EXCESSOS DA TV
Gaúchos estigmatizados
O entendimento do procurador (ver na matéria abaixo) legitima
do ponto de vista jurídico – de um operador do direito –
as formas de estigmatização que continuamente vêm
sendo utilizadas pela televisão (e não apenas), tanto
para homoafetivos quanto para negros (que, após muitas reações,
vêm diminuindo), nordestinos, pobres etc. O que resta então
aos discriminados? Apelar ao bispo?
Ao leitor Ed Rosas: por acaso o senhor já teve oportunidade
de refletir sobre o porquê de a televisão apenas retratar
(e sempre de forma inferiorizante, desprestigiosa) essa forma de
exercício da homoafetividade? Ou: por que, até muito
recentemente, o negro em nossos meios de comunicação
apenas eram retratados como empregados subalternos, servis, ignorantes?
Rosalinda Viola
Justiça: Cassetas podem
continuar fazendo piadas com gaúchos e gays (GLS Planet
News <http://glsplanet.terra.com.br/cgi-bin/viewnews.cgi?category=1&id=1066817088
>)
Acaba de ser arquivado o processo contra o programa humorístico
Casseta & Planeta, da TV Globo, que associou os gaúchos
à homossexualidade. A partir de agora, os Cassetas podem
continuar a fazer piada com gaúchos e gays. Na visão
do procurador Paulo Gilberto Leivas, da Procuradoria da República
no Rio Grande do Sul, autor da determinação, a
decisão foi tomada porque ficou entendido que não
havia qualquer prática discriminatória por parte
dos humoristas, nem contra os gaúchos nem contra os homossexuais.
"A questão é que ser chamado de homossexual não
desabona ninguém", avalia. "Isso não pode configurar
nenhum crime; nenhuma conduta, do ponto de vista jurídico,
que possa ser reprovada".
O procurador alega que as pessoas que se sentirem ofendidas
com o teor do programa podem optar por não assisti-lo.
Uma pessoa física havia feito o pedido de que os Cassetas
fossem tirados do ar, além de um ressarcimento por difamação.
Para Leivas, chamar alguém de homossexual não
significa qualquer tipo de afronta. "Ser homossexual não
é doença, não é estar em pecado.
É simplesmente um desejo sexual dirigido a uma pessoa
do mesmo sexo. E não há nada de errado com isso;
nada imoral".
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Band em armas
Gostaria de manifestar meu repúdio à mensagem veiculada
pelo grupo Band (TV Band, Canal 21 e rádios FM e AM), que
é desfavorável ao projeto de desarmamento da população.
Como pode uma mídia comprar uma causa tão anti-popular?
Só pode ter sido feito algum acordo financeiro entre os interessados
pró-armas. De qualquer maneira, é um desserviço
à sociedade.
Luis Fernando Herrmann,
São Paulo
Band em farsa
No dia 19/10 estava verificando os canais de TV quando, para minha
surpresa, na Bandeirantes, no programa Jogo da Vida, apresentado
pela Sra. Márcia Goldschmidt, num quadro uma moça
escrevia a um rapaz procurando declarar seu amor. O rapaz é
um amigo meu de longa data, e a moça, mulher dele há
mais de dois anos. Entrei em contato com a Bandeirantes, e eles
me disseram que sempre checam as informações, de todos
os participantes, aliás, coisa difícil de acreditar.
Só posso concluir que a verdade é que a maior parte
dos programas de televisão apresenta quadros forjados, que
insultam a inteligência dos telespectadores.
Marco Antonio Sales
Cenas chocantes
Chocado fiquei ao assistir a duas cenas de violência na TV
no dia 22 de outubro de 2003. Ambas as cenas não foram
precedidas por um simples comentário que me faria sair da
frente da TV: "São cenas fortes!". Uma foi no Jornal Nacional,
o espancamento de um torcedor por Romário e sua gangue; a
outra foi no Cidade Alerta, o um linchamento de um sujeito
que atropelou algumas pessoas e acabou violentamente atacado por
populares. O sangue jorrava do rosto do homem, e o continuavam agredindo.
Agora que fui obrigado a assistir a estas cenas já sei que
providência tomar: não mais ver estes programas. Mas
fica a pergunta: como vão punir, se é que vão,
os responsáveis por exibi-las num horário em que crianças
estão na sala ?
Darlan Moreira
Indignação no ar
Estudei toda a minha vida em escola pública, apenas no começo
de 2003 ingressei numa escola particular, para cursar ensino superior.
Não tenho nada a diferenciar entre os dois tipos de escola.
A única diferença que sobressai é que na escola
particular os direitos existem e não são respeitados,
pois os próprios alunos não se conscientizam em lutar
por eles e exigi-los. Já na escola pública os alunos
(pode-se dizer) brigam para exigir seus direitos, com abaixo-assinado,
passeata etc., o que falta no ensino privado. Todos nós sabemos
da realidade: muitos, se não a maioria nas escolas privadas,
são pessoas de renda média que trabalham para sustentar
seus estudos e conseguir se formar, e a mídia mostra apenas
o lado bom. Que jornalismo é esse? Não se deve ouvir
os dois lados? Esta não é a regra básica de
um jornal? Seja ele qual for?
Fica no ar a indignação de alunos que lutam por seus
direitos e pela qualidade de ensino também nas escolas privadas,
que têm mais tecnologia, mais verba, muitas vezes (se não
sempre) não utilizadas em prol do aluno.
Viviane Cristina Gomide
da Silva
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