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ABC DO JORNALISMO
Metodologia de convivência
Não me causa nenhuma perplexidade as incursões do nosso presidente pelo mundo da "crítica generalista". Foi assim com a política externa, com as parcerias inusitadas e despropositadas, diga-se. Foi assim com as artes e a cultura em geral, por onde andou.
Pena que o despropósito se transforme em metodologia de convivência e que tudo o que pensa acerca da imprensa nacional seja, efetivamente, o que vive com ela. Pena maior porque consegue juntar todos num mesmo saco.
Resta-nos o Observatório para funcionar como leme deste "barco à deriva" que cada vez mais se descaracteriza. Saudações noticiosas.
José Pessoa Martinez
Conselho crítico
Alberto Dines, ato falho ou não do presidente, o conselho é crítico: à imprensa compete procurar aquilo que não se quer (o governo) publicar. Pois aquilo que se quer publicar é, regra geral, mera publicidade. Ou não é?
Luiz Paulo Santana
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HORROR BANAL
Postura de vigilância
Esse comportamento acontece dia e noite no que tange à manifestação de preconceito de qualquer tipo: está entranhado na cultura e esta, como sabemos, profundamente entranhada em cada um de nós. Tomar consciência disso é o primeiro passo. Aboli, por exemplo, as piadas que reforçam quaisquer tipos de preconceitos. Passei a não achar graça nisso. É uma atitude de vigilância que, aos poucos, começou a tornar-se automática, na medida em que eu a exercitava.
Os profissionais de mídia e todos os que são responsáveis por qualquer tipo de comunicação (professores, palestrantes, escritores – exceto, naturalmente, quando se tratar da obra e seu contexto – etc.), sem dúvida, devem se esforçar para a aquisição dessa autovigilância crítica, único meio de combater a praga. Não há dúvida de que admitir uma exceção que seja, uma única, significa transigir para que tal estado de coisas se perpetue. Cada piada sobre o negro, o homossexual, o oriental, o português etc., reforça e perpetua o preconceito cultural, dificultando a tomada de consciência e a mudança.
Luiz Paulo Santana
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