2/7

Procure no arquivo

MÍDIA E CREDIBILIDADE
Desconfiança explicada

Jornalistas são chamados a debater sobre os índices de credibilidade da imprensa, e ficamos sabendo que:

** O nível atingido, 15% de aprovação, é excepcional (pasmem, de bom).

** A culpa da credibilidade das rádios ser ainda mais baixa é das rádios-pirata.

** A pesquisa não tem nenhum valor científico porque em São Paulo temos quatro rádios que fazem verdadeiro jornalismo.

** O fato de a IstoÉ basear uma bombástica capa em fitas falsas, e a Veja cometer "deslize" siamês, é mera escorregadela.

** Os meios de comunicação competem entre si, e isto freia o sensacionalismo.

** Por fim, o fato de a imprensa publicar na primeira página a notícia do seqüestro de pessoas famosas se consubstancia na prerrogativa de não dar privilégios aos "bandidos" (claro).

Agora entendi por que entre 20 brasileiros apenas três confiam na imprensa.

Marcelo Graça. Fortes, advogado



Universo limitado

Muito interessante a matéria de Alberto Dines sobre a pesquisa acerca da confiabilidade da imprensa. Entretanto, o autor parece esquecer-se justamente disso: de que a pesquisa foi veiculada por alguns jornais. Se nenhum motivo aparente, Dines considera a mídia como um todo baseado apenas na atitude de três jornais. Aqui em Recife, por exemplo, não lembro de ter visto menção a esta pesquisa.

João Ricardo Oliveira



Eu me adoro

A coisa não fica só na editoria de Política. Na de Esportes a atitude é corriqueira, a Globo não fala das Fórmulas Indy – são duas mesmo – nem Record e Bandeirantes da F-l. Esse tipo de atitude anda se escancarando, na medida que a colegagem tem feito a mesma coisa com o engajamento político. Coisas que os leitores, leigos, só "sentiam", agora percebem.

O comentário sobre a Folha achar que é notícia o que ela vai noticiar faz lembrar a crônica do Verissimo de dias atrás, da mulher que considerava a chegada da primavera o dia em que sua cadela ou gatinho fazia não sei o quê. A partir daí era primavera, mesmo que estivesse nevando... Parece que o Verissimo estava se referindo ao Jader – se já fizer vários dias que a crônica saiu – ou ao Maluf.

E trocar as matérias desse site uma vez por semana é muito pouco. Já basta essa "folga" com o programa da TV, que também é só uma vez na semana.

Thomaz Figueiredo Magalhães



Necessário despertar

Parabéns pelo sempre impecável trabalho realizado pelo Observatório da Imprensa. Muito obrigada pela honestidade de intenções. Sei que isso deveria ser uma norma. Mas, não é. Portanto, cabe aqui este meu agradecimento. Aproveito e pergunto: não estaria na hora de o Observatório ocupar um espaço maior, deixar de ser tão segmentado? Digo isso porque não há, nesse momento de precipício moral e cultural em que se encontra o país, algo mais relevante do que despertar na sociedade o espírito crítico em relação à imprensa. "Eles", os donos da imprensa (que hoje em dia virou mídia, esse vírus que mutila a informação), pensam que não dá mais tempo. Eles contam com a nossa inércia, com seus serviços de assinatura etc. Mas eu acho que essa anemia tem cura. Não há muita gente interessada em investir em projeto como o de vocês, infelizmente (e isso faz parte da patologia vigente), porém, para amortizar despesas que tal recrutar voluntários?

Eu me habilito. Eu me nego a cruzar os braços. Eu me nego a agüentar a cara do Falabella em tudo o que é lugar, inclusive na página inicial do iG, a ver a guerra dominical entre Gugu e Faustão ser levada a sério, como se disso dependesse a segurança da nação, a ver a realidade dos fatos ser apurada entre dois pólos tão discutíveis quanto um ACM e um Jader Barbalho.

Pensem a respeito. Defender a qualidade da informação é tarefa tão louvável quanto prestar serviços em projetos sociais.

Mazé C. Manzamo


Leia também

"Diga, pesquisa minha, há alguém mais confiável do que eu?" – Alberto Dines



                                Mande-nos seu comentário




Observatório | Índice da edição | Busca
Objetivos | Purposes | Edições anteriores
Modo de Usar | Banca | Jornalistas na Net | Equipe