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Edição de Marinilda Carvalho
O Domingo (nada) Legal de 9/9 parece estar mesmo virando marco, como previa Alberto Dines. Se o leitor do Observatório já era extremamente atento à baixaria na TV agora, depois do caso Gugu, ficou mais alerta ainda.
Demonstração disso é o bom número de mensagens nesta edição que tratam de programas da TV ou de artigos sobre a TV: 16, num universo de 45 cartas. Beleza!
Olho na TV, leitor!
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Nota da Redação: O Observatório da Imprensa não publica mensagens assinadas com pseudônimo ou iniciais. E se reserva o direito de solicitar ao remetente o número de seu telefone para eventuais checagens de informação. Cartas só serão acolhidas quando claramente identificada sua autoria.
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CONDOMÍNIO ASSOCIADOS
Aécio contesta Noblat
Caro Alberto Dines, cumpre-me o dever de comunicar a nossa perplexidade ao conhecer o conteúdo do artigo do jornalista Ricardo Noblat, publicado no Observatório da Imprensa, quando trata de questões envolvendo o Condomínio Associados e imputa ao governador de Minas Gerais, naquele momento ainda candidato ao Palácio da Liberdade, ação de "corretagem" de publicidade para o jornal Estado de Minas junto ao governo federal.
Esclareço que, em que pese ser legítima a defesa dos veículos de comunicação do estado por parte de lideranças, entre elas Aécio Neves, esta postura jamais foi exercida de forma sub-reptícia ou, no caso em questão, em interesse próprio, como sugere o jornalista.
Sabe muito bem V. Sa que os processos de distribuição dos investimentos publicitários no país tradicionalmente pecam pela alta concentração e pelo não-reconhecimento da eficácia das mídias regionais. É o caso de Minas, cuja participação neste segmento não tem correspondido, historicamente, a seu peso e posicionamento como segundo estado da Federação em geração de riquezas e em população.
Há que se reiterar que esta tem sido uma ação de caráter institucional, como tem sido a defesa da indústria mineira, da nossa agricultura e outras áreas produtivas do estado.
Por último, faz-se necessário lembrar que Aécio Neves não foi eleito governador de Minas Gerais em primeiro turno pelo apoio emprestado por um ou outro veículo de imprensa, mas sim pela vontade de mais de cinco milhões de eleitores que identificaram ser dele o melhor projeto de governo, ancorado por um modelo de desenvolvimento regionalmente mais equilibrado e pela fundamental retomada do crescimento econômico mineiro. Desafios esses compartilhados hoje por todas as áreas produtivas, e em especial pertinentes à comunicação como um todo. Atenciosamente,
Heloisa Neves, assessora de imprensa do governador Aécio Neves
Ricardo Noblat responde
A assessora do governador Aécio Neves é hábil ao manejar as palavras. Mas fica evidente que ela não desmente nada do que eu disse no artigo. Eu disse que Aécio fez corretagem de anúncios para o jornal Estado de Minas quando era candidato a governador. A assessora diz que ele não fez isso "de forma sub-reptícia" ou em "interesse próprio". Ora, eu não sugeri uma coisa nem outra. Apenas disse que ele fez corretagem de anúncio, sim. E que teve o apoio do jornal, sim, para se eleger. Não disse que o jornal o elegeu. Disse que o apoiou. Somente isso. (R.N.)
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Brasil do não-nada
A respeito do artigo "Não atire a primeira pedra", de Rosane L. Ávila (Caderno da Cidadania): a partir da leitura do que vem acontecendo com o brilhante jornalista Ricardo Noblat e da constatação do que não vem acontecendo com determinados políticos por este país afora pode-se questionar, como questionam dois amigos meus que moram fora daqui – a democracia está realmente instalada no Brasil? Existe aqui a tão propalada liberdade de imprensa? Existe espaço, no Brasil, para o jornalista exercer o seu papel? A mídia tem cumprido, neste país, seu papel de serviço público?
Solidarizo-me, mais uma vez, com o jornalista Ricardo Noblat e deixo aqui registrada a minha indignação diante do que vem acontecendo e do que não vem acontecendo neste eterno país do futuro.
Auricélia de P. Rodrigues
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