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MST & CANUDOS
Futuro promissor

Não podemos esperar que a imprensa cubra tudo. Por isso precisamos de futuros jornalistas como este, que nos trazem a verdadeira face das noticias. Breno, continue assim, seu futuro é promissor e grandioso.

Roger Eisinger

 

Futuro promissor – II

Muito bom este texto! É muito melhor saber como estão pensando os futuros jornalistas e articuladores da mídia!

Daniel Luz

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Imprensa não evoluiu em 100 anos – Breno Menini

 

MÍDIA & TRANSGÊNICOS
Resposta ao "Albieri" arrependido

Caro "Albieri", muito comovente seu mea-culpa. Muito boa sua argumentação, contrapondo "arte e sua promessa de liberdade ao espírito humano" ao espírito direitista e uniformizador encarnado em conglomerados como a Nike e a Coca-Cola. Não sei até que ponto conseguirei apaziguar tamanha culpa, mas lhe garanto que não será por meio de sua arte que Eduardo Kac derrubará instituições tão bem consolidadas. Arrisco até a dizer que muito pelo contrário: sua atuação será preciosa na banalização de "coisas" como manipulação genética. Não é excitante pensar em cada lar com sua Dolly, na cor, tamanho e formato especificados no pedido?

Fique tranqüilo: o tipo de arte por ele desenvolvida não suscita muita reflexão além do aspecto pitoresco de uma coelha fluorescente ou de um robô cujas pernas se movem como resultado da multiplicação de microrganismos. Trata-se de uma arte performática – apenas com instrumental mais sofisticado – que apenas desperta, nas pessoas, uma reação de "olha só o que esses caras inventaram agora!", e, na intelectualidade de plantão, mil teorizações sobre eventuais desdobramentos do encontro da ciência com a arte.

Tal ponto de vista me vem exatamente do que li na entrevista da Folha e das visitas que fiz ao site oficial da sua criatura. Por mais que eu tenha buscado profundidade nas proposições de Kac e nos artigos e entrevistas cujos links estão disponíveis no site, não consegui ver nada além do discurso autojustificativo e cheio de tergiversações intelectualizadas. Declarações do gênero "não podemos chamar uma pintura de Kandinsky de ciência porque não foi feita de modo científico assim como não podemos chamar a ovelha Dolly de arte porque não foi concebida de modo artístico" e por aí afora.

A "pequena" diferença, tela e tintas versus sangue, nervos e (por que não?) anima, parece não contar muito. Na minha modesta opinião, prezado Albieri, se Dolly não é arte, Alba também não é. Ambas são seres vivos: sentem. Qual será o próximo passo de sua Kac- criatura? Criar um lindo bebê cujo xixi brilha no escuro? Ao explicar sua obra anterior, Gênesis, na qual o observador podia intervir, Kac pontifica: "A habilidade de mudar a sentença é um gesto simbólico: significa que não aceitamos seu significado na forma pela qual o herdamos, e novos significados emergem enquanto procuramos modificá-lo." Lembremos, outra vez, que a sentença do Gênesis a que ele se refere é a que fala que o homem deve dominar sobre todos os seres que existem na Terra.

Fico pensando no tipo de reflexão provocada por uma obra que oferece ao observador justamente a experiência desse domínio sobre outras formas de vida. Não consigo me furtar à conclusão de que tamanha inventividade pode, ao fim e ao cabo, contar pontos para você. Um pouco porque – agora sei – em sua tendência todo-poderosa ele teve a quem sair. Um pouco também porque acredito que os padrões mentais e emocionais do rapaz se tenham alterado como resultado dos anos que ele passou exposto aos gases nefastos da Coca-Cola. E mais: segundo minha avaliação, ele não traiu a programação a que foi submetido, uma vez que, segundo você mesmo relata, a idéia era criar um ser com características humanas/estéticas e ao mesmo tempo animais/éticas. Está claro que ele vem seguindo direitinho a lição ao dissociar a ética do humano.

