28/10/2003 3/12

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EXCESSOS DA TV
Gaúchos estigmatizados

O entendimento do procurador (ver na matéria abaixo) legitima do ponto de vista jurídico – de um operador do direito – as formas de estigmatização que continuamente vêm sendo utilizadas pela televisão (e não apenas), tanto para homoafetivos quanto para negros (que, após muitas reações, vêm diminuindo), nordestinos, pobres etc. O que resta então aos discriminados? Apelar ao bispo?

Ao leitor Ed Rosas: por acaso o senhor já teve oportunidade de refletir sobre o porquê de a televisão apenas retratar (e sempre de forma inferiorizante, desprestigiosa) essa forma de exercício da homoafetividade? Ou: por que, até muito recentemente, o negro em nossos meios de comunicação apenas eram retratados como empregados subalternos, servis, ignorantes?

Rosalinda Viola


Justiça: Cassetas podem continuar fazendo piadas com gaúchos e gays (GLS Planet News <http://glsplanet.terra.com.br/cgi-bin/viewnews.cgi?category=1&id=1066817088 >)

Acaba de ser arquivado o processo contra o programa humorístico Casseta & Planeta, da TV Globo, que associou os gaúchos à homossexualidade. A partir de agora, os Cassetas podem continuar a fazer piada com gaúchos e gays. Na visão do procurador Paulo Gilberto Leivas, da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul, autor da determinação, a decisão foi tomada porque ficou entendido que não havia qualquer prática discriminatória por parte dos humoristas, nem contra os gaúchos nem contra os homossexuais. "A questão é que ser chamado de homossexual não desabona ninguém", avalia. "Isso não pode configurar nenhum crime; nenhuma conduta, do ponto de vista jurídico, que possa ser reprovada".

O procurador alega que as pessoas que se sentirem ofendidas com o teor do programa podem optar por não assisti-lo. Uma pessoa física havia feito o pedido de que os Cassetas fossem tirados do ar, além de um ressarcimento por difamação. Para Leivas, chamar alguém de homossexual não significa qualquer tipo de afronta. "Ser homossexual não é doença, não é estar em pecado. É simplesmente um desejo sexual dirigido a uma pessoa do mesmo sexo. E não há nada de errado com isso; nada imoral".

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Band em armas

Gostaria de manifestar meu repúdio à mensagem veiculada pelo grupo Band (TV Band, Canal 21 e rádios FM e AM), que é desfavorável ao projeto de desarmamento da população. Como pode uma mídia comprar uma causa tão anti-popular? Só pode ter sido feito algum acordo financeiro entre os interessados pró-armas. De qualquer maneira, é um desserviço à sociedade.

Luis Fernando Herrmann, São Paulo

 

Band em farsa

No dia 19/10 estava verificando os canais de TV quando, para minha surpresa, na Bandeirantes, no programa Jogo da Vida, apresentado pela Sra. Márcia Goldschmidt, num quadro uma moça escrevia a um rapaz procurando declarar seu amor. O rapaz é um amigo meu de longa data, e a moça, mulher dele há mais de dois anos. Entrei em contato com a Bandeirantes, e eles me disseram que sempre checam as informações, de todos os participantes, aliás, coisa difícil de acreditar. Só posso concluir que a verdade é que a maior parte dos programas de televisão apresenta quadros forjados, que insultam a inteligência dos telespectadores.

Marco Antonio Sales

 

Cenas chocantes

Chocado fiquei ao assistir a duas cenas de violência na TV no dia 22 de outubro de 2003. Ambas as cenas não foram precedidas por um simples comentário que me faria sair da frente da TV: "São cenas fortes!". Uma foi no Jornal Nacional, o espancamento de um torcedor por Romário e sua gangue; a outra foi no Cidade Alerta, o um linchamento de um sujeito que atropelou algumas pessoas e acabou violentamente atacado por populares. O sangue jorrava do rosto do homem, e o continuavam agredindo. Agora que fui obrigado a assistir a estas cenas já sei que providência tomar: não mais ver estes programas. Mas fica a pergunta: como vão punir, se é que vão, os responsáveis por exibi-las num horário em que crianças estão na sala ?

Darlan Moreira

 

Indignação no ar

Estudei toda a minha vida em escola pública, apenas no começo de 2003 ingressei numa escola particular, para cursar ensino superior. Não tenho nada a diferenciar entre os dois tipos de escola. A única diferença que sobressai é que na escola particular os direitos existem e não são respeitados, pois os próprios alunos não se conscientizam em lutar por eles e exigi-los. Já na escola pública os alunos (pode-se dizer) brigam para exigir seus direitos, com abaixo-assinado, passeata etc., o que falta no ensino privado. Todos nós sabemos da realidade: muitos, se não a maioria nas escolas privadas, são pessoas de renda média que trabalham para sustentar seus estudos e conseguir se formar, e a mídia mostra apenas o lado bom. Que jornalismo é esse? Não se deve ouvir os dois lados? Esta não é a regra básica de um jornal? Seja ele qual for?

Fica no ar a indignação de alunos que lutam por seus direitos e pela qualidade de ensino também nas escolas privadas, que têm mais tecnologia, mais verba, muitas vezes (se não sempre) não utilizadas em prol do aluno.

Viviane Cristina Gomide da Silva

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A mídia não vê. E não mostra – Pedro Scuro Neto

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