A PEGADINHA DO ANO
Comunicóloga protesta
A matéria está interessante mesmo. Mas bater nos comunicólogos! Tem dó. Assim o autor generaliza e deforma o real. Gostaria de propor que o autor nomeasse, fornecesse uma crítica com exemplos, porque como comunicóloga e orientadora de trabalhos acadêmicos nunca pedi aspas, e tem um tanto de colegas que também nunca pediu. O que me parece é que o autor deixou de ver o lado, por exemplo, da insensibilidade do MEC para dialogar sobre os problemas das nossas escolas frente à depreciação científica do jornalismo; acho que é um trauma pessoal do autor.
O trecho a que me refiro é o seguinte:
"A nova modalidade de jornalismo não caiu do céu. Os comunicólogos que nas fábricas de diploma formam jornalistas e assessores de imprensa não estão interessados em que seus alunos façam pesquisas nas bibliotecas ou na internet. Querem aspas. Se o trabalho de fim do semestre ou fim do curso não tiver aspas, bomba neles".
Jussara R. Araújo, comunicóloga, jornalista, professora-pesquisadora
Tudo é trote
Não há pegadinhas demais na vida do paulistano? Tudo é motivo para trote. Fica difícil saber onde pode estar a verdade.
Silvia Gois
No mínimo ingênuo
Entendo que muitos magoados ficaram, porém quem se presta a acreditar em tal noticia é no mínimo ingênuo, e quem a critica é um despreparado, pois se é jornalista devia ter o bom tom de se ater aos detalhes da entrevista, bastando isto para se ver que era pura jogada ou brincadeira, e, com o devido respeito aos comediantes, esta foi de rachar a taquara. Os que hoje malham são os que ontem não tiveram esta notícia.
Benedito Romualdo
Levando a sério
Vocês não acham que é gastar muito papel e tinta (no caso, tempo e bites) com assunto tão banal? O incrível nessa polêmica é que o indigitado editor-interino leva-se a sério, bem como à alienante publicação que alimenta as pobres mentes desse país desdentado e analfabeto.
Orlando Maretti, jornalista
Debate inflamado
Fiquei surpreso e preocupado com a réplica do Alberto Dines à crítica do Edson Rossi sobre a forma como foi tratada a matéria da Contigo! no Observatório da Imprensa. A priori, a defesa parece razoável, talvez um pouco inflamada, porém dentro da civilidade. Já o Dines, em vez de contrapor argumentos, utiliza os termos "falta de hombridade", de "decência" e de "caráter" com alguma liberalidade. Ou seria leviandade? Quero de antemão deixar claro que não tenho qualquer interesse pessoal no assunto, e sequer conheço pessoalmente os debatedores.
Carlos Landini
Em respeito ao leitor?
Assim como o Big Brother Brasil, Casa dos Artistas foi nada mais, nada menos do que um festival de "besteirol", de anticultura, de antiarte. Onde a ficção imitou a vida real. Um espelho da vulgaridade e banalidade em que se transformou a vida de milhões de criaturas de todos os níveis culturais, sociais. Analfabetos ou não, graduados ou não, não escapou quase ninguém na volta ao planeta dos macacos. "É que a televisão me deixou muito burro, burro demais" (Titãs). E ainda se diz que se faz isso em respeito ao leitor da revista?!
Benjamin Ribeiro
O mérito da questão
Sem, neste momento, entrar no mérito da questão, observo apenas que o Sr. Dines foi desrespeitoso com o profissional do outro lado da linha. Enquanto este tentou fazer debate sobre critérios jornalísticos, aquele foi deselegante. Além de equivocado. Atenciosamente,
Vitor Nuzzi
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A.D. responde
DIPLOMA EM XEQUE
Situação embaraçosa
Espero a interpretação de alguém que realmente entenda do assunto. Vi que a Fenaj e o SJPSP apresentaram no recurso no dia 21/7, que foi distribuído no dia 22/7 e julgado em regime de urgência em 23/07. A Fenaj fica desobrigada de expedir carteiras profissionais a quem obtiver ou obteve o registro sem diploma no Ministério do Trabalho. A sentença da juíza federal Alda Basto, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, livra a Fenaj da multa, mas também mantém uma situação embaraçosa: os registros já expedidos continuam em vigor, pois a desembargadora não os cancelou. Apenas a Fenaj terá o direito de divulgar os nomes de quem obteve o registro dessa maneira.
O Ministério do Trabalho continua obrigado a expedir novos registros de jornalistas a quem quiser, porque a sentença da juíza Carla Rister, da 16º Vara Cível, continua valendo na íntegra, uma vez que a decisão agravada naquele caso não era a sentença que liberou a concessão de registro, mas uma que obriga a Fenaj a emitir as carteiras de jornalistas a todos os registrados no Ministério do Trabalho.
Sou contra a exigência do diploma, não dá para que qualquer um o tenha, como determinou a sentença da juíza. É necessário comprovar condição de exercer a atividade jornalística, e esse direito não deveria ser dado a qualquer um. Não concordo é com a idéia de que é jornalista capacitado quem tem diploma, e de que é incapaz quem não o tem.
Ivanna Fabiani