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Época: aos amigos, tudo
Na edição 133 (de 4/12), seção "Cultura", uma amostra do Espírito de Fraternidade que cimenta as eventuais frestas no Cartel: dos três livros nacionais resenhados, dois são de autores do Complexo Globo. A respeito do terceiro lançamento (obra em três volumes) sequer há indicação dos organizadores. Algum deles deve ser inimigo da Casa. Ou do próprio Cartel.
Quércia e IstoÉ, relação assumida
A entrevista do ex-governador de São Paulo ao semanário (edição 1625, de 22/11/00, pgs. 92-94), pouco antes do leilão do Banespa, teve o mérito de expor uma, digamos, afinidade entre o político e a editora. Até agora mantida à sombra. Três páginas, questionário cauteloso para evitar questões menos agradáveis sobre processos, empréstimos do banco a empresas jornalísticas etc. Subtítulo laudatório garantindo que o ex-governador afugentou os compradores estrangeiros (aconteceu justamente o contrário) e uma foto do entrevistado dos tempos em que era o xodó das campineiras, se não impediram a privatização do banco estadual pelo menos ajudaram a aclarar aspectos menos visíveis da passagem da dupla Quércia-Fleury pelo governo do estado.
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