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OBSERVATÓRIO NA TV

 

OBSERVATÓRIO NA TV

TVE e TV Cultura, terças-feiras, 22h30

Você pode participar ao vivo

DDG: (0800) 216-689
Fax: (021) 221-0566

E-mail: obstv@tvebrasil.com.br

Videoconferência: veja instruções em http://200.18.184.210/participa/participe.htm

 

PARA COMEÇO DE CONVERSA
Editoriais de A.D. na TV

Editorial – programa 53 – 04/05/99

Estamos comemorando nesta noite nosso primeiro aniversário. Um ano é pouco se considerarmos que existem no Brasil quatro jornais centenários -- O Jornal do Comércio, Diário de Pernambuco, O Jornal do Brasil e O Estado de São Paulo. Por isso, esta nossa primeira festa pode parecer irrisória. Mas um ano também é muito: leve em consideração que um programa como o Observatório da Imprensa só pode ser apresentado na rede pública de TV que, como sabemos, não dispõe dos recursos das redes comerciais. Mesmo assim, fizemos 60 horas ao vivo com uma média de quatro cidades em transmissão simultânea por programa. Como a nossa intenção é fomentar a participação da sociedade, trouxemos para discutir o desempenho da imprensa mais de 100 personalidades de todas as profissões, além dos observadores fixos. Fizemos quase 500 entrevistas em nossas reportagens. Essas cifras só valem quando examinamos a resposta do público. Não somos escravos do Ibope, ao contrário, condenamos a capitulação à ditadura do Ibope, mas quando nossa audiência mínima tanto no Rio como em São Paulo é de três pontos chegando a 4 e 5 em determinados momentos, significa que alguma coisa deu certo entre nós e você telespectador. A melhor prova de nosso êxito é a reação perversa de poderosos veículos quando são flagrados em comportamentos impróprios. Essa fúria contra quem exerce o direito inalienável de observar é a nossa consagração. Escolhemos como tema deste aniversário um grande jornal que hoje estaria com 95 anos, silenciado exatamente há 25. Um magnífico jornal que não se contentou em ser jornal, queria também ser ator da cena política, de preferência protagonista. Queremos homenagear uma das grandes vozes da nossa imprensa neste século mas, ao mesmo tempo, queremos lembrar que arrogância e jornalismo é uma combinação que pode ser fatal.

 

EMAILS:

Mensagens recebidas entre 20/04 e 27/04

Sérgio, Campinas / SP
Antes de discutir a posição da Imprensa no relato do dia-a-dia do Brasil, nós todos, temos que tentar responder se este é um país sério na falta de seriedade???

Henrique Feltes, Porto Alegre / RS

Gostaria de saber a opinião dos senhores a respeito da "saga" dos meios de comunicação por novidades que, na minha opinião, fazem com que os jornalistas, em geral, não aguardem o desfecho das mesmas, que muitas vezes terminam em "pizza".

Luiz Otavio Garcia - Administrador de Empresas
À Procuradora Geral

Recentemente nós brasileiros somos afligidos por casos de corrupção por pessoas que ocupam altos cargos. Minha pergunta é a seguinte: O julgamento de casos como, Sérgio Naya, o Juiz do superfaturamento, ex-presidente do BC, recebem algum tipo de tratamento diferenciado, isto por ocuparem cargos de alto nível?

Erick Albuquerque de O. Lima, Recife / PE
Para Helena Severo

O que ela acha da matança em Colorado no E.U.A , e o que representa essa loucura para os jovens de hoje?

João Evangelista Domingues, Diadema / SP - Professor Ensino Médio
Se eu como cidadão comum aparecer com um recibo de mais de um milhão de dólares no exterior, acredito serei imediatamente chamado à Receita Federal para prestar esclarecimentos. Por que essa sensação de que com os poderosos, mesmo quando pegos, são tão protegidos, inclusive por alguns órgãos de imprensa, cujos articulistas clamam pelo estado de direito? Quanto à influência dos meios de comunicação no caso dos meninos assassinos, não acho tanto que é a violência da TV, mas o excesso de liberdade dos pais de hoje que foram os jovens dos anos 60 ou 70. Não se coloca limites para a criança, pois seria uma "repressão", o resultado são adolescentes sem limites e sem respeito à autoridade. Esse fenômeno, acredito eu, é mundial.

