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MEMÓRIA / LAURO CAMPOS
Sem ética, terra de ninguém
Gostaria de cumprimentar Ivo Lucchesi pelo belo artigo "Lauro Campos – A homenagem que a mídia não fez". Não pertenço a nenhum partido político. Defendo a democracia, o trabalho. Sou uma simples cidadã carioca, brasileira, atuando no universo da música. O permanente estágio de vigília crítica tão bem enfatizado pelo jornalista Alberto Dines sobre a mídia, em seu Observatório da Imprensa, pela TVE-RJ ou na internet, vem proporcionando nova forma de ler jornal, de triar as informações.
O artigo reforça este significado quando questiona a dificuldade da mídia em lidar com o intelectual. Dificuldade, pelo que entendi, de lidar com quem é honrado, trabalhador, discreto, sem desejos de compartilhar sua intimidade, seu lar, sua família, com o público. No meu entendimento a expressão da verdadeira liberdade de existir. Uma de suas frases, "Que razão obscura insiste em lançar ao ostracismo aquele que criticamente se posiciona?", me levou a comentar. A meu ver, todo intelectual, em todas as áreas do saber, se posiciona. É independente, em seu modo de existir, porque pensa, procura ler, se aprimorar, vivenciar as coisas para escrever suas frases, suas teses, trabalhar, enfim, por seu ideal, transmiti-lo e compartilhá-lo com a sociedade.
Ele não se esconde, nem é dono da verdade. O brasileiro está acostumado a se posicionar? Além dos artigos de seu consumo? Já ouvi diversas opiniões estranhas, a propósito da consciência crítica, do tipo "posso perder o emprego, para que se preocupar em pensar sobre estas coisas, relax, no stress, sempre foi assim, vá se acostumando, é daí para pior...".
Gostaria muito que, em futuro breve, nos fossem respondidas todas as suas importantes perguntas sobre o divórcio entre a mídia e o intelectual. O boicote ao surgimento de novos talentos em todos os segmentos da sociedade pode ser temperado com o melhor do jornalismo. Trabalho árduo, eterno, mas profícuo. Suas sementes germinarão. O processo da consciência crítica deve ser mantido porque é cidadania, é ecologia, é democracia. Democracia sem consciência crítica, sem ética, é terra de ninguém.
Claudia Nunes
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FOLHA vs. SABATO
Um pingo num i
Relativo ao artigo "Quando o jornal deforma ou desinforma", de Ivo Lucchesi, gostaria de notar que Gilda Korff Dieguez, que ele cita em seu texto como autora de uma das várias resenhas que o livro O escritor e seus fantasmas, é sua esposa. Além disso, os dois são autores de um estudo sobre a obra de Caetano Veloso, entre outros. Nada disso, é claro, invalida os perfeitos argumentos expostos no artigo citado. Apenas questão de transparência.
Douglas McMillan
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Quando o jornal deforma ou desinforma – Ivo Lucchesi
RADIOBRÁS
Imprensa vassala
Excelente. Fala-se tanto em liberdade de imprensa... Pena que ela nunca ocorra. A imprensa continua vassala do capitalismo. Veja agora a sórdida campanha de Renato Machado e Miriam Leitão contra Hugo Chávez. No programa de segunda-feira a entrevista de Chávez abafou: a cena foi fortíssima. Em seqüência os dois ficaram a murmurar contra a presença de oficiais fardados na entrevista e a queixa de Chávez contra a Globo. A meta dessa emissora é a imbecilização total do povo. Hoje o chanceler ficou em cima do muro. O Brasil está se preparando para herdar o papel de Judas da América Latina que sempre coube à Argentina. O primeiro traído será Chávez, com muita paz e amor.
Roberto R. Baldino, Uergs, Guaíba, RS
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