OBRIGADO, OBRIGADO
Rever atitudes
Desejo a toda equipe responsável pelo Observatório da Imprensa que o papel de analisar e criticar a produção dos jornalistas, veiculada pela mídia, seja realizado com a mesma coragem que marcou este ano. Num momento em que a profissão de jornalista é alvo de uma decisão que pode produzir sérias conseqüências, é preciso não apenas lutar pela sobrevivência, mas também rever atitudes. Nesse contexto, o Observatório é mais que um site ou um programa de TV: é a oportunidade de estarmos todos, jornalistas e leitores, num ciclo de múltiplas reflexões, fazendo um intercâmbio de opiniões e experiências. Obrigada pela existência.
Nádia Almeida, jornalista e leitora assídua
Rico e expressivo
Parabéns! Pelo trabalho do Observatório e também a Luiz Weis, pelo brilhante texto. Peço licença para utilizar o artigo "Cuidado com a picada da anaconda" como texto-objeto de análise num trabalho acadêmico (curso de Direito), sobre comunicação e linguagem no Direito – Figuras de estilo. Achei o texto muito apropriado, por sua riqueza em figuras de linguagem e estilo, além de excelente em expressividade.
Marcos Sílvio, Patos de Minas, MG
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Cuidado com a picada da anaconda - Luiz Weis
Como sempre
Como sempre nosso mestre Lage com sua lógica ilogicamente humana... profunda e pertinente.
Araci Hack Catapan, professora-doutora UFSC
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A
verdade cortada em bifes – Nilson Lage
Me engana que eu gosto
A mídia à beira da morte para sobreviver no ibope agarra-se ao sensacionalismo, à desinformação, à deseducação. A maior vítima da baixaria é o crédulo cidadão comum.
O sensacionalismo presta um desserviço a uma sociedade órfã do conhecimento e da verdade. Mentiras, meias verdades, enganação... um desrespeito e uma afronta, não só à causa social do jornalismo, como principalmente ao ingênuo telespectador que sofre repetidas lavagens cerebrais (em seu próprio lar ou fora dele).
O descompromisso com a verdade é tão repugnante quanto perigoso. E o que se pode esperar de quem fica de "namorico" com a mídia para tê-la nas mãos? De quem convidou celebridades especialistas em manipulação e enganação (que fazem de palhaços até miseráveis, dia e noite, para sobreviver ou alçar vôos maiores no ibope) para almoçar e discutir assuntos tão importantes para a nação, como a Reforma da Previdência, por exemplo?
Creio também que os holofotes (de um irresponsável e incompetente apresentador, um lobo que posa de cordeiro) daquele Domingo Ilegal fizeram apologia ao crime. (...) Então, se eu quero continuar fantasiando, me enganando, me entorpecendo, levo a sério Brasil Urgente, Hora da Verdade, Brasil Alerta, Programa Silvio Santos, a novela das 8 e outras aberrações podres da industria do processo de desconstrução da informação.
Agora, se eu não quero ser mais uma das vítimas de pegadinhas e começar a me informar para pensar e entender o que está acontecendo, para reagir, leio, assisto aos debates do Observatório da Imprensa. Para nunca mais ler jornal e ver TV do mesmo jeito.
Só assim poderemos começar a mudar a cara do Brasil, transformando-o num lugar bem melhor para se viver, enxergando aqui um futuro para nós, nossos filhos e netos. Sendo os agentes de nosso próprio desenvolvimento. Temos um país de dimensões continentais para elevar a auto-estima, descolonizar, deselitizar.
A esperança pode vencer o medo. Vamos dizer não a todos os pinóquios.
Benjamim Rondinelli Ribeiro
Um dos melhores!
Maravilha de artigo! Um dos melhores que já vi no Observatório. Parabéns!
Marcello Sudoh
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À procura de um novo modelo – Carlos Alberto de Almeida