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MORDAÇA E CALA-BOCA
Agradeço a sobrevivência
Escrevo para me solidarizar com Alberto Dines. Escrevo por me sentir feliz e orgulhoso de ver nesse "debate" como Dines coloca, ainda que indignado, o que dificulta o ato de escrever com elegância e clareza, a sua inteligência ao lado daquilo que desde a minha infância não via com tanta clareza, isto é, a burrice, sim, a burrice do nosso ex e futuro senador. Quanta estupidez, quanta ignorância. É de doer. De forma que agradeço que os ACM de cá não tenham exterminado os Dines de cá, pois assim a minha esperança de que o que há de mais desenvolvido em nossa combalida espécie possa sobreviver a tanta estupidez. Acho, no entanto, que o Sr. ACM seria incapaz de entender qualquer coisa que não isso que ele nos exibe, infelizmente com orgulho.
Jacques Stifelman
Currículo engrandecido
Caro Dines, receba minha integral solidariedade ao seu posicionamento sobre ACM-Corleone, agora acrescido de Führer ACM. Discordar é próprio da democracia. Aliás, em várias ocasiões, modestamente, este que vos escreve já discordou de suas colocações em gênero, número e grau, o que é normal, e a recíproca provavelmente deve ser verdadeira. Até, de vez em quando, vale expor as discordâncias publicamente. Claro, o samba de uma nota só é muito chato...
Estas observações, decerto, não valem para o Führer ACM-Corleone, que agora está se revelando na velha tecla odiosa do anti-semitismo, claramente exposto na resposta que lhe enviou, o que é intolerável. ACM sempre mamou nas tetas da ditadura e sua vida pública é conhecida dos mediamente informados.
Acho que ser criticado, mesmo no baixo nível, por um ACM, só engrandece o seu currículo. O que se poderia esperar desta excrescência da política brasileira? Um abraço.
Mario Augusto Jakobskind, jornalista
Não sai nunca de moda?
Por que será que esse Brasil velho não sai da moda em definitivo? Estamos todos exauridos... Sempre pagando um ingresso novo, cada vez mais caro, para assistir ao mesmo filme recheado de picuinhas e mais picuinhas. No comando das decisões nacionais, como sempre, meia dúzia de famílias nordestinas com ramificações de norte a sul, de leste a oeste. Representadas na Câmara Federal e Senado por expressiva maioria. Cá dos nossos míseros duzentinhos mensais só nos resta imaginar, ou ver numa Caras de seis meses atrás, como vivem os sanguessugas da política e respectivos agregados nomeados ou concursados na máquina pública, permanentemente aplaudidos por uma encoleirada mídia recebedora de migalhas e promessas. Há 500 anos somos roubados na maior cara dura. Nos transformamos em 60 milhões de esfarrapados, um terço da população... Alguém tem que dizer aos "coronéis" e respectivos lulus que basta, não dá mais! Sob risco da partida de sinuca se transformar num mata-mata.
Ricardo Faria
Omissão compreensível
Gostaria de endossar as palavras do jornalista Chico Bruno e acrescentar que tal prática (a de omissão) é própria de profissionais comprometidos com estas oligarquias tão nefandas e bem representadas pelo Sr. ACM. Aliás, esta atitude de calar diante de fatos desabonadores de grupos que compõem a atual "situação" tem se tornado muito comum para alguns jornalistas. Pois em tempos de unanimidade nacional poucos se dignam a exercer uma postura mais independente sem medo do patrulhamento ideológico, que hoje se abate sobre a boa parte da imprensa nativa.
Quanto aos Srs. ACM e Sarney, acredito que se tivessem um mínimo de senso patriótico já deveriam ter abandonado a vida pública. Pois suas últimas atitudes não condizem com as práticas políticas que o Brasil demanda na atualidade. Ao PT cabe assumir sua responsabilidade de governar para os brasileiros, e não para as suas bases. A campanha política acabou e as bravatas de oposição devem dar lugar a medidas de governo.
Milton Galvão
Anti-semitas baratos
Quero parabenizar Alberto Dines pelas excelentes colocações em todo o affair com ACM e, simultaneamente, prestar meu apoio e solidariedade. Dines não esta só contra esses anti-semitas baratos.
Peter Spett
Caráter amoral
Gostaria de saber se a carta do ACM publicada no JB em 11/1/03 (e aqui também), em "resposta" ao artigo brilhante de Alberto Dines, foi editada. A pergunta se deve ao fato de que em seu artigo seguinte, "O apartheid de herr ACM", se lê: "ACM não pode proclamar impunemente que, por ser judeu, devo conhecer o meu lugar e jamais ultrapassá-lo." Esta afirmação está na carta de ACM? Se a resposta for positiva, por que "editou-se" esta parte da carta que mostraria o verdadeiro caráter amoral de ACM? Abraços e parabéns ao excelente trabalho que realizam,
Roberto Luís Franco
Nota do OI: Prezado leitor, a carta não foi editada. Não haveria por que sê-lo. O "recado" de ACM estava claro.
Leia também
A arianização da imprensa segundo ACM – A.D.
As acusações do senador – L.E.
Mídia cala ante agressão – Chico Bruno
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