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DIPLOMA EM XEQUE
A cara do Brasil

Até quando o Brasil ficará à mercê de sindicatos e delegacias regionais? Até quando o Brasil ficará taxado como país de terceiro mundo? Aqui nos EUA, lugar onde se respeita o talento e a liberdade de expressão, a idéia de se formar jornalista em faculdade já foi banida há quase 20 anos. Onde fica o talento individual e a experiência adquirida? Estou no último período da faculdade de Journalism & Mass Communications, na Universidade de Miami, e confesso: estou decepcionado. Gastei, ou investi, cerca de 30 mil dólares para não receber sequer uma aula na área que desejo seguir: repórter para televisão. Nos cinco anos apresentando um programa de TV para brasileiros em Miami, adquiri uma experiência que não se consegue em faculdade. Muito menos nas brasileiras. Enquanto as faculdades e os sindicatos lucram, o mercado de trabalho recebe milhares de formandos sem experiência, atrasando ainda mais o povo brasileiro, merecedor de informação qualificada e produtiva. De onde veio a idéia de que jornalista sem diploma não possui ética? Por acaso está ligada a faculdades? Se fosse assim, Boris Casoy seria apenas um fantoche. A ética está em profissionalismo, competência, notícia imparcial e amor ao jornalismo.

Proibir o talentoso e experiente jornalista desprovido de diploma de atuar é como amarrar a ordem e o progresso do Brasil.

Por que será que os contrários à liminar são em sua maioria professores universitários com mais de 40 anos? Para quê um curso de jornalismo? Ele serve para aperfeiçoar técnicas, exposição e troca de idéias, mas jamais para atribuir ética e muito menos ser fator decisivo no preparo para enfrentar o concorrido mercado de trabalho. Ora, professores, será que os senhores não sabem que nas principais redações de TV, o texto falado pelo repórter é elaborado por redatores? Para que serve um curso de jornalismo? Pra aprender a decorar? Como podem pessoas defenderem a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo?

Pessoas como estas deveriam primeiro observar países de primeiro mundo, onde o respeito para com a notícia é que é a única obrigatoriedade. Termino aqui com uma pergunta ao senhor Lage, 47 anos de idade, jornalista e professor universitário: O que é que eu digo aos meus colegas da universidade, quando eles me perguntarem: "Como é que a pessoa pode ser jornalista no Brasil sendo que é preciso ter diploma, dado que a última notícia que temos do Brasil dá conta de que analfabetos teriam passado em um tal de vestibular (outro atraso do Brasil) para o curso de letras?" É melhor ficar calado.

Fora os laços da ditadura! Brasil, mostra tua cara! Chega de corporativismo e monopólio. Chegou a vez da minoria, qualificada, é claro.

Luiz Carneiro

 

MÍDIA ESPORTIVA
Formação de quadrilha?

É incrível, mas está acontecendo. O noticiário de três jornais cariocas acerca do Vasco tem a mesma orientação editorial e praticamente a mesma forma de abordar a notícia. Como explicar tamanha coincidência?! Parece que o dono de todos estes jornais é um só. Ou o editor de Esportes dos três é um só, ou está havendo formação de quadrilha por parte da imprensa com o intuito de prejudicar tal agremiação! Não é crível que os três editores e que três jornalistas responsáveis pelas matérias tenham tido a mesma idéia ao mesmo tempo. Mas certamente vão afirmar que tudo não passa de mania de perseguição. E é bola que segue frente a estas demonstrações agudas de falta de decoro dos jornalistas esportivos do Rio em relação a um único clube, chamado de Vasco da Gama!

Além disso, enviei carta à ESPN Brasil: durante a transmissão do jogo de basquete entre o Vasco e o Biguá o locutor Milton Leite, com sua mania de ser comentarista em vez de locutor, mandou mais uma pérola ao ar. Ao ser focalizado o banco do Vasco e ver várias pessoas de terno e gravata começou ou a falar bobagens sobre a presença de dirigentes em bocas-livres para viajar. O prezado locutor cometeu uma barriga levado pelo preconceito e pelo que é mais imperdoável num jornalista, pela desinformação.

Na Liga Sul-Americana, os participantes do banco, à exceção de jogadores e massagista, são obrigados a usar terno e gravata, como na NBA, sob pena de multa de cerca de US$ 1.000; está no regulamento da competição. Naquele banco só havia um dirigente, o qual viajou às próprias custas. Todos os demais eram participantes da comissão técnica.

Penso que esta campanha sistemática está passando de limites razoáveis e está chegando às raias de patrulhamento. Quando quiserem criticar, pelo menos apurem a verdade.

Por fim, mais uma reportagem do Sr. Ricardo Calazans, do JB, tentando colocar as coisas no elenco de futebol do Vasco de maneira mal-intencionada e tendenciosa, sugerindo que os jogadores do Vasco são apenas subalternos do Romário. Claro está que o objetivo é causar mal-estar no elenco. Por que isto está sempre acontecendo na cobertura deste clube no JB? Antes era o Sr. Márcio Mará, que destilava ódio na cobertura do clube, agora é o Sr. Ricardo Calazans. Só pode ser ordem editorial! Quem estará por detrás desta campanha? Algum anunciante? Com a palavra os responsáveis por estes desatinos!

Jorge Verissimo

 

É brincadeira?

Li um tempo atrás reportagem de O Globo que dizia: Juninho Pernambucano acaba de ganhar o passe de maneira definitiva na Justiça, não cabendo mais ao Vasco nenhum recurso. Com isso o clube teria grande prejuízo financeiro. Na quarta feira passada a advogada do atleta, Gisleine Nunes, disse à Jovem Pan-AM que o jogador está no Lyon, da França, por força de liminar que ela conseguiu na Justiça, mas que a qualquer momento o clube pode cassá-la. E que o mérito da questão ainda não foi julgado. É brincadeira?

Arthur Figueroa

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