? Para qual? Há diferenças entre eles? Há de se mudar O canal. A TV é concessão pública, somos agentes, não pacientes dela. Não merecemos esse lixo. A egüinha pocotó vi num sábado às 14h, com minha filha de 4 anos. Tendo vídeo, segui os sábios conselhos e retirei-a para o mundo de Disney. E quem não tem? Deixar de ver Big Brother é meio difícil. A Globo faz inserções durante toda a programação. Até nos jogos da Copa, ano passado. Goela abaixo, tudo dá ibope.

Ernani Porto

 

Simples e sensato

De uma qualidade exemplar este texto: claro, simples e sensato. Parabéns ao autor, José Carlos Aragão!

Livia Deodato Sousa

 

Já não me sinto só

Já não me sinto tão sozinho! Incrível a coincidência de pontos de vista entre o que defendo em discussões pós-almoço entre colegas e o texto de José Carlos Aragão. Copiei e distribuí em minha lista de e-mails para que vejam que existe mais gente que pensa como eu. Também ainda não vi nem ouvi a dupla formada pelo "artrópode miriápode transformista e seu pequeno eqüídeo". Muito boa essa.

Luís Henrique, analista de desenvolvimento de produtos

 

Não sou eremita

Concordo em parte com o seu ponto de vista. Mas nem sempre as pessoas que criticam esses programas de TV ou essas músicas (?) o fazem porque os assistem ou as escutam por livre e espontânea vontade. É o meu caso. Detesto o Big Brother, embora não me preocupe em criticá-lo. Jamais o assisti e, no entanto, sei da existência dos participantes que você mencionou!

O fato é que não basta dispor de um controle remoto para exercer sua vontade ou seu direito de ficar longe desse tipo de programa. Toda vez que abro a internet a primeira imagem com que me deparo é do BBB, estrategicamente posicionada na página principal do meu provedor. Sou assinante de revistas semanais e de jornais, e em meio a matérias de meu interesse minha vista cai, forçosamente, sobre informações (?) dos participantes. Também não sou eremita e, infelizmente, estou em contato no meu dia-a-dia com pessoas que se deleitam em comentar o Big Brother. Só teria um jeito, portanto, de não tomar conhecimento do programa: isolar-me numa caverna longe da "civilização". Quanto à música (?) da Egüinha Pocotó, dou-lhe felicitações por nunca a ter ouvido.

Não é fácil, acredite. Para ela, também, não adianta usar controle remoto, porquanto ele não desligará o som do vizinho ou dos carros que passam na rua, nas praias, até no som interno da empresa onde se trabalha. Ora, se eu a ouvi – contra a minha vontade – até em Guaramiranga, cidade serrana do meu Ceará, no período do carnaval, onde a tônica era o festival de jazz que acontecia por lá! Admito, portanto, que há pessoas incoerentes conforme cita no seu texto. Porém há muitas e muitas coerentes que são alvos involuntários de um verdadeiro bombardeio visual e acústico impregnando e infestando o ambiente onde vivem. E nem sempre se consegue proteção (o termo é esse), por mais que se tente. Um grande abraço.

Eduardo Giuseppe de Souza Araújo

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