MÍDIA & GOVERNO
Coisa de caipira
Essa digressão em torno da "janta" da Dona Marisa é pertinente e concordo totalmente com o jornalista Luiz Antonio Magalhães. O colunismo social, e o excesso de colunismo de uma forma geral, é uma das pragas mais nefastas da imprensa brasileira. Coisa de caipira, já que o presidente e sua primeira (e única) dama são absolutamente autênticos, não precisando ficar encontrando motivos artificiais para aparecer como esses colunistas rastaqueras que ficam comentando coisas absolutamente inúteis da vida (normal) de um casal normal...
Paulo Roberto de Almeida
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A janta de Dona Marisa – L.A.M.
A foto e o fogo da direita
Com relação ao artigo de Victor Gentilli, gostaria de comentar que na construção de factóides a opinião da direita é cheia de rumores falsos e caluniosos, falácias e sofismas. Usam uma espécie de argumento de apelo à autoridade anônima, do tipo "um integrante do governo disse hoje...", ou "os peritos dizem que a melhor maneira de propor o crescimento econômico é...", onde o fim das frases é contrário aos caminhos definidos, ditos intencionalmente, cujo propósito é desacreditar o governo.
As grandes corporações jornalísticas são seus porta-vozes, uma vez que estão em sintonia com suas necessidades. Não interessa a essa gente a tese da distribuição de renda, mesma que seja difícil, ou impossível de concretizar-se, pois os desdobramentos de tal iniciativa é que são perigosos a eles, levando à alteração do status de concentração de renda e desmonte de impérios econômicos. Os argumentos falaciosos tratam de desmerecer todas as tentativas de implantação dos projetos, ainda que na fase embrionária, levando à opinião pública conclusões de trabalhos que mal deram resultados. Fica parecendo, dessa forma, que o governo é incompetente, ou suas ações são demoradas, sem que ele tenha podido aplicá-las. O que estranha é boa parte daqueles que se dizem de esquerda embarcar nesse discurso. (...)
Talvez seja a hora desses inocentes da esquerda, desses servidores que outrora votavam no PT, que inadvertidamente dão palha para o fogo da direita, reconduzirem o processo, deixarem de lado mesquinharias e esnobismos pessoais e aliarem-se aos projetos do governo, pois jamais a esquerda terá outra chance.
Carlos Aguiar
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Fato, versão e factóide – Victor Gentilli
Reformas e operação de guerra
A partir do texto "Reformas são um teste para jornais", tem-se suscitada a reflexão seguinte: o acompanhamento de reformas que a própria mídia, em larga medida, ajudou a engendrar, porquanto representante de setores que, mesmo derrotados quando do fechamento do texto constitucional originário em 1988, sempre foram extremamente organizados, torna-se, mesmo, muito difícil, na medida em que todos os interesses que se vêem atingidos – aqui, abstraído qualquer juízo de valor quanto a serem legítimos ou ilegítimos – procuram se movimentar para minorarem as restrições que porventura possam sofrer.
Trata-se de um acompanhamento semelhante ao de uma operação de guerra, onde o desafio é informar o que ocorre, sem, entretanto, revelar detalhes estratégicos. E, por outro lado, há que se ter em conta que a questão que se coloca, pela média da atuação da mídia, não é apenas permitir que o leitor tenha a melhor informação, mas, principalmente, preparar a reação do leitor, de sorte a fazê-lo aceitar melhor a revanche de tais setores, como bem observou o professor Washington Peluso Albino de Souza:
"Prática de expedientes que culminaram na aceitação da crescente decadência hierárquica constitucional, ao ponto de modificar radicalmente importantes valores de fundamentação ideológica do texto original, assim assumindo características semelhantes às ‘revolucionárias’, pois provocando efeitos opostos aos temas vitoriosos nos trabalhos constituintes. Desta forma, por expedientes nele incluído, acabam por consagrar as teses derrotadas." (Teoria da constituição econômica, Del Rey, Belo Horizonte, 2002, p. 529].
Ricardo Antônio Lucas Camargo
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Reformas são teste para os jornais – Monitor de Mídia