ROBERTO MARINHO
Distante da santidade
Senti-me extremamente aliviada ao ler o artigo "Epifania editorial", do professor Caroni. Em meio aos milhares de elogios derramados sobre o corpo ainda quente do Dr. Roberto Marinho – alguns merecidos, reconheço –, tive a impressão de ser a única pessoa a recordar que o jornalista e empresário jamais esteve próximo à santidade como as matérias veiculadas nos queriam convencer. Gilson Caroni, obrigada por escrever de forma verdadeira o que muitos (ainda) pensam e poucos têm coragem de dizer.
Manon Alves
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Epifania editorial – Gilson Caroni Filho
Retrato honesto
Aplausos para Caio Navarro de Toledo, professor da Unicamp, e para o OI pelo texto "Globo e o engano do povo". Primeira matéria, e talvez infelizmente a única, que li retratando honestamente o que representou para o Brasil o recém-falecido jornalista Roberto Marinho.
Roberto Emery Trindade
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Globo e o engano do povo – Caio Navarro de Toledo
Idolatria nefária
Há pessoas que passam a vida toda pensando que são infinitamente maiores do que realmente o são. Vaidade das vaidades. E até conseguem contaminar os demais mortais com este sentimento; tanto assim, que se assustam quando estas pessoas morrem. O culto à personalidade, alimentada pela idolatria nefária, é o grande propulsor deste sentimento de atraso espiritual, revelada neste mundo por atos como estes que se acabou de ver com a tentativa de canonização sumária de Roberto Marinho. Como a idolatria reina e impera em nossa sociedade, por pouco não conseguem, embora os muitos depoimentos, de não-jornalistas, contrários à exaltação de boas condutas deste senhor, povoaram este sítio nos últimos dias. O que prova que realmente ele foi uma pessoa importante, mas a sua propalada lisura, seu humanismo, sua bondade etc. estão longe de ser a unanimidade pregada pelos jornalistas, o que vem demonstrar a existência de corporativismo entre estes profissionais.
Nem só as pessoas boas se tornam famosas, bem como, nenhuma escapa da morte. Foi muito bom ter lido a "Síndrome da imortalidade não-adquirida", e melhor que seu autor não tenha transcrito os capítulos e versículos da Bíblia citados. O que força os leitores a manusear o livro dos livros; e quem sabe não tomem gosto pela sábia leitura.
Ataide Vilela
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Síndrome da imortalidade não-adquirida – Paulo Roberto de Figueiredo