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Edição de Marinilda Carvalho
Preciosa a informação do leitor Leonardo Ayres, de Belo Horizonte: em carta infelizmente curtinha ele conta que a Assembléia de Minas cortou as verbas publicitárias do Estado de Minas. Poucos dias depois, o jornal publicou a impressionante denúncia sobre os salários de deputados e assessores legislativos, matéria que repercutiu em toda a imprensa.
O tema dá asas à imaginação. Como terá rolado a coisa? A decisão de fazer a matéria foi do dono ou do editor? "Ah, cortaram nossos anúncios, é? Então nos aguardem!" E como teriam reagido os repórteres encarregados da cobertura? Saíram felizes atrás da informação ou envergonhados por causa do mico? Afinal, salários tão escandalosos não podem ter sido criados no mês passado, são com certeza um fato notório no estado de Minas Gerais. E por que nada se falava antes? Ou se falava e não repercutia no resto do país?
Eis aí uma bela pauta. Alguém se habilita a contar a história?
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PÃO DE QUEIJO
Promiscuidade
Não sei se é do conhecimento do OI, mas uma semana antes da denúncia do Estado de Minas a Assembléia havia cortado as verbas publicitárias destinadas ao jornal. Não que isso faça com que a matéria perca valor jornalístico – o salário dos deputados era realmente um absurdo –, mas deixa explícita a relação entre imprensa e governo. Isso ocorre mais explicitamente em jornais municipais e regionais, mas pode ser igualmente observado em jornais de âmbito nacional.
Leonardo Ayres
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