Ouso, por fim, afirmar que, se um artista se vê no direito de usar como matéria-prima do seu trabalho organismos vivos, em tempos tão perigosos e movediços quanto estes, ele fica sujeito, tanto quanto qualquer cientista que atue no campo da manipulação genética, a reações que clamam por responsabilidade ética. Nenhuma manifestação humana – e isso inclui a arte em seu caráter "libertário" – deve pairar acima da ética e do respeito à vida. Faço minhas as suas palavras e acrescento: a história será testemunha do estrago que tanto artistas como cientistas inconseqüentes e egocêntricos poderão fazer.

A propósito, que bom que você partiu por outros assuntos e decidiu ser light designer.

Isabel Rebelo

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Mudaram para a Ilustrada – Isabel Rebelo Roque

"Albieri" arrependido – Valmir Perez, no Caderno do Leitor (rolar a página)

 

"ALFORRIA" DE NENÊ
Clubes, os escravos da Globo

Segundo reportagem do Globo de 25/7, o jogador Nenê pagou pela sua alforria. (Em abril, mesmo com contrato em vigor, o jogador de basquete abandonou o Vasco e foi para os EUA. Em acordo, Denver Nuggets e Vasco acertaram o pagamento de US$ 750 mil ao clube carioca, sendo US$ 400mil pagos pelo próprio jogador). Bem, o jogador tinha um contrato, pelo qual o clube pagava por seu trabalho. Se usarmos uma lógica bem simples, podemos colocar os clubes no lugar do Nenê e a Globo no lugar do Vasco, pois paga (com atraso, inclusive) pelo "trabalho" dos clubes. Se os clubes pagassem por uma rescisão, estariam se alforriando. Como não o fazem, a Globo admite que os clubes são seus escravos.

Ou só clubes de futebol fazem contratos abusivos? O capitalismo é tão bom assim?

Leandro Cardoso

 

DENÚNCIA
Programas estudantis tirados do ar

É lamentável ver casos como esse (ver abaixo em matéria do JC Online de 26/7) acontecendo sem que haja uma repercussão adequada, principalmente quando se discute tanto hoje em dia a democratização dos meios de comunicação de caráter público.

Jarmeson de Lima, jornalista, Camaragibe, PE

"Estudantes de Comunicação Social e de Design da Universidade Federal de Pernambuco protestaram, através de carta aberta divulgada por e-mail, pela retirada de cinco programas de música alternativa da Rádio Universitária AM, no Recife. Os programas eram comandados – voluntariamente – pelos alunos.

Foram eliminados da programação o Baile Black, com música de influência negra; 2.0, em que os convidados eram os DJs; o Pedreira, de rock clássico dos anos 50 a 80; o Hora Jazz, só com músicas do gênero; e o Sala de Concerto, de música clássica, que eram veiculados de segunda a sexta, às 20h, com uma hora de duração.

Em substituição, foi colocado no ar o Dona da Noite, no qual o próprio coordenador geral da emissora, José Bezerra, se encarrega da programação, que ocupa o horário das 20h à 0h. Na carta aberta, os alunos acusam José Bezerra – que substituiu Genival Ferreira, há duas semanas – pela troca na programação. ‘Assim, ele deixou sem ter o que fazer mais de 10 pessoas que estavam se dedicando, voluntariamente, a esse trabalho’, diz um dos responsáveis pelo Baile Black e pelo 2.0, Quéops de Lima

Segundo os estudantes, a decisão de Bezerra foi injusta e arbitrária. ‘Além disso, ninguém foi avisado. Eu soube pelo operador de mesa, na hora em que chegamos ao estúdio e, até agora, o diretor não ligou para dar uma explicação’, conta Quéops.

Bezerra justifica a retirada dos programas dizendo que eram necessárias mudanças na grade para que ficasse mais ao gosto do grande público. ‘O Dona da Noite, por exemplo, é de músicas românticas nacionais e internacionais. É preciso mais música e menos fala’, afirma o coordenador."

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