OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

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DOS TELESPECTADORES

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Orlando França da Silva

O Terceiro Setor ainda é deixado bem longe das grandes decisões da vida nacional. No presente momento, está ameaçado de se tornar um setor "quaternário", uma vez que, por toda a parte, em busca de ibope e notoriedade, muitos se arvoram em se assentar na cadeira da filantropia, mesmo não sendo especialistas no ramo. Isso é moda, por exemplo, em programas de televisão, na guerra pela audiência. E mais recentemente, há o caso da covarde "cruzada global" contra a LBV de Paiva Netto, denunciada pelo Observatório da Imprensa. Parece que o jornal O Globo e a TV Globo querem desmoralizar o Terceiro Setor, para, provavelmente, receber em troca vantagens do governo. É puro jogo político. E se a imprensa não respeita as ONGs nesse jogo é porque não está atenta ao crescimento delas e à importância que têm para o país, no contexto do terceiro milênio, quando as questões relativas ao avanço da pobreza e da devastação ambiental, principalmente, estarão, cada vez mais, em pauta. E a atuação das ONGs na solução dessas questões será fundamental. No fundo, alguns setores da imprensa temem o crescimento das ONGs, o que lhes pode roubar espaço em termos de penetração popular, principalmente quando essas ONGs avançam no terreno da comunicação de massa, como é o caso da LBV, com sua rede de rádio e televisão educativa.



Otávio Vieira

São Paulo

Realmente o voluntariado está crescendo, porém, ainda muito aquém do necessário. Infelizmente, D. Ruth Cardoso comentou que a imprensa informa pouco sobre os bons programas. Eu pergunto, por que ela não usa os canais de seu marido para tal divulgação? Infelizmente, a imprensa basicamente e insistentemente divulga, como foi dito hoje aí, que "Notícia boa é notícia ruim", e a mídia mostra muito mais o ruim do que o bom. O Brasil é uma enorme Faixa de Gaza, pois lá morrem 1 ou 2 pessoas por bombardeio, e aqui morrem 40 a 50 pessoas num único fim de semana. Infelizmente, o nome do banal Nelson Rodrigues foi mencionado neste programa pelo apresentador. É uma pena !!



Olavo

Como o governo não tem credibilidade, tampouco a mídia, em que há algumas exceções como Alberto Dines, o serviço voluntário trabalha no escuro. Melhor ser voluntário que não gere a perda de emprego de tantos que querem trabalhar! Melhor ser voluntário que não propicie a omissão do governo que quer fugir da sua responsabilidades. Por que os governantes não cedem metade do salário a hemofílicos ou semelhantes desesperados? Por que diminuem as verbas sociais? Por que só pensam e idolatram a estabilidade da moeda e ignoram as grandes necessidades do povo? Por que também as ONGS não lutam contra a pobreza, pelos mais fracos, contra estes perenes planos econômicos que só beneficiam os grandes? Pobre não quer esmola, quer emprego.



Adailton Santana

Rio de Janeiro

Há tempos que a imprensa brasileira é acusada de só apresentar o lado negativo das ONGs. Exemplos bem recentes são as denúncias de desvio de verbas do FAT pelo Viva Rio no Rio de Janeiro e as supostas irregularidades na LBV. Sobre as duas organizações, nada ainda foi comprovado. Então pergunto: porque a LBV e o Viva Rio nunca foram destaque na imprensa como merecem, inclusive na Rede Globo, quando realizaram e realizam projetos importantes para as populações mais carentes? A LBV é a mais representativa ONG brasileira na ONU, e o Viva Rio a mais destacada na defesa dos direitos do cidadão no Brasil. Mas não me lembro desses fatos merecerem matérias especiais na imprensa. Só a desgraça merece manchetes?



Marlos Porto

Estudante de Direito – Olinda / PE

Participo de um projeto em que alunos de Direito dão aulas gratuitamente a estudantes que vão prestar exame vestibular. No entanto, creio que ao se fazer projetos dessa natureza deve-se ter a preocupação de que não represente aceitação da atitude omissa do Estado, que, no exemplo citado, se exime de oferecer ensino público, gratuito e de qualidade. Creio que deve haver uma crítica severa ao modelo político adotado, do contrário, agir-se-á de acordo com os interesses de uma parte da burguesia, que procura remediar as mazelas sociais com o fim exclusivo de consolidar a sociedade burguesa.



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