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DIPLOMA EM XEQUE
Curso superior com pós
Muitos se insurgem contra a onda, agora com respaldo judicial, que pretende derrubar a obrigatoriedade do diploma. Com efeito, diversas questões não foram respondidas para que se libere o exercício da profissão, mas não vou me prender a elas. Acredito ser essencial firmar o debate em outro norte: a tecnicidade excessiva das faculdades de Jornalismo, permitindo aos seguidores do lead e outras "técnicas" solaparem o talento. Não defendo o jornalismo para os agraciados com dom divinal, mas cansei de ver, desde meus tempos de faculdade, boas formas prevalecerem sobre o bom conteúdo. Afinal, quem escreve melhor sobre economia, o jornalista ou o economista? Fica para o debate uma proposta: jornalismo para quem, após cumprir um curso de graduação qualquer, se habilitar em pós-graduação com as especificidades da área.
André Tury
Até Seu Crêysson
Concordo em número, gênero e grau com o artigo do professor Nilson Lage. A juíza, com a sua decisão, instituiu o vale-tudo, na verdade institucionalizou o vale-tudo, na profissão, a despeito da opinião do "poeta e jornalista Silas Leite" que, se se despisse um pouco de seus preconceitos, veria que há muitos profissionais diplomados de excelente qualidade por aí. Com a decisão dessa juíza, que deve entender tanto de jornalismo quanto eu de fissão nuclear, só nos resta esperar que Seu Crêysson não queira ser jornalista. Se quiser, o caminho está aberto.
Moacir Assunção, jornalista diplomado com orgulho
Diferenças básicas
Apenas dois comentários sobre a réplica do professor Nilson Lage aos meus comentários anteriores:
1) Existe uma diferença, que me parece não exatamente sutil, entre a) ser contra a obrigatoriedade cartorial de um carimbo para declarar alguém apto a exercer uma profissão e b) ser contra a existência de escolas para preparar pessoas para tal fim. Eu me enquadro na categoria a), não na b). Afinal, embora o professor pareça ignorá-lo, há pessoas que estudam porque querem aprender, e não apenas porque o MEC ou o MTb as obriga.
2. Este leitor – que, pelo que parece crer o nobre professor, faz parte daquela "gente que quer tudo fácil, sem esforço, no tapetão, e julga os outros por si mesma" – é bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, turma de 1992, e devidamente registrado no Ministério do Trabalho.
Carlos Martinho
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No Nordeste é outra coisa
Sobre o artigo "Os órfãos do medo": há bons jornalistas que não passaram pela faculdade, mas será que não está na hora de nós, jornalistas, tomarmos uma posição diante da atitude desta juíza? A realidade do Sul/Sudeste do país é diferente da do Nordeste; se deixarmos passar em branco, não sei o que pode acontecer com os profissionais reconhecidos com ou sem diploma nesta região do Brasil.
Cíntia Barreto
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