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MÍDIA E ELEIÇÕES
A Globo, isenta?
A respeito da isenção dos meios Globo de comunicação, acho que a manipulação nas eleições se tornou menos evidente, mas de maneira nenhuma acabou. Como exemplo, lembremos quando Lula afirmou que, se eleito, tentaria diminuir as alíquotas de Imposto de Renda dos assalariados, e aumentaria a dos grandes rendimentos. Seria um procedimento totalmente razoável (usado há décadas na Europa Ocidental), já que para os critérios da nossa Receita Federal o assalariado, pai de família, que ganha R$ 3 mil por mês é considerado "rico", e paga a mesma percentagem do cantor sertanejo ou do banqueiro que faturam R$ 100 mil em uma noite.
Mas a proposta petista foi considerada pecado mortal na mídia, especialmente no noticiário da TV Globo. Durante alguns dias, a idéia foi totalmente deturpada e bombardeada, apresentada como aumento geral de impostos, e não justiça tributária. Depois, o tema relevante da vida brasileira, que é a reforma tributária, voltou ao tratamento pasteurizado e raso.
Nunca é demais recordar as fotos e imagens dos candidatos Lula e Collor em 1988, na TV e no jornal O Globo: Collor sempre altivo e determinado, enquanto Lula só era mostrado com o semblante preocupado ou alienado. Só faltava clicá-lo com o dedo no nariz, daria uma boa foto de capa...
Luiz Eduardo Amaral
Ciro boicotado
Na semana de 14 a 21/7 assisti ao telejornal da Record três vezes: na quarta-feira, na quinta-feira e no sábado. Nestes três programas pude notar que o candidato Ciro Gomes saiu prejudicado em pelo menos um aspecto de edição: durante o giro pelo dia de cada um dos quatro principais candidatos, Ciro foi o único que mereceu somente uma nota lida pelo apresentador, enquanto os outros tiveram direito a cabeça de matéria e a matéria propriamente dita.
Costumo assistir a esse telejornal, porém não pude vê-lo todos os dias da semana passada. De forma que não pude asseverar a suspeita de que alguma forma de boicote estaria havendo. Mas foi no mínimo estranho que ao candidato em segundo lugar nas pesquisas – posição alcançada uma semana antes – fosse dado menos tempo no ar do que ao quarto colocado.
Mas hoje, segunda-feira, 22/7, já não posso mais acreditar que se trata de coincidência. O evento se repetiu – Ciro foi o único candidato com direito apenas a imagem atrás do apresentador, na vinheta.
Não bastasse, no mesmo dia, uma entrevista com o candidato Anthony Garotinho, na qual o jornalista Boris Casoy, espero que constrangido, deixou-o bastante à vontade para falar de seu programa de governo e de Jesus. Se o texto de Luiz Weis "William Bonner para Presidente" (mesmo título de outro texto, do Luis Fernando Verissimo) para esse Observatório comemorava o desempenho de boxeador do jornalista global, pode agora servir para ilustrar os pecados que o Sr. Boris Casoy cometeu ao deixar passar em branco tanta abobrinha.
Alexandre Bandeira
Serra favorecido
O papel que a Globo está desempenhando nessas eleições, realmente, é digno de reconhecimento. Deixar o cidadão informado sobre os candidatos à presidência, em entrevistas, possibilita o eleitor conhecer mais aqueles que pretendem representar nosso país.
Porém, ouvi na Rádio Jovem Pan que a entrevista do candidato José Serra teve a duração de 11 minutos e 52 segundos, quase 12 minutos, sendo que todas as entrevistas deveriam durar 10 minutos, com 30 segundos de tolerância. Não sei se o fato é verdadeiro, mas fica aí a dúvida sobre se a Globo estaria, novamente, favorecendo um candidato que se adequa aos seus interesses.
Juliana Freire, estudante de Jornalismo do UniCeub
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Globo exibe potencial de responsabilidades na TV – Alberto Dines
Opinião sem influência
Não me recordo de um fato histórico que tenha sido motivado por um artista. Ainda mais o humorista que, trabalhando sobre o burlesco, parece não influenciar o leitor suficientemente para produzir posicionamento político. Tiro por mim e pela realidade que tem mostrado, recentemente, que o que produziu mudança social, a partir do jornalismo, não o produziu a partir das páginas de humor. Se assim fosse, bastariam nossos Verissimos e Millôres para termos uma sociedade mais justa e racional.
Wellington Gouvêa
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O Globo tem opinião na primeira página – A.D.
Manipulação denunciada
Quando uma unanimidade burra ou oportunista apontava o jornalismo global como exemplar na cobertura das eleições, o artigo do professor Gilson Caroni recoloca brilhantemente as manipulações feitas pela emissora. De parabéns o Observatório por abrigar pessoas tão qualificadas para abrir os olhos dos mais bobos.
Beatriz Avner Pimenta, estudante de Jornalismo, Belo Horizonte
Melhor ver um desenho
É melhor passar o período pré-eleitoral não assistindo à Rede Globo. O que se engendra ali é cruel. Melhor desligar a televisão ou assistir a um desenho.
Luís Passos, Blumenau, SC
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Balancete à procura de um gestor – Gilson Caroni Filho
Só se for do PT
Nas denúncias de corrupção, mesmo não comprovadas, sendo apenas suspeitas, veículos de imprensa, notadamente a TV Globo, fazem questão de deixar claro o partido do envolvido, como é o caso recente da Prefeitura de Santo André. Na maioria dos casos, entretanto, nunca é informado o nome do partido. No Fantástico, por exemplo, três prefeituras foram acusadas de irregularidades escandalosas. Pesquisei na internet e descobri que uma é do PDT [Ciro], uma do PPB e outra do PSDB [FHC e Serra]. Existe alguma explicação para isso?
Luciano Pasqualini, gerente de Sistemas, São Paulo
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