29/07/2003 10/10

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SAÍDAS PARA A MÍDIA
Jornal do metrô

Temos aqui no Brasil, em São Paulo, o Metrô News, que circula de segunda a sexta-feira com 120 mil exemplares já há 27 anos.

Antonio Carlos Baumann

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O preço da realidade – Luciano Martins Costa

 

DOM MAURO MORELLI
Mesmice e omissão

Procurei neste Observatório alguma matéria sobre o acidente do bispo da Diocese de Duque de Caxias (RJ), D. Mauro Morelli, que sofreu acidente de carro no sábado (19/7), e a cobertura que a mídia fez. Pelo que assisti na TV (Globo, TVE), nada foi dito das circunstâncias do acidente, nenhuma suíte, nada sobre as condições das nossas rodovias. É uma pena, pois um acidente destes, com uma pessoa tão importante, poderia sensibilizar a opinião pública, os políticos, de que nossas estradas, por elas próprias, tornaram-se as maiores causadoras de acidentes fatais. E que não é mais possível conviver com esta calamidade, com este desrespeito por parte do Estado, este atentado à vida, que também prejudica a economia, transportes etc. Sempre a culpa é do contribuinte, do álcool, da velocidade, da conservação do carro, do sono.

Quando a mídia vai cobrar do Estado sua contrapartida nos investimentos dos nossos tributos? Acho que a mídia perdeu uma excelente oportunidade de ir além da UTI. O carro de D. Mauro caiu numa vala no meio da pista, acho que uma obra de manutenção, pelo que vi na TV – filmaram uma vala de concreto armado, de uns 60 cm ou mais, e o carro lá, pateticamente amassado, como se seu condutor tivesse batido numa parede. Tinha sinalização? A matéria nem se preocupou com isso. Os jornais poderiam, mas neles só li as mesmas informações da TV.

Então os jornais estão demitindo pessoas? Vendem pouco? Por que será?

Alexssandro Loyola

 

ASSESSOR & JORNALISTA
Separar as águas

O Brasil, tão grande e tão pequeno! Em seu avô Portugal, pelo menos teoricamente, há muito deixou de haver confusão entre jornalista, assessor de imprensa, técnico de relações públicas ou de marketing e publicidade. O exercício do jornalismo é inconfundível com as demais actividades. E se o jornalista passa a fronteira, deve entregar a carteira profissional. Isto não quer dizer que não haja contrabando e contrabandistas. Mas quando acontece de forma descarada, não falta quem ponha a boca no trombone (há muitos exemplos) e o Sindicato dos Jornalistas intervém, normalmente por intermédio do respectivo Conselho Deontológico. Que ainda se discuta se o jornalista pode ou não ser assessor, desculpem lá, mas é coisa de terceiro mundo, inteiramente indigna de um país como o Brasil, em forte desenvolvimento e com aspirações a entrar no grupo das grandes potências mundiais. Não percebo como é que os sindicatos brasileiros aparam essa jogada e colaboram na barafunda, a não ser pelo medo de perder associados e ver baixar os cifrões da quotização.

Mas do mal o menos: é bom que o debate tenha sido aberto, desde que não se fique pelo blá-blá. É urgente separar as águas, a bem de todos: dos jornalistas, em reforço da sua credibilidade; do público, que precisa cada vez mais que não lhe impinjam gato por lebre; dos assessores, que devem remeter-se ao papel que lhes compete, ou seja de fontes de informação; dos técnicos de marketing e de publicidade, cujo objectivo não é a notícia mas a promoção de imagem ou a venda de um produto. E ponto final.

Acácio Barradas, jornalista e sindicalista em Lisboa

 

O tratamento da informação

Grande Chico Sant’Anna, belo artigo. Um debate, para ser produtivo, tem que ser baseado em informações. Muita gente fala muita coisa por aí de ouviu falar: não sei quem acha isso, fulano acha aquilo e beltrano ainda está procurando achar alguma coisa. Informação! Você voltou a colocar no centro do debate o que realmente define o papel do repórter e do assessor de imprensa. Ambos têm como matriz energética profissional a informação. E ambos tratam a informação de modo muito peculiar, muito diferente do tratamento que um publicitário dá à informação. E aí vamos nós. O debate é bom e precisa ser aprofundado com mais informação.

Joaquim Nogales

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Um debate sem fim? – Chico Sant’Anna

 

E-NOTÍCIAS
Para Caras

Eu fico pasma (pasmada, como diz um amigo meu) com a pretensão do artigo, enquanto o tal blogueiro, signatário do texto, parece mesmo querer os flashes sobre o seu próprio blog... deprimente vocês publicarem isso. Logo no Observatório? Por que não mandaram para Caras e afins? Achei que vocês, pelo nível do programa da TVE-RJ (minha preferida, diga-se de passagem), tivessem mais critério nas escolhas – o que não significa ausência de democracia. Lamentável, é tudo que deve ser dito.

Acho que agora entendi... Comparando este artigo sobre a coletiva web com o outro, infeliz, sobre blogs, tenho a impressão de que os jornalistas estão achando que blog é exclusivo da sua própria comunidade, não é isso? "Jornalistas são os donos dos blogs", deve ser a manchete a estar próxima... rsss... Tristeza!

Regina Coe

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