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CRIME
Jornalista é acusado de matar
a mulher e ninguém badala
Saiu em O Globo de 16/10, espremido em uma coluna (pág. 10), uma reedição do caso Pimenta Neves em Belo Horizonte, MG. Sem o frisson e o destaque que o caso do ex-diretor do Estadão mereceu.
Um repórter policial do diário Estado de Minas foi indiciado como suspeito de ter assassinado a mulher com três tiros. O acusado nega o crime mas o delegado não tem dúvidas sobre o autor.
Não se sabe como a imprensa mineira está acompanhando o caso, mas no eixo Rio-São Paulo aquela foi a primeira notícia sobre um episódio ocorrido seis dias antes.
Considerando a diferença na cobertura dos dois casos de jornalistas envolvidos com assassinatos cabe perguntar:
** A celeuma só vale para jornalistas em altos cargos de direção?
** Repórter de polícia num caso de polícia não é notícia?
** Quando a vítima não é jovem, nem repórter, o suposto jornalista-assassino pode ser ficar fora dos holofotes ?
** Onde estão as feministas mineiras ?
ESQUIZOFRENIA
Tudo bem ou tudo mal?
Manchete do caderno econômico da Folha, dia 13/12: "Vendas já decepcionam comércio no Natal de SP".
Dia seguinte, 14/12, chamada de primeira página no Estadão: "Comércio supera venda dos últimos anos".
Em quem acreditar – na sensacional virada dos indicadores em apenas 24 horas ou no atrelamento do noticiário à linha editorial de cada jornal?
Denúncia parece favorecimento
Na Veja (edição 1679, pág. 160-161, reportagem "Fábrica de misses"), descobre-se que muitos médicos (especialmente os "plásticos" e de emagrecimento) nada cobram de clientes famosas em troca da divulgação do seu nome pelas respectivas assessorias de imprensa.
Mas a matéria ostenta foto de um médico com o respectivo nome na legenda – para denunciar ou favorecer, não ficou claro.
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Circo da Notícia – texto anterior

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