Dines, você tem razão, um órgão de imprensa não pode ser privilegiado na aquisição de informações.

Pablo Pizzolotto
Filmes, vídeo-games e músicas violentas influenciam sim o comportamento da sociedade. Não fosse tão forte o poder da mídia sobre o público e as empresas não gastariam bilhões de dólares em publicidade para conquistar consumidores. Se a música de Vivaldi acalma o ouvinte, um filme violento deixará certamente alguma seqüela no espectador.

Marcus Vinicius
Salve!

Ontem, ao assistir ao programa, senti necessidade de sugerir à direção do programa considerar a possibilidade de pautar apenas um assunto por edição, caso o tema seja de grande interesse e atualidade, como foi o caso da discussão de ontem sobre o papel/desempenho da imprensa no caso das denúncias contra as operações do Banco Central em favor do Banco Marka.

Um abraço

André L.
Boa tarde,

Sou servidor público, moro em Pindamonhangaba e, sempre que posso, assisto esse programa, que considero um dos mais sérios da TV brasileira. Ontem, assistindo o programa, veio-me uma dúvida que me deixou muito curioso: a nossa imprensa já esqueceu da "Pasta Rosa"? Acho estranho ninguém tê-la citado, ainda, em meio a tantas denúncias feitas envolvendo o sistema bancário brasileiro. Será que todos já esqueceram ou o assunto, simplesmente, tornou-se proibido? Gostaria de ter feito essa pergunta a vocês, ontem, pelo telefone. Mas, conseguir a ligação, durante o programa, é quase milagre. Dessa forma, contento-me em fazê-la por e-mail.

Um abraço

Chico Bruno
Caros colegas,

Mais de 140 profissionais foram demitidos do jornal A Tarde, de Salvador, nas últimas 48 horas. As demissões são fruto da séria crise que o jornal atravessa, iniciada desde que a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado deixaram de ser anunciantes do jornal, por razões desconhecidas do grande público, mas muito conhecidas do Sindicato, que até o momento se mantém silencioso. O quadro é dramático, pois a direção do jornal anuncia novos cortes. Gostaria que o Observatório, procurasse se inteirar mais do assunto e o comentasse no próximo programa da TV.

Um forte abraço

Jefferson Repetto Lavor, Banca Jardim América
Caro e prezado Senhor Alberto Dines,

Em primeiro lugar parabéns pela coragem e desempenho de tão importante empreitada! Como parte do braço da imprensa, eu, proprietário de banca de jornal em São Paulo, Capital, recorro ao programa de vocês para uma declaração de tentativa de truste dos jornais Folha de SP e OESP: - Eles resolveram, unilateralmente, diminuir nossas margens brutas em 1/3, sobre a venda de "brindes" e coleções. Vídeos, Cd's, livros etc.. Antes majoraram seus preços de venda em 25% para o público. Nossa entidade de classe, através do presidente Senhor Francisco Ranieri Neto está à disposição de vocês para maiores esclarecimentos, inclusive para o lado mais importante e mais prejudicado: O CLIENTE que está sendo desestimulado em completar suas coleções, haja visto que o telemarketing não para de atentar... O telefone de nosso Sindicato patronal em São Paulo é: 230-6449. Evidentemente é a nossa versão, que por si só gerará entre outras coisas, que estão em jogo, o fomento ao desemprego... por menor razão que por ventura tenhamos.

Grato e atenciosamente.

Paulo Araújo, Salvador / BA
Venho através deste e-mail sugerir que vocês tirem do ar o posto avançado que vocês possuem na UERJ, pois toda vez ele apresenta problemas técnicos fazendo que o telespectador fique desinteressado pelo programa devido ao mesmo problema se repetir sempre. Não entendo o porquê de vocês insistirem em não dar um espaço no programa para as perguntas do telespectador. Acho que vocês não deveriam fazer uma só pergunta, mas sim algumas fazer uma interação do programa com o telespectador. Outra sugestão que eu tenho a propor é que o telespectador também possa escolher o tema para ser discutido no próximo programa com os convidados. Eu já tenho até uma sugestão que é o papel da mídia na degradação da família. Uma convidada poderia ser a Marta Suplicy, já pensou como o programa iria ser de alto nível? Um abraço e aguardo o retorno de vocês.



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