FALSIFICAÇÃO ELETRÔNICA
Fraude Porcina
Estou lendo a "fraude Porcina", a que era sem nunca ter sido, não é assim a personagem famosa do Dias Gomes no Roque Santeiro? Já disse a Alberto Dines e a Luiz Egypto que vou fazer o verbete "pilantra" para a minha coluna de etimologia na Caras e me servir do caso para ilustrar o verbete. O peste deixou-nos a todos sob suspeita! Deu uma trabalheira, sô! Servindo-me de linguagem bíblica, "vós fostes perfeitos em vossos caminhos". Mas andamos todos à beira de um abismo, hein!
Deonísio da Silva
Primeiro ensinamento
Meu conhecimento e respeito pela coerência e caráter de Lúcio Flávio, há décadas, como jornalista da terra e colega da Universidade Federal do Pará, assim como minha apreciação sobre sua qualidade e estilo de fazer jornalismo, me fazem duvidar que ele seja, de fato, o autor do artigo em seu nome enviado ao Observatório.
Imagino que o OI, antes de dar guarida a tão ingênua e rastreável fraude, deveria aplicar o ensinamento número um em casos como este: apurar. É a minha expectativa pessoal e de homem público, em nome da decência e da cidadania neste país. Atenciosamente,
Alex Fiúza de Mello, reitor da Universidade Federal do Pará
Modesta solidariedade
Safadeza tentarem picaretear vocês. Contem com minha modesta solidariedade.
Carlos Balista
Descabido constrangimento
É um triste primor de tergiversação o comentário de Alberto Dines sobre o episódio de falsificação eletrônica narrado na edição anterior. Co-autor dos sucessivos e graves erros de encaminhamento da questão, caberia a ele, no mínimo, explícito pedido de desculpas aos quatro jornalistas submetidos ao descabido constrangimento de ter que provar o que um falsário afirmou em e-mail fraudado. Desculpas que deveriam ser humildes no caso do jornalista Lúcio Flávio Pinto – vítima maior da patacoada. O que se vê, ao contrário, são elogios à comédia de erros, o que não honra os princípios deste OI.
Luiz Maklouf, jornalista, São Paulo, editor do site Profissão:repórter
Versão insatisfatória
Felizmente tive acesso aos documentos que suscitaram o atrito entre Lúcio Flávio Pinto e este OI, durante o desenrolar dos fatos e antes que a última edição fosse publicada. E o que fica da leitura do dossiê é a incongruência entre o que aconteceu e o que foi apresentado ao público na última edição. Quem ler (e é bom que se publique, uma vez que o OI deu destaque ao caso) a correspondência entre o jornalista e o OI não pode chegar às conclusões que os editores chegaram. A versão apresentada ao público é insatisfatória, principalmente no que diz respeito aos procedimentos éticos e investigativos do OI e à auto-promoção feita às custas de terceiros. Francamente, senhor editor, a heroína da estória, a pessoa que desvendou a fraude, é Andréa Margit, e não o OI, por um simples motivo: foi a única pessoa que teve o bom senso de procurar Lúcio Flávio Pinto e perguntar pessoalmente a ele se realmente escreveu o malfadado artigo. Este foi o ponto crítico da estória, a partir do qual a fraude foi descoberta e com o qual o fraudador não contava.
As perguntas que ficam nesse caso são: quais as intenções do OI para encenar o julgamento de um jornalista respeitado por um fato que sequer aconteceu? Quem foi o maior beneficiado dessa estória? (Certamente não foi o OI e nem o público.) Por que expor publicamente o nome de um jornalista por motivo tão torpe? Que utilidade pública, que serventia tem tamanha sordidez? E até que ponto o que leio semanalmente no OI é matéria de ficção?
Nelson Sanjad, jornalista, Belém
Primeiro mandamento
Externo aqui minha indignação pela falta de profissionalismo de alguns, pela malandragem de outros... a "checagem" da informação é tão importante para o jornalismo como o primeiro mandamento bíblico: amarás teu Deus sobre todas as coisas. Portanto é um absurdo que ainda exista esse tipo de falha no tratamento da informação para ser jogada ao público!
Polyana Fialho
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