EXCESSOS & OMISSÕES
Pobreza posta a nu
Gostaria de fazer um comentário sobre o que Alexandre Figueiredo escreveu a respeito da pobreza cultural que empesta a minha terra, Salvador. Mas não é necessário, porque o texto diz tudo o que eu sinto. Pena que as verdades postas a nu no artigo não tenham sido veiculadas nos jornais daqui. Gostei muito da matéria. Parabéns!
Luiz Carlos Santos Lopes
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De corpo e "arma"
A imprensa parece ter aceitado sem restrições a versão americana de que o atentado à sede da ONU em Bagdá foi praticada por terroristas iraquianos. Entretanto, antes de se posicionar sobre o assunto convém ter cautela. A missão do embaixador Vieira de Melo era reconstruir o Estado iraquiano, pacificar a região e evitar a escalada da violência americana na região. Portanto, sua missão poderia estar contrariando os interesses de militares americanos comprometidos de corpo e "arma" com a escalada da violência para reafirmar a ocupação do Iraque e vingar os soldados que tem sido diariamente mortos e mutilados nas emboscadas.
Sob a ótica estritamente militarista, Vieira de Mello era absolutamente dispensável. Além disto, como sua morte poderia facilmente ser creditada ao inimigo, ela poderia favorecer o endurecimento do julgo americano sobre os iraquianos. A eliminação do embaixador da ONU já está alimentando uma maior "dependência" da ONU em relação às tropas de ocupação. Ponto para os Falcões. Afinal, isto certamente interessava aos belicosos conselheiros do presidente americano. É evidente que o Tio Sam pode acabar usando o episódio para cobrar do Brasil uma atitude mais belicosa em relação à resistência iraquiana.
(...) Ninguém pode acusar o governo americano sem provas. Mas nenhum jornalista que desconhece as circunstâncias do atentado e as relações entre Vieira de Mello e os militares americanos no Iraque deveria condenar os iraquianos. Até porque as evidências podem ser forjadas pelos encarregados pelas investigações. Ao abordar o incidente a imprensa brasileira poderia ser um pouco mais cuidadosa. Afinal, "cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém", especialmente aos jornalistas.
Fábio de Oliveira
Mau começo, fim triste
Acho triste que uma guerra se inicie por suposições, e ao surgir uma oportunidade real de zelar pela democracia as nações, unidas, não reajam proporcionalmente.
Milton Jr.
Menos parcialidade
Sobre "Israel, agente da ativa", os comentários foram muito bons. Por um lado é criticável um partido radical de direita como o Likud, no qual o próprio Ariel Sharon é mais moderado do que o ex-premiê Bibi Netanyahu...
Uma nação que demorou muito a nascer, mesmo com a aprovação da ONU. Os britânicos que lá perderam o mandato tudo fizeram para indispor palestinos e judeus que para lá emigraram (o próprio Partido Trabalhista inglês, que no pós-guerra ganhou do conservador Churchill, um dos heróis nessas derrapadas da história), para dificultar a chegada dos refugiados dos campos de concentração à Palestina. Mesmo assim, criado o Estado de Israel, os árabes, liderados pelo ultranacionalista e pan-arabista Gamal Abdel Nasser, líder do Egito, convocou todas as Forças Armadas dos países árabes para acabar com Israel, que dispunha de poucas armas, desatualizados aviões, mas um exército extremamente bem treinado. Resultado: apesar do apoio da União Soviética, Nasser sofreu fragorosa derrota, humilhante para os árabes. (...)
E as guerras seguintes também foram ganhas por Israel. Há evidentemente uma parcialidade da imprensa em colocar Israel como um país "malvado", aliado dos EUA e promotor de horrores. Mas o outro lado mostra crianças palestinas feridas, o que é realmente constrangedor, mas há um generalizado "esquecimento" de que são ações de retaliação, como a recente incursão da Força Aérea israelense contra bases do Hezbollah após esse grupo ter assumido a autoria de atentado com homem-bomba em ônibus repleto de crianças...
Melhor seria a paz e sem uso algum de força militar de qualquer tipo, mas com evitar essas circunstâncias se os grupos radicais não são controlados pelos próprios líderes palestinos, sem falar em outras nações profundamente antiisraelenses, como o Irã? A imprensa precisa conhecer melhor a história da região e ser menos parcial, para entender a tragédia que acontece no Oriente Médio.
Celio Levyman, médico
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