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LINGÜISTAS
Como a inveja corrói...
Enfim, o professor Bagno não conseguiu esconder o porquê desse artigo cretino: o Pasquale é o "Garoto Propaganda do McDonalds" (sic). Ah, como a inveja corrói, destrói e torna indigno o ser humano...
Elso Oliveira Silva
Na USP? Nem pensar!
Eu me interesso pelo estudo de idiomas, especialmente pela filologia, e leciono inglês há vários anos. Não sou conservador em sentido lingüístico, até por influência da minha segunda língua, o inglês, que é mais aberta a mudanças do que o português, e que incorpora palavras estrangeiras com facilidade. Acho que os nossos gramáticos deveriam ser mais flexíveis. Entretanto, lendo o artigo do professor Bagno só consigo perceber despeito, ou quem sabe inveja, visto que atacar sistemática e indiscriminadamente os que pensam de modo diferente é uma tática para se sentir superior. E para parecer superior.
Além disso, o autor detrai do valor de seu texto por usar argumentos falazes. Comparar a gramática tradicional à teoria geocêntrica ou à alquimia é puro exagero; colocar um ponto de interrogação (?) após referir-se a Pasquale Cipro Neto como "consultor de português" é simples provocação ou – pior ainda – desdém, o que não é de nenhum valor argumentativo. O "professor-doutor" Bagno só quer manchar a imagem de um colega professor quando usa expressões como "obscurantista" e "ignorante". Isso não é argumento para alguém que se gaba de usar métodos "científicos"!
Ademais, quando leio a expressão "português ortodoxo", entendo-a como significando simplesmente "português tradicional", e não como "idioma santo, não-herético, não-pecador" (o próprio professor Pasquale reconhece a existência de uma norma culta e da fala popular).
O doutor ainda distorce o artigo de Veja, pois este não diz que o professor Pasquale "não passa de um fenômeno de mídia". A Veja não usa a expressão "não passa de", nem dá a entender algo assim. Mais uma falácia. E, por último, desejo assinalar que "entendo de que" dói nos ouvidos, que "a razão... é muita simples" (penúltimo parágrafo) soa péssima, e que a rede de restaurantes é McDonald's, e não MacDonald's.
Conclusão 1 : Se eu fosse vocês do Observatório não publicaria um texto tão emocional e tão pouco racional.
Conclusão 2 : Não quero estudar Lingüística, especialmente na USP!
Alex Sander Santos
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