|
BIG BROTHER & CASA DOS ARTISTAS
De olho grande em você
Historicamente, a televisão (television = tell-a-vision, conte uma visão) e o cinema têm sido usados para acostumar a consciência coletiva da humanidade a aceitar e apoiar certas coisas que os Illuminati (aqueles que formam o cume da pirâmide social e manipulam o mundo) pretendem tornar realidades, como implante de microchip no ser humano (Johnny Mnemonic, Missão Impossível 2 e outros); as bombas-mochila (O pacificador) a serem explodidas em áreas populosas, justificando a criação de um Estado militar e forjando um público assustado ao ponto de pedi-lo; ataques tramados por "estrangeiros perigosos" (Nova Iorque sitiada, Independence Day), em que o presidente toma conta das coisas e "salva o dia"; lavagem cerebral e controle mental (Homens de preto, Sob o domínio do mal). E a lista continua.
Para quem não leu ainda a obra-prima de George Orwell, 1984, o conceito de "big brother" (grande irmão) simboliza o governo invadindo a privacidade do povo, até dentro da própria casa, seu envolvimento em cada aspecto da vida das pessoas, uma rede de informantes, inclusive da própria família. E ausência de lugar para se esconder. Uma coisa que poderia ser bem real, com microchips implantados na população, conectados ao GPS (sistema de localização por satélite, já de amplo uso). A Motorola também patenteou um microchip implantável para transações eletrônicas.
Não seria ridículo dizer que tudo isso seja parte de uma campanha de condicionamento (lavagem cerebral) para fazer com que aceitemos "o grande irmão". Não parece estranho que ninguém esteja questionando isso? Como a globalização, essa coisa é global mesmo. E está sendo apresentada como se fosse moderno, desejável, ter uma câmera dentro de casa. Ligue o negócio a sexo e vai viciar milhões de telespectadores.
A globalização, que na verdade é a sistemática consolidação de mercados, governos e moedas mundiais, visa obter controle total sobre nós. E, para que isso seja feito, eles precisam de métodos, e ainda mais que concordemos com eles.
Cuidado, pois o Grande Irmão está de olho em você!
Jules C.W. Regout
Torcida ou livre concorrência?
É válido o argumento de que houve torcida de alguns jornais de São Paulo pelo programa do SBT. Mas tal torcida pode ser considerada justa pelo seguinte parâmetro: uma vez que a rede que tem a pretensão de ditar a regra, dos modismos mais corriqueiros até posicionamentos políticos, impõe sua programação de forma artificial e maciça, cabe aos demais veículos de imprensa não a imparcialidade, mas o poder moderador. É inadmissível que num país de 180 milhões de habitantes uma rede detenha o monopólio, e é natural que seus rivais se aliem, com o fim de combatê-la. A isso se dá o nome de livre concorrência.
Carlos Artur Matos, estudante de Jornalismo, Universidade Anhembi Morumbi
Torneio Rio-São Paulo
Bastou mexer com a "ex" todo-poderosa que os cariocas ficam todos com o pêlo eriçado... ah!ah! ah! Que seja esta a primeira de uma série de outras derrotas e lições que a tal rede – pretensiosa, arrogante, falsa moralista, que de qualidade nada sabe, muito menos pratica – engula goela abaixo. Enfim, são belíssimos estes desafios que o SBT consegue, com competência, espontaneidade e autenticidade, impor à ex-todo-poderosa.
E bem faz a imprensa, escrita e falada, em mostrar a real situação da emissorazinha carioca – porque até quanto se saiba ela sempre camufla a verdade, a autenticidade. Exemplo disso? Assistam ao tradicional show de fim de ano do RC: um fiasco, com público obrigado a fingir admiração, a demonstrar falsa espontaneidade nos aplausos, nos sorrisos amarelos e sem-graça – enfim, desconforto total de todos os pretensiosos "globais"...
Qualidade a gente exerce, põe em prática. Tirem o JN-Jornal policial do ar, as novelas sexualmente pervertidas, os filmes terroristas que impõem – e, aí sim, falaremos de qualidade. Srs. cariocas, viva o SBT! E viva o empresário Silvio, que ousou desafiar.
Sônia Silveira, São Paulo
Obviedades milionárias
Concordo em gênero, número e grau, e no timing também. Há além disso uma tendência infantil da imprensa para "derrubar" a Globo, como se isso efetivamente diminuísse seu faturamento ou seu poder. Um caso interessante a respeito foi citado pelo ombudsman da Folha, na coluna de domingo (17/2) [ver remissão abaixo], apontando que algumas cúpulas jornalísticas teriam tido enorme prazer ao manchetear que a Telecom Italia "pode" vender sua participação na Globo.com. Acharam que deram uma bela espetada nos Marinhos. Estes devem estar é dando risada. Se os italianos confirmarem a venda, depreciando seus 30% da Globo.com de US$ 810 milhões para cerca de US$ 50 milhões, então a Globopar vai correndo comprar a fatia de volta. E terão capitalizado cerca de US$ 750 milhões (entregues em dinheiro), um ótimo negócio. Os coleguinhas estão tão cegos em derrubar a Globo no papel que não enxergam obviedades milionárias como esta. Enfim, é trabalhar para publicar algo mais sensato.
Max Alberto Gonzales
Metáfora do nada
Por demora do controle remoto, assisti a alguns minutos de Big Brother BraZil. Parece- me que se há de reconhecer à Rede Globo uma façanha, qual a de produzir e exibir o nada; o programa é a verdadeira metáfora do nada.
Temístocles M. Castro Brasília
Leia também
Um país de olho no (falso) buraco da fechadura – Alberto Dines
"Mágica e alfinete" – Bernardo Ajzenberg
|
|