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Edição de Marinilda Carvalho

Na carta "De olho grande em você", o leitor Jules C.W. Regout afirma que programas tipo Big Brother são um ensaio para que nos acostumemos pouco a pouco com câmeras monitorando nossos passos – até dentro de casa. E pergunta: como é que ninguém fala disso?

É mesmo, como? Antes que os céticos se digam cansados de teorias conspiratórias, é bom lembrar que a City de Londres está coalhada de câmeras; que a prefeitura de Tampa, na Flórida, inaugurou em 2001 – ao que se sabe – um sistema de escaneamento de rostos para rastrear criminosos procurados entre os torcedores do Super Bowl; que há smart cards com chips de identificação que fazem soar um alerta quando seu portador atravessa uma porta monitorada; que sistemas como Echelon e softwares como Carnivore vasculham nossos e-mails em busca de palavras-chave que os "irmãos" consideram perigosas; que qualquer satélite ordinário pode fotografar uma placa de carro; que grampear telefones fixos e móveis é brincadeira de criança.

Enfim, sobra tecnologia para que o Grande Irmão se abanque. Só falta mesmo a aceitação popular.

Abraços, boa leitura.

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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.

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SLOBODAN MILOSEVIC
Milagres da existência

O mundo (humano) é quase que uma imperfeição só. A justiça vive cercada de injustiças, assombrada por maus julgamentos, mas mesmo assim continua justiça. Julgar Milosevic? Claro que sim. A juíza derrapou inapelavelmente (com trocadilho, por favor) na demagogia barata? Evidente. Mas se as provas forem convincentes e a condenação vier, mesmo que os bombardeios de Dresden (você leu Slaughtherhouse 5, do Vonegut, aquele escritor americano que era soldadinho na Segunda Guerra Mundial e estava prisioneiro dos alemães lá e viu tudo? Aconselho vivamente) continuem impunes, vale a pena. Abre um precedente, como você sabe, um importantíssimo precedente. Fundamental, mesmo, eu diria.

O contrário seria ficarmos naquela velha coisa de ou julgamos todos os corruptos ou tiramos os (pouquíssimos) condenados da cadeia. O velho Freud já dizia (em O mal-estar da civilização que esta última é uma m... Dentro desse tom, o ser humano é inviável, as instituições estão falidas, a imprensa é outra m... etc. etc.

Tudo isso é verdade, mas o julgamento do Slobodão, sua possível (e desejável) condenação, assim como seu artigo e a própria existência do Observatório da Imprensa na TV e na internet, exatamente essas coisas e outras que cotidianamente vão ocorrendo é que contribuem para o verdadeiro milagre de existirmos e nos viabilizarmos como gente.

Paulo da Mata-Machado Jr.

 

Postura corajosa

Uma jornalista corajosa dá o seu testemunho e, principalmente, assume uma postura, analisando com isenção e competência uma questão difícil, sobre a qual, certamente, muitos profissionais se esquivam de assumir posição.

Ceres Bezerra Santos, procuradora da República aposentada

 

Justa comparação

Parabéns pela excelente matéria, está fantástica, principalmente pela comparação extremamente justa com outros episódios brutais cometidos ao longo da história. Não tenho o hábito (pura falta de tempo!) de ler este tipo de notícia, mas ao me deparar com este assunto resolvi dar uma olhadinha e acabei curtindo ao Maximo o trabalho.

Ricardo Sanches Lopes

 

À esquerda também

Não percebi até esta data nenhum tipo de julgamento, nem proposta de, para os "líderes" mais à esquerda no espectro político. Isso, por si só, já invalida em grande parte os demais julgamentos (Pinochet et caterva)!

Ademir J. Peruzzolo, Palmeira das Missões, RS

 

Verdades não-expostas

O texto é simplesmente a realidade que muitos sabem e não têm a coragem de expor. Meus parabéns. Mandarei o texto via e-mail a todos os meus amigos que são a favor dos EUA, da Globo etc.

Pedralva Sempre

 

Muito bom

Parabéns, esse artigo é muito bom.

Leão Serva

 

Ótima referência

É um prazer tomar conhecimento deste OI. Neste primeiro artigo que li já concordei com a primeira frase de Cristiana Mesquita. Ótima referência.

Marcos Shimakawa

 

Modelo para estudante

Adorei o artigo, gostei muito da maneira que a autora expôs seu conhecimento e seu ponto de vista. Sou estudante de Jornalismo, 2° ano, tenho 17 anos e adoro essa especialização em correspondente de guerra. Na verdade, é meu sonho (pretensão, talvez), mas sempre gostei e pesquiso muito sobre isso. Sei que é preciso muita competência para exercer tal cargo, espero ao longo do tempo conseguir a experiência...

Um professor da faculdade disse que sempre nos espelhamos em alguém para exercer nosso trabalho. Acho Cristiana Mesquita excelente profissional, que merece respeito e admiração.

Thais Alves

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O réu, o julgamento e a hipocrisia – Cristiana Mesquita


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