|
DIPLOMA EM XEQUE
Substituam a juíza
Num oportunismo barato, a título de autopromoção, a meritíssima Rister pleiteou bater de frente com os profissionais do ramo jornalístico, objetivando, assim, ter uma projeção nacional. Esta decisão infundada quer dar um banho de água fria em milhares de profissionais sérios que, assim como a juíza se graduou em Direito, também se graduaram em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Se fosse tão simples assim bastaria fulano conhecer e também estudar a Constituição para concursar-se a juiz. Afinal, o júri em um julgamento é formado por quem?
Como exemplo podemos citar que muitos transeuntes são dotados de um vocabulário incrível mas, onde fica a técnica? Tudo bem que outros tantos aprendem "na porrada" a profissão, mas será que entre fazer um jornal e dominar as técnicas jornalísticas não tem nenhuma diferença? Nós, futuros jornalistas, ainda bebês da comunicação, podemos perceber o quão é importante a profissão, ou seremos os ignorantes de um futuro não muito distante? Essa é a nossa oportunidade para, querendo ou não, abrir os olhos das pessoas, lutando assim por um trabalho mais sério para o bem comum.
Temos uma grande arma debaixo do "couro cabeludo", ter o dom da argumentação e do questionamento. Há pessoas que nasceram para seguir ordens, nós não, supriremos esses seres de informação, melhorando-os para essa vida, que por si é complicada. Desde o início as teorias serviram para enobrecer o homem, para distinguir o certo do errado. A curiosidade em testá-las os levou à prática, levando-o assim ao profissionalismo. Um diploma eu posso até comprar, mas meu mérito maior será conquistar o "canudo", podendo um dia redigir um artigo como este para dizer que um dia houve uma juíza substituta querendo abolir a obrigatoriedade do meu tão suado diploma. Substituam a juíza...
Bruno Guimarães
TRANSGÊNICOS NA FOLHA
Fragilidade intelectual
O artigo de José Arthur Gianotti, "O duro aprendizado da esquerda" ("Tendências e Debates", 16/03), prova que ser professor de filosofia não basta para fazer de alguém um filósofo. Além de festejar, como amadurecimento, a mesmice do governo petista – que já vem frustrando a população –, ele revela fragilidade intelectual ao classificar os alimentos transgênicos como "questão técnica e política", que se converteu em luta ideológica. Não é não! Por se tratar de alimentos, é primeiro questão de saúde pública; por se tratar de plantas a serem cultivadas em campo aberto, é também questão de ecologia; e por se tratar de adulteração de produtos consumidos por todos, é também questão ética que não pode passar despercebida.
E Gianotti nem menciona o aspecto econômico da questão, já que a modificação de nossos alimentos só é defendida por quem tem interesse financeiro nela: cientistas interessados em bolsas e recursos, empresários (desde "agricultores" e executivos do setor de "agribusiness" até ministros da "agricultura" e do "desenvolvimento"), e, infelizmente, editorialistas de jornais dependentes de verbas publicitárias. Cercados por "agricultores" dispostos a produzir "comida tecnológica", e por ministros, editorialistas e "filósofos" dedicados a nos fazer aceitá-la, quem defenderá nossos direitos humanos (e até animais) de comer comida normal e poupar nossos descendentes de mais essa degradação?
Joaquim Moura
CONTRA DIMINUTIVOS
Criminoso é bandido
Infelizmente temos que abrir os jornais e ouvir na televisão (assim como vocês estão falando) as expressões carinhosas em referencia aos bandidos. São os "Fernandinhos" os "Marquinhos", expressões normalmente dedicadas carinhosamente a entes queridos. Acredito que os termos mais apropriados, seria: o criminoso beira-mar, o bandido beira-mar, o inimigo da sociedade beira-mar... e demais termos que melhor retratem a repulsa da sociedade por estes elementos. Reflitam e parem de engrandecer indiretamente escorias da sociedade. Já basta convivermos com as manchetes violentas e a juventude acompanhar o poder crescente do crime contra a justiça. Sejam mais enfáticos na devida qualificação de criminosos como tal.
Sergio Mello
MÍDIA ESPORTIVA
Preconceito e maniqueísmo
Ao ler a mensagem "Cartão Vermelho", de Allison Cassol Dozza, verifico como a ignorância, o preconceito, o maniqueísmo são cânceres que lesam a sociedade e geram conflitos como estamos vendo no Iraque (Bush = Bem, Saddam = Mal). Realmente, a regra é clara, é permitido que um jogador expulso possa jogar a partida subseqüente desde que seja inocentado no Tribunal Desportivo, e o Grêmio conseguiu isso. E não adianta usar as normas da Fifa, quem determina as regras de futebol aqui é o Estado brasileiro. Se se pensar assim, vários dispositivos da MP 79, recém-aprovada na Câmara, têm normas sem eficácia, como "tirar o mando de campo por 6 meses", pois interferem nos tribunais e normas desportivas.
Se o Grêmio foi competente e fez isso, parabéns, talvez por isso o Grêmio seja o grande time gaúcho (ao contrário do decadente Internacional). Segundo, como vascaíno, estou cansado do maniqueísmo contra o presidente do clube, que pode não ser uma pessoa idônea, mas não é a única. Daqui a pouco vão dizer que ele financiou a al-Qaida (como acusaram o presidente Hugo Chávez, pode? Só retardado acredita nisso).
Realmente, Eurico Miranda é poderoso. Contra ele foi feita uma CPI, uma investigação particular, por um ex-agente do FBI (quem pagou o sujeito? esses caras não cobram barato). Vários jogadores, alguns de maneira ilegal, conseguiram passes na Justiça; perdeu uma eleição; o clube, que pagava em dia, passou a dever até o cafezinho... Realmente, ele é todo-poderoso. A Globo tem medo dele, o Judiciário, os eleitores... Peço que antes de mandar carta indignada procure informações, pare de ver programas de TV tendenciosos de pessoas que perdem processos contra Ricardo Teixeira por calúnia e difamação, e talvez não diga o que não sabe. Estou cansado de ver meu clube e seus dirigentes serem considerados o Mal encarnado, pois não o são.
Além disso tenho orgulho de dizer que não votei em Fernando Henrique Cardoso, o candidato da Rede Globo. Mais de 90% dos vascaínos votaram em Lula, e muitos que agora bajulam o presidente na imprensa esportiva votaram no Serra. Pensem nisso.
Leandro Cardoso
|